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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ADEUS PEDRO

 

Eu sei que o IRRITADO não merece falar de ti. Mas não resiste.

Foste o conservador mais “progressista” que conheci. A tua palavra chave era “fantástico”. Eras aberto à novidade, à descoberta, tinhas o dom de apreciar com optimismo o que de novo a vida nos oferece, qualidade rara e, para muitos, difícil de usar ou até de “engolir”. Era a tua forma, tão conseguida, de estar vivo. Tão “fantástico” para ti era Max Plank como as marchas do Santo António, Alfama como Boston, tudo o que vivesse e mexesse à tua volta, o antigo e o novo, a tua tolerância e a tua incansável admiração, o cinema como o futebol, o teatro como a música, os teus clubes, os teus amigos, a tua família, os que de ti precisavam. Para muitos, eras afirmativo em excesso, um “duro”, quase desapiedado quando impunhas opiniões ou defendias ideias. Mas o que é um gestor, senão isso mesmo? Indo um bocadinho mais longe, eras tu mesmo: fantástico. Podias, mesmo com custo, ceder. Nos teus princípios e valores, não.

Morrer é sempre injusto. No teu caso, foi muito muito pior que isso, um corte súbito com projectos que nunca conheceriam a velhice, porque tu nunca envelheceste. Envelhecer não fazia parte do teu estar na vida. A tua partida foi, para mim, talvez a mais difícil de compreender e tolerar. Não a aceito. Nem aceito já não poder conviver contigo. Fazes-me falta.

 

29.7.19

ENGOLADOS

 

Dando mostras evidentes da sua tradicional competência e da sua formidável eficácia no combate aos fogos, o senhor Cabrita distribuiu generosamente aos que estavam em perigo de morrer queimados um novo artefacto de alta tecnologia, uma coisa conhecida por gola, que não é gola nenhuma mas uma espécie de balaclava, ou cogula, que deixa os olhos de fora e pouco tem a ver com o pescoço. Entre várias hipóteses, dizem os jornais que escolheu a mais barata do mercado, em justa homenagem às políticas geringonço-centenariais. As tais “golas” têm, além disso, a enorme vantagem de ser combustíveis, proporcionando uma morte mais rápida, por isso menos dolorosa, aos que apanharem com o fogo na fuça.

Aplaudamos mais esta inteligentíssima iniciativa do famoso geringonço.

 

28.7.19

 

RASCA

Rasca é o homem que eliminou a Maria Luís das listas do PSD. Pior, é odiento, incompetente, raivoso, estúpido, traidor aos seus e aos demais. Vingativo, ordinário, falso, parvo, não há adjectivos que cheguem.

O Costa tem tido sorte em quase todos os sorteios. Rio é a sorte grande, o joker. A banca foi levada à glória.

Pobres de nós. Notem, quando digo “nós”, não me refiro aos eleitores do PSD, mas a todos os portugueses. Rio é uma espécie de RIP da alternativa democrática, para não dizer da democracia.

 

28.7.19

E TOLO

 

Às vezes acham que sou tolo, que caí aqui de pàraquedas e não percebo nada disto, disse o inacreditável saloio do Bolhão, o conhecido Rui Rio.

Parabéns pela consciência das coisas. No fundo, o indivíduo deve reconhecer que os que tal dizem têm razão. De facto o homem é um pàraquedista que caiu em terreno desconhecido, a julgar que o inimigo que o esperava cá em baixo lhe ia pedir batatinhas. De facto, o triste fulano não percebe nada disto, como tem provado à saciedade. E, mais que tudo, é tolo, tão tolinho que nem parece pessoa.

 

28.7.19

 

NOTÍCIAS DA PRÉ-RETOMA

Após curta passagem pelas quentes águas dos Algarves, aqui tenho as novidades seleccionadas:

