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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PORTUGUÊS

 

Um tal Silvano, deputado, figura de topo do escol que rodeia Rui Rio, tinha por hábito ir à Assembleia assinar o ponto e dar o salto para outras paragens. Depois, parece que passou a achar mais prático pedir a um tipo qualquer que assinasse por ele.

Uns dizem que o homem não deverá muito à honestidade. Um exagero! O chefe Rio não é de modas, vem em defesa do Silvano e adianta este monstruoso pleonasmo; “trata-se de uma pequena questiúncula”. Ficámos a saber que há questiúnculas grandes.

Às vezes, a forma consegue ser tão má como o conteúdo.

 

6.11.18   

MAIS NOTÍCIAS DA GERINGONÇA

 

Segundo um portal do Estado, a dívida do SNS estava, em Setembro deste ano, em 860 milhões de euros.

Normal. Habitual. Qual o espanto?

Vamos um bocadinho mais adiante:

Em 2011, o governo socialista deixou tal dívida em 1.616 milhões (só hospitais EPE). Em 2012, o governo legítimo reduziu para 714 milhões (só hospitais EPE); em 2013, a dívida passou a 652 milhões (só hospitais EPE); em 2014, a dívida reduziu para 556 milhões e, em 2015, para 452 (todos os hospitais públicos). Regressado o PS, em 2016 o pulo foi até aos 545, em 2017 saltou para os 837 e, em Setembro de 2018, estava em 860.

Informado com por este estado de coisas, o jornal privado chamado “Público” titula: Dívidas em atraso de 350 milhões serão o melhor de sempre nos hospitais (sic). Estão a perceber? Eu também não. Fui ler a “notícia”. É sobre a nova ministra que entra de rompante no geringoncial esquema de propaganda, tão no gosto dos nossos jornais. Diz a senhora que o governo tem um envelope de 500 milhões para ela pagar umas coisas. Quando? Não sei, nem ela saberá.

Como é política habitual de há mais de três anos a esta parte, anúncios são anúncios, pagamentos são pagamentos. Uma coisa não tem a ver com a outra, como o rabo não tem a ver com as calças. Não tarda, andarão os credores outra vez à nora, porque o chamado ministro das finanças acordou com os pés de fora e, vai daí fez mais umas cativações. Quanto aos pagamentos, logo se vê, como é costume.

Trocando por miúdos, ou por factos: Passos Coelho baixou a dívida da Saúde ao mercado dos 1.616 milhões do Sócrates para 452 - sem propaganda nenhuma; a geringoça, até Setembro deste ano, aumentou-a para 860 (quase o dobro) – mas, com habitual propaganda triunfalista, põe tudo de pernas para o ar.

E ainda há, por esse mundo fora, quem se irrite com as fake news das redes sociais. Nós não. Por cá, as fake news são oficiais!

Como diria o senhor de Belém, somos os maiores!

 

6.11.18   

IGNORÂNCIA E JOGOS DE PODER

 

Cheio de fervor patriótico, o senhor de Belém manifestou a a sua indignação quanto aos “jogos de poder” que assolam a opinião pública sobre as trapalhices de Tancos. Acto contínuo, o chefe da geringonça aplaudiu tal preocupação, sublinhando a “total convergência” do governo e do Presidente.

De tal convergência toda a gente sabe, mormente os eleitores enganados pelos dois. Um apoderou-se do poder que os eleitores não lhe deram, outro veio a ser caninamente “convergente” com aqueles que, sem desejar que o viesse a ser, nele votaram.

Agora, julga-se que por causa de obscuros “jogos de poder”, estão os dois no mesmo barco, o draga-minas da “ignorância”. Os dois mais altos representantes da política nacional, perante um caso que classificam de gravíssimo, nada sabem. Ignoram. Não foram informados. Ninguém lhes disse nada. Ninguém lhes liga pêvas, nem os serviços secretos, nem os polícias, ninguém? Das duas uma: ou é assim e, nesse caso, prestam-se a ser considerados palhaços, ou sabem e não dizem que sabem, e andam a enganar os pacóvios, que somos todos nós, pelo menos na sua superior consideração.

Quem, afinal, anda por aí com “jogos de poder”? “Entidades” obscuras, anónimas, conspirativas, inomináveis, ou os dois grandes senhores da política?

Algo me diz que, ou há algum regresso à moralidade, ou estes tiros, o dos “jogos de poder” e o da "ignorância”, vão acabar por sair pela culatra.

 

6.11.18

REPETIÇÕES

 

Não sei quantas dezenas de vezes o senhor de Belém já proclamou que, a respeito de Tancos, não sabe nada. De tal maneira que não escapa ao indígena lembrar o Vladimir Ilitch a dizer que uma mentira muitas vezes repetida passa a verdade.

