O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
Há dias, publicaram os jornais uma decisão judicial que condena a CML a pagar mais de 90 milhões de euros a uma família que que viu um seu terreno expropriado para utilidade pública, e depois deu com ele vendido, devidamente loteado, para construção de prédios de rendimento. Exemplar.
Uns tipos de Pedrógão, diz-se que mais de vinte, resolveram reabilitar casas secundárias e transformar barracões em moradias com os dinheiros alocados para reabilitação de residências habituais. Exemplar.
O governo pegou nos 54 milhões oferecidos por Bruxelas para acorrer às necessidades de reconstrução provocadas pelos incêndios, aplicou 24 para o efeito e pegou nos restante 30 para outros fins. Exemplar.
Se este país existir mesmo enquanto tal (Estado de direito), espera-se que os oportunistas dos incêndios e o chamado governo sejam judicialmente responsabilizados pela forma “ligeira” como tratam os dinheiros dos outros. Como, no primeiro exemplo, aconteceu com a CML.
Há para aí 50 anos, conheci um senhor, candidato da oposição durante a II República, ao que dizia bispo protestante, autodidata, fulano simpático que, no morro do castelo de Sezimbra me afirmou a sua absoluta certeza de que Jesus Cristo foi crucificado no Cabo Espichel. Respondi-lhe, com laivos da maior admiração, que sim, pois claro, não é? E por aí fiquei. Nunca mais me esqueci dele, nem nunca mais o vi. Lembro-me do nome, mas não vou dizê-lo.
Sempre houve o que, com a necessária dose de bonomia, se poderá chamar “visionários”. Conheci outros, alguns de alto QI (sem ironia), que veiculavam teses do género da do meu bispo, mas com pés e cabeça, com rebuscada imaginação e irrefutável lógica.
Adiante. Hoje, no jornal privado chamado “Público”, escreve um senhor um artigo de página inteira, com uma fotografia do autor e outra da bandeira da República, a defender que Portugal “nasceu” em Miranda do Douro. Qual Guimarães, qual Ourique, qual bula papal, qual tratado, nada disso. Miranda do Douro é que é bom. Mas há mais: segundo o distinto articulista, o dialecto mirandês é hoje a língua materna de 750 milhões de pessoas, a maior língua do mundo, uma vez que tanto o português como o castelhano dele derivam. É d’homem!
Notável, não acham?
Só mais duas pequenas notas, sobre dois pontos igualmente notáveis:
O título do artigo é o seguinte: “Onde nasceu Portugal? Nasce-me em Miranda do Douro!”. É como aqueles tipos que, na televisão e nos jornais, têm expressões de profundo sentido, tais como: Eu, pessoalmente, parece-me a a mim que...
O autor é presidente do OBEGEF e docente da FEP. No segundo caso, imagino que possa ser a Faculdade de Engenharia (ou economia) do Porto, ou da Panasqueira. No primeiro, agradeço a algum leitor que me esclareça sobre o que significa OBEGEF.
É sabido que, em matéria política, haverá poucos pontos sem nó. É o que se passa com a não recondução da PGR Marques Vidal.
Antes dela, estava o cargo a abarrotar de má fama. Sabia-se o que era a asa protectora lançada sobre figuras do calibre do Pinto de Sousa e quejandos por várias instâncias da justiça. Ninguém tem dúvidas a este respeito.
Entrada que foi a senhora no desempenho do cargo – não esquecer que foi pela mão de Passos Coelho - inúmeros poderosos e não poderosos de vária origem e credo cairam nas malhas da procuradoria. Sem olhar a quem. Por isso que, quaisquer que sejam as dúvidas sobre a recondução da dita senhora, por mais lógicas ou rebuscadas que sejam as justificações aduzidas, dúvida não resta a ninguém com juízo que outras razões haja para além, ou de vingança do chamado primeiro-ministro, ou de almejada protecção, por ele, dos amigalhaços ora investigados. O medo é muito, muitas são as manobras investigadas, muito lixo inconveniente deve ainda andar debaixo dos tapetes. Para o PS, em caso tão grave, fonte de medos e pavores, há que criar núvens de fumo, mudar as condicionantes dos inquéritos, tratar de pôr a salvo quem ainda está “à pega”, evitar que outros venham a sentir a independência de que a senhora tem feito emblema.
A questão é simples. Como quem nomeia o/a PGR é o senhor de Belém, escolhendo um de três nomes propostos pelo chamado governo, basta não pôr o nome da senhora na lista para correr com ela. Se tivermos alguma dose de wishful thinking, podemos contar com um eventual espernear do senhor de Belém. Mas wishful thinking não passa disso mesmo: wishful thinking. Outra solução, talvez mais provável, será a senhora declarar que não quer mais o cargo, nem mais chatices e perseguições por parte do PS. Assim não sendo, irá embora a cavalo nos patins do Costa. O que, sendo mau, tem o seu lado interessante: o tipo, por muito boas intenções que, por absurdo, o animassem, fica com o rabo de fora.