- Um aldrabão: Marques Mendes declarou: “só afastei de funções dois presidentes de câmara: Isaltino e Valentim Loureiro”. Mentira, ou ocultação da verdade, por eventual “incomodidade”. O dito indivíduo “esqueceu-se” de que “afastou” um dos melhores e mais honestos autarcas que Portugal conheceu: Carmona Rodrigues. Com ele, afastou todos os vereadores do PSD, fez cair a câmara de Lisboa, entregou-a ao PS e ao Costa, com os apocalípticos resultados que hoje sofremos e que, quase com certeza, continuaremos a sofrer por alguns tempos e maus. O dito Mendes nunca quis assumir o seu feito: calou-o, por eventual vergonha, e esconde-o, por evidente falta dela. Carmona Rodrigues foi vítima de uma perseguição movida pelo “Zé” e pela restante canalha do PS, a qual, depois de ter votado a favor das condições da troca do Parque Mayer pelos terrenos de Entrecampos, resolveu dar o dito por não dito, o votado por não votado, e montar uma canalhice judicial com argumentos miseráveis. Como não podia deixar de ser, a tramóia deu em total e indiscutível absolvição de Carmona Rodrigues e resultou em prejuízos de centenas de milhões para a CML, além da total entrega aos bichos, pelo menos por décadas, do Parque Mayer e de Entrecampos. Marques Mendes foi, como líder do PSD, o principal culpado de toda esta desgraça. Não tem memória curta, tem é memória selectiva, isto é, aldrabona.

- Anda para aí quem se queixe de que a procuradora geral da República tem uma “agenda política”. É espantoso. Então os queixosos ainda não perceberam porque é que a anterior titular do cargo foi corrida? Arrisco o porquê, a título de esclarecimento: foi porque não tinha agenda política.

- O senhor Sanchez, coitadinho, foi derrotado outra vez nas Cortes espanholas. É que, ao contrário do pai da geringonça, não quis dar demasiadas abébias ao BE lá do sítio, o Unida(?)s Podemos, nem às governamentais pretenções de um palerma desargalado, com rabo de cavalo, que lhe quer ir às canelas. E não deu porquê? Porque recusa uma geringonça com boquerones? Acho que não. O jogo dele deve ser o de cansar os espanhóis com esta novela, provocar eleições e convencar o pueblo, que está farto de não ter governo, a dar-lhe uma maioria que chegue. No fundo, o mesmo que o Costa quer: todo o poder só para ele.  Chapeau.

- Por cá, a porcaria acerca dos incêndios continua. O tipo de Mação queixa-se que não lhe ligam pevas. Carradas de razão. Obedecendo às regras do Cabrita, teve um trabalhão a produzir um esquema contra os fogos, mas, na melhor das hipóteses, só teria os meios que lá previa lá para 2020. A cabrital burocracia assim o determinou. Vai daí, queixou-se. A reacção do poder central foi imediata a tenebrosa. O Cabrita cabreou. O Costa ameaçou. Pobre presidente de Mação. Algo me diz que o homem é do PSD, ou que por ele se candidatou. Quem se mete com o PS...

- Parece que andam para aí uns fulanos a querer discutir o chamado acordo ortográfico na Assembleia. Mais um pessegada inútil, além de ilegal, tão ilegal como o “acordo”. Os acordos internacionais entram em vigor quando ratificados por todos os parlamentos das nações intervenientes. No caso, quase nenhum o fez. Portanto o “acordo” não é acordo nenhum, não vale, e acabou-se. O que os deputados deviam fazer não era ressuscitar uma discussão, tipo sexo dos anjos, e andar para aí meses, excitadíssimos, a saber se as arquitectas passam ou não a arquitetas. Era, sim, declarar o “acordo” sem existência, ou sem efeito. O resto é conversa.

- A dona Ana Sá Lopes massacra os leitores, há dias sem fim, com as histórias da Vanessa. Há quem ache que se trata de crítica social ou de humorismo. Se será a primeira, não sei. Mas sei que, se aquiolo é humor, o humor não tem piada nenhuma.

- Paz social: os bancários vão para a greve, os motoristas também. Há outros na calha.

- Os alemães dizem que, por cá, mais investimentos nicles. As estradas estão em “más condições”, ou não existem, ou não são boas para a exportação. Coitado do Sócrates, andou para aí a fazer estradas que não servem para nada (ou, se calhar, serviram...), e vêm a sacanagem tudesca criticar!

- Há um tipo no Algarve que quer livrar-se da estela Michelin que lhe atribuiram. Leia-se: quer mandar às urtigas as exigências dos michelinos, e reganhar a sua liberdade culinária. Está feito. Não é possível. Só os tipos do guia tem autoridade para dar e tirar. Já viram  isto? Espera-se para ver o tal cozinheiro a esfregar a porcaria da estrela no focinho dos Estalines da paparoca.