Longe de mim dizer que o senhor de Belém anda a mentir. Mas não deixo de estranhar que, a qualquer pretexto, e mesmo sem pretexto nenhum, repita ad nauseam a mesma coisa. Evidente é que o senhor de Belém tem o inultrapassável vício de dizer coisas a propósito ou a despropósito de tudo e mais alguma coisa, o que leva a pensar que precisava de uma estadia numa clínica de desentoxicação.  

Desta vez, a prática de tão terrível dependência leva a que os espíritos menos crentes comecem a achar que tanta repetição traz à baila a máxima do Lenine...

 

4.11.18

PORCARIA

 

De que serve ocultar nos orçamentos certas despesas para fazer diminuir o défice, e acobertar debaixo de uma prosperidade fictícia o verdadeiro estado das coisas públicas?

As situações difíceis não se remedeiam, os obstáculos não se removem, as resistências não se aniquilam, os cataclismos sociais não se evitam senão com uma política franca, verdadeira e desassombrada.

Eça de Queiroz, 24.1.1867

 

Pode parecer que o grande Eça estava a criticar o seu tempo. O que estava, porém, era a fazer futurologia. As ocultações e a prosperidade fictícia cá estão. Os cataclismos também. A política franca, verdadeira e desassombrada morreu quando a geringonça e o seu guarda-livros, um tal Centeno, subiram ao poder. À qualidade dos políticos do séc. XIX acresce agora falta de educação, pesporrência, desprezo pelos que têm a ousadia de ter opinião diferente: todos os partidos, todos os reguladores, todos os estudiosos, não passam, na palavra desonrada do governo e do seu guarda-livros, de ignorantes crassos, de iletrados, de perseguidores, enfim, de um bando de canalhas apostados em denegrir a sua imperial excelência.

Os tempos são outros mas a porcaria é a mesma, ou pior.

 

4.11.18   

AFINAL, AINDA VAMOS TER SAUDADES DO AZEREDO

 

Daqui a algumas décadas, tudo isto (Tancos) vai estar disponível no Arquivo Histórico Militar. Nessa altura, tudo se saberá.

João Gomes Cravinho, ministro da geringonça

 

Aqui está um homem cheio de amor à geringoncial verdade. Nesta curta mas doutíssima frase, o nosso “defensor” reconhece, por excesso, aquilo que toda a gente sabia: que a justiça não funciona, que a polícia anda aos bordos, que a estratégia do governo é deixar correr o marfim a ver se a coisa passa, que não vale a pena o senhor de Belém dizer 485,7 vezes que quer o assunto esclarecido. O caso de Tancos passou, no parecer deste nosso novo “governante”, a ser matéria para historiadores que, daqui a “décadas”, quem sabe se séculos, virão apresentar as suas teses sobre o assunto.

Pelo andar da carruagem ficamos com a certeza de que o camarada Sócrates, ao tomar conhecimento desta opinião oficial, abriu uma garrafa de Moët & Chandon (oferecida pelo amigo Silva), e bebeu à saúde dos historiadores que virão, daqui a muitas décadas, tratar do seu problema. Ele, que esperava uma sentença para daqui a dez anos, pode ficar descansado: tudo vai passar à História sem lhe macular o prestígio.

 

4.11.18

DA DOCÊNCIA

 

Segundo informações veiculadas por quem domina estas matérias, acontece que os protestantes professores, quando fazem greve – o que acontece quase todos os dias – continuam a ganhar o ordenadinho do Estado como se nada fosse. É que era preciso haver um procedimento administrativo qualquer para que o erário público não fosse prejudicado. Ora como ninguém sabe quem fez greve ou deixou de fazer, nem é possível determiná-lo, o educacional computador continua a processar os vencimentos com toda a naturalidade. Essa de competir aos sindicatos pagar os dias de greve aos grevistas, no caso desta nobre e tão prestigiada classe, simplesmente não funciona. As línguas mais viperinas sugerem uma possibilidade extrema: que há quem ganhe a dois carrinhos, o que, a ser verdade, explicaria muita coisa.

Outro dos chamados privilégios da classe tem a ver com as substituições. Explico: há docentes na prateleira, ou em inúmeras prateleiras, que usam ser chamados para substituir colegas que faltam, ou que estão doentes (calcula-se que pelo menos 10% de tais cidadãos, normalmente, estão doentes), ou que não dão aulas por outro motivo qualquer. Os tipos do ministério vão às prateleiras buscar substitutos, como é natural. Mas os emprateleirados são livres de dizer que não querem sair da prateleira: a escola proposta, seja lá pelo que for, não lhes convém. Não aceitam o convite, e pronto, adeus. Aqui é que está mais um gato: não aceitam, mas continuam a receber o ordenado como se aceitassem.

Malta fixe.

 

4.11.18

INDIGNIDADES

 

Por muitas vezes têm os doutos juízes da nossa praça declarado, com impante orgulho, que não são funcionários públicos, mas titulares de órgãos de soberania. Não estou de acordo com a opinião de tão ilustres letrados, mas percebo a ideia.