Nunca tinha visto nem ouvido uma oração de sapiência trotskista do tenebroso Louçã, na tribuna semanal que o dr. Balsemão lhe oferece, pagando. Aqui há dias, porém, via zapping, assisti à coisa.
Era sobre a Venezuela. O ilustre “académico” bolsou inúmeras opiniões sobre a situação, que é má, a inflação, que galopa, a fome, que é uma chatice, o petróleo, que é muito mas caro, e sobre outras coisas que toda a gente sabe.
Mas teve a suprema delicadeza de não tocar na fímbria das vestes do Maduro ou nas esquírolas do caixão do seu mais-que-tudo Chávez. O “socialismo bolivariano” saíu incólume. No parecer do Louçã não deve ter nada a ver com o assunto. Sobre a loucura assassina desta versão sul-americana do bolchevismo, nem uma palavra.
Estão a perceber o que é o respeito pela verdade, a independência intelectual deste “fazedor de opinião”, a “altura” académica deste colaborador do Banco de Portugal, deste membro do Conselho de Estado, desta merda em figura humana?
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Não fico por qui. O mesmo que o Anacleto Louçã, mais delicodoce, foi dito pelo diáfano senhor Almeida, alta figura LGBFGTYREAS...ETC, também ele ímpar académico com direito de antena garantido e bem pago. Veio a sua poderosa mente demonstrar que, no caso da Venezuela, o socialismo radical não tem nada a ver com a crise, com a fome, com a inflação, com a fuga das pessoas, nada, nadinha. Como não terá nada a ver com a miséria da URSS, com a pobreza de Cuba, com o belicismo bacoco da Coreia do Norte, com a desgraça em que, pelo mundo fora, tem mergulhado as gentes, as tem privado de liberdade, as tem metido em guetos, as tem impedido de qualquer progresso. Nada, nadinha. O socialimo não tem nada a ver com o assunto, larilou o senhor.
É assim. O “verdadeiro” socialismo é uma religião ateia, fundamentalista, que ignora e despreza a humanidade ao mesmo tempo que diz salvá-la.
Não há quem não saiba que andam por aí quantidades industrias de romenos que, parece que organizadamente, se dedicam ao carteirismo, ao conto do vigário, à mendicidade, à exploração de crianças e bébés e a outras exemplares actividades. A evidência de tal verdade é tão gritante, que não conheço quem não tenha sido alvo de algum desses indivíduos ou organizações.
Os romenos trabalhadores, cumpridores da lei, que se integram na nossa sociedade, e ainda bem, são os primeiros a denunciar tal gente. Dizem que são “romas”, o que quer dizer ciganos, os ciganos lá do sítio.
O problema é que as pessoas podem sentir o que se passa, podem sofrer com o que se passa, mas não podem dizer o que se passa. Se o fizerem, serão, segundo o politicamente correcto e as autoridades vigentes, xenófobos, racistas, fascistas, inimigos dos “direitos humanos”, partidários da exclusão social e outros simpáticos epítetos. O mesmo em relação aos ciganos nacionais. Na minha óptica trata-se de uma ofensa aos romenos bons e aos ciganos bons, mas isso não entra em cabeças “progressistas”.
Uma tal CPICDR – Comissão Para a Igualdade e Contra a Descriminação Racial, estrutura ao que julgo pública - uma das inúmeras inutilidades que pagamos sem bufar - resolveu processar um deputado municipal do Porto que se atreveu a meter numa “rede social” qualquer a seguinte frase: Ciganos romenos no Porto. Não, não sou racista nem xenófobo, mas sou declaradamente contra quem recusa qualquer tipo de apoio social e prefere continuar a viver da mendicidade, do pequeno furto e a dormir em jardins e espaços públicos, conspurcando terrenos que são de todos os cidadãos. O tal deputado, ora perseguido, admite e apoia que os ciganos romenos sejam objecto de protecção social, o que não admite é que prefiram ser “trabalhadores independentes” da fileira do crime. Haverá alguém, senhor do seu perfeito juízo, que não concorde?
Os jornalistas, se falarem num carteirista, podem dizer que o fulano ou a fulana é português ou espanhol, mas estão proibidos de dizer que é romeno ou cigano, sob pena de contraordenações , denúnciase e perseguições por parte da tal CPICDR.
Ou seja, segundo o chamado governo e as hordas dos extremismos “moralistas” da esquerdocracia triunfante, certas fake news são obrigatórias.