- Não há verba para os medicamentos dos doentes dos pèzinhos, dizem os tipos do SNS. O Centeno, tal como o Cristiano (com quem é comparado), entra ao pontapé, não na bola mas nos doentes dos pèzinhos como em todos os outros malandros que têm a mania de adoecer

- Em compensação “correcta” (diria a dona Catarina), o Centeno vai pagar umas drogas novas à base de canabis.

- Um tal Pedro Nuno Santos, em vigoroso alarde da sua independência ideológica e das suas tremendas ambições, resolveu entrar numas tricas quaisquer lá do partido, tomando em relação a elas uma posição que contradiz a do chefe. O chefe deu à casca. Estava em causa “a qualidade” dos candidatos às legislativas. Nas entrelinhas, queria dizer que o que estava em causa era a menina dos seus olhos, uma tal Ana C. Mendes, que era a “mãe da criança”. Consta que o PNS e a ACM, não vão à bola um com o outro e que, se o PNS a apanha a jeito...

Há mais, mas já estou farto.

 

27.7.19

OUTRA VEZ

 

Perante a nova desgraça dos incêndios, o IRRITADO fez uma pequena sondagem sobre as respectivas causas:

- ouvido um porta-voz do BE, este declarou que a dona Catarina já tinha chegado à conclusão de que a culpa é dos eucaliptos (mesmo que só tenham ardido pinheiros), das celuloses, das multinacionais, da economia privada e do fascismo;

- no Largo dos ratos, perdão, do Rato, fonte oficial disse que ainda não estavam concluídos os estudos sobre o assunto, mas que o partido pode desde já garantir que a culpa não é de ninguém que tenha alguma coisa a ver, de longe ou de perto, com o PS ou com a geringonça, indesmentível facto que será provado a seu tempo;

- fonte próxima de São Bento garantiu que, segundo despacho de sua excelência, o SIRESP, uma vez gerido pelo governo, não tem nada a ver com o assunto;

- fontes anónimas, próximas da geringonça, informam que se trata de fogo posto por um grupo de malfeitores a soldo dos partidos de direita;

- na área soviética, membros não identificados do comité central opinam que se trata de uma conspiração reaccionária movida pelos autores do “pacto de agressão”, acoitados em Bruxelas;

- o deputado PANcreático não tem dúvidas, a culpa é de uma beata mal apagada, e protesta energicamente contra o facto de se andar para aí a falar em populares e bombeiros feridos, quando há notícia, calada pela censura, de dois gatos pardos com o pêlo chamuscado e de uma galinha passada ao churrasco com penas e tudo;

- o ministro do interior declarou que não chorará em público e que os novos incêndios provam à saciedade a eficácia das medidas por ele avançadas de há dois anos a esta parte;

- o gabinete da secretária de estado não se sabe de quê (aquela que acha que os culpados dos atrasos dos serviços são os cidadãos) afirma que, no caso dos incêndios, a culpa é da malandragem que vive em zonas perigosas;

- os inquiridos, num ponto, são unânimes: para além de tudo, o culpado é o Passos Coelho.

 

22.7.19

DE BOCA ABERTA

 

Há longos dias sem “produção”, o IRRITADO acordou hoje e entrou na sua matinal rotina. Lavou-se e vestiu-se (há pormenores que deixo no tinteiro), tomou o pequeno almoço, fumou um cigarro (crime!, disse o Silva do PAN) e viu umas notícias na net.

Ninguém tem nada com isto, nem a ninguém interessa, dirão. Carradas de razão. Aqui refiro estas matinais tarefas para que possam imaginar o que é ser esmagado pelas novas que estou a ler no computador e que perturbaram a minha suave manhã de Sábado. Como digo acima, fiquei de boca aberta.

Então não é que a pespineta da saúde vai ser cabeça de lista do PS (leia-se, da geringonça), e logo por Coimbra! Uma descoberta do Costa nas gavetas do esquerdismo, responsável pela imparável degradação dos serviços públicos de saúde, produtora dos mais inacreditáveis dislates, rigorosamante incompetente, cabeça de lista por Coimbra? Porquê? Haverá várias razões, por exemplo: a criatura agrada ao P.N. Santos, cabecilha da esquerdização do partido; é do sexo feminino, vai lá por quotas; põe em festa os boaventuras, os carvalhosdasilva e quejandos, que vivem da Universidade local; é capaz de dizer o que a mandarem dizer, que o branco é preto, que o preto é branco, desde que tenham uns fortes tons de vermelho à mistura.