O pior é que, não aceitando ser funcionários públicos, ajam como tal. São sindicalizados, querem mais uns tostões, são iguais ou piores que os outros. E, mui indignamente, declaram que vão fazer uma data de greves, não umas greves quaisquer, mas greves que tenham por objectivo atrapalhar as várias eleições de 2019. Um extraordinário serviço à democracia, como é de ver.

Longe vão os tempos em que os “doutores” juízes eram figuras prestigiadas pelos povos que julgavam. Longe vão os tempos em que eram uma classe aparte. Hoje são iguais aos estivadores, aos tipos da CP, às chamadas hospedeiras de bordo e, vergonha das vergonhas, aos “professores”.

Nos alvores da democracia, usava dizer-se que os órgãos de soberania não faziam greves. Mas, com estes como tal auto-proclamados, já não é assim. Greves é que é bom. Quando se trata de uns cobres e de exigências várias, deixam cair a toga.

Depois, queixem-se de não ser respeitados.

 

4.11.18

JUSTIÇA ELEITORAL

 

Tenho andado muito comovido com a má sorte de uma tal Maria Begonha, aparatchique do PS, a quem deve inúmeros empregos. A rapariga que, a avaliar pelas fotografias dos jornais, já pouco deve à juventude, quer ser chefe das hostes da JS. Mas é perseguida por gente ordinária que a acusa de aldrabar o currículo (coisa absolutamente normal e corriqueira, sem qualquer importância) e de outras alegadas trafulhices que li por aí mas já não me lembro.

É pena. A cidadã mais não faz do que seguir altos exemplos de gente, sobretudo mas não só do PS, que chegou aos píncaros sem grandes preocupações curriculares.

O IRRITADO, respeitador de tradições, está com ela. Tanta injustiça é demais.

É de prever que ganhe as eleições. Até porque Begonha, no caso, não rima com vergonha.

 

4.11.18

ATRASO MENTAL

 

O IRRITADO já teve oportunidade – que desplante! - de se pronunciar sobre as lutas anti-petróleo lançadas por sectores da mais negra secção do politicamente correcto, dando fé da imparável onda de estupidez que assola o país e que, sobretudo desde a subida da geringonça ao poder, tem conhecido avassaladores píncaros.

Os últimos acontecimentos levam o IRRITADO a voltar ao assunto.

Inútil é chamar a atenção de tal gente para os factos. Facto é que um furo no mar a quarenta quilómetros do Algarve jamais teria qualquer influência no ambiente, no mar ou em terra; facto é que o país da Europa mais respeitador da ecologia humana, a Noruega, tem, no petróleo, uma riqueza imensa, que aplica em serviços públicos de altíssima qualidade e no amealhar da que, certamente, é a maior reserva financeira do continente; facto é que os escoceses (uma das razões que, antes do brexit, os levaram à ilusão da independência), os holandeses e outros europeus têm poços de petróleo à vista da costa, jamais tendo sofrido com tal presença; facto é que o petróleo continuará por muitos anos ainda a fazer parte da origem da energia usada pela humanidade, idiotas incluídos.

Mas a pressão da estupidez e da respectiva moda - na esteira, confessemos, da nossa velha tendência para o imobilismo e a pobreza - teve mais força que os “gigantes” da energia e que a paspalhice governamental. A iniciativa foi abandonada, os tais gigantes desistiram de procurar hidrocarbonetos por cá, para não ter que aturar uma população e um governo completamente destituídos de juízo. Devem ter ido bater a outra porta, já que oportunidades não faltarão sem ter que se sujeitar a demagogias baratas ou a medos pataratas.

 

Bem pode o país, guiado por quem o guia, continuar à esperado dia de São Nunca, neste como noutros temas, a começar pelo orçamento para 2019 .

 

2.11.18   

PROTECÇÃO DE DADOS

 

As nossas queridas autoridades, quem sabe se inspiradas nos emails da EMEL, tomaram a decisão de avisar os indígenas da aproximação de qualquer perigo, encarregando a chamada “protecção civil” de o fazer por correio electrónico.

Mergulhados que andamos na teoria da “protecção de dados pessoais”, ocorre-me perguntar por que carga de água tem tal e tão "estimada" organização o “direito” de saber o meu endereço. Onde foi buscá-lo? Aos arquivos do Big brother? Comprou-a a algum haker? Já estará, quem sabe se automaticamente, na lista da geringonça?

 

1.11.18

SENTIDO DE ESTADO

 

Só agora, vejam bem, dei pela frase mestra do senhor de Belém sobre a eleição presidencial do Brasil.

Disse ele: “Os países têm que se dar bem”.

Magistral. Leia-se: apesar da eleição do fascista – como diria Catarina et alia – não há volta a dar. Uma infelizmência. Os países têm que se dar bem, quer dizer, apesar de os eleitores terem feito asneira, que remédio...

Aqui temos um exemplo da mais alta diplomacia, de que nem a geringonça, oficialmente, seria capaz. O chairman vai mais longe.

 

1.11.18

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