 

Veio também à estampa a última criação da geringonça: o fisco vai saber tudo sobre as suas viagens aéreas. Não fica de boca aberta? Bom, punhamos as coisas no seu sítio: até agora, a PJ, a PSP, a GNR e o SEF já sabiam que você foi, em 23.4.16, a Madrid, ao Porto, a Vladivostoque, ao caneco a quatro. E sabiam em que voo, o seu nome, a sua morada, os seus contactos, a forma de pagamento que utilizou, o número do seu bilhete, em que fila se sentou, o seu cartão de identidade, o seu passaporte, o seu cartão de crédito, se foi em negócios ou em turismo...  Faltava o fisco. O fisco, agora, poderá vir perguntar-lhe onde foi buscar o dinheiro para o bilhete, como pagou o hotel, se levou a família, se alugou um carro, se foi ao teatro, tudo coisas caras e que podem sinalizar enriquecimento ilícito e fuga aos impostos. Você passa a ser, por natureza e definição, suspeito das maiores trambiqueirices. Se levantou uns tostões nas máquinas, para que os queria? Se comprou umas cuecas e um boneco, será pedófilo?

Nada disto é assim. São aleivosias do IRRITADO. Segundo as geringonciais autoridades, nada será como ele diz. Você, afinal, é só suspeito de terrorismo. Se comprar um frasco de bicarbonato de sódio, é capaz de andar a fabricar bombas. Você é capaz de tudo. Se gastou mais de 2.000 euros, mas tem uma modesta decalaração de IRS, onde os foi buscar? E se, tal Sócrates, foi jantar ao Fouquets, aí, meu caro, está feito ao bife.

Ponha-se a pau. Não viaje. Não saia de casa. Deixe-se estar muito quietinho, muito caladinho, e vá votar no PS.

 

20.7.19   

O PAÍS DAS MARAVILHAS

 

Vi e ouvi, em directo, no “Observador”, julgo que a maior parte da prestação do nosso chamado primeiro-ministro. Também ouvi o discurso, ou anti discurso, do Leitão Amaro. Depois, fartei-me. Curiosamente, os jornalistas da SIC, nos noticiários, referem-se largamente ao primeiro e ignoram olimpicamente o segundo. No que se refere ao PSD, limitam-se a citar, em três segundos, uma frase menos feliz (ou fora do contexto) do Negrão.

Para que fique registada, sem mais comentários, esta manifestação de independência informativa.  

*

Verdades do Costa:

“Crescimento maior que a média da UE”, disse o homem da “palavra honrada”. Não há quem não saiba que, em relação à concorrência, a geringonça nos pôs em 3º a contar do fim. Mas o homem, grandioso, importante, enorme, põe-nos lá em cima, ao nível da Alemanha, da França e do RU. O maganão até com uma verdade que não nos diz respeito nos engana.

E os empregos? O tipo considera que a Pátria deve à geringonça haver 350.000 novos empregos (miseráveis, mas empregos). Mentira. À geringonça não devemos emprego nenhum. Devemo-los à sociedade civil, às empresas, ao turismo e a outras circunstâncias que nada têm a ver com a geringonça. Ah, é verdade, de tantos milhares, há uns tantos novos funcionários públicos, a pagar pelos outros.

Há menos desigualdades. Não há um único estudo, ou alguém outro que o Costa, que o diga. Mas há muito quem diga o contrário.

“Não houve orçamentos rectificativos”. Pois não. O que houve foi cativações. Por outras palavras, houve rectificativos opacos. Isso de transparência, havia-a no tempo do governo legítimo, que tinha o vício de não mentir ao povo.

Há uma verdade no meio disto tudo: o “compromisso parlamentar foi respeitado”. Disso não há dúvida. O antigo partido do “socialismo democrático” fez-se com a comunagem.

De volta às mentiras e às verdades:

“A segurança subiu 13 pontos”. Aí estão Tancos, os incêndios e o que se lhes seguiu a demonstrá-lo.   

Talvez por influência do Marques (perito em inaugurações maradas e em projectos miríficos), a tocar os píncaros da lata chegaram as novidades sobre a situação dos transportes públicos: mais comboios, mais navios, mais metropolitanos, mais pessoal, etc. , tudo a maravilha que se conhece.

Mas... ó desgraça, diz ele, “a democracia deu lugar ao populismo”. É verdade: mais populista que o Costa, nunca houve.

...Mas “os portugueses têm confiança na democracia”. Deve ser por isso que 70% não vota.

Grande “aumento nas exportações”. Deve ser por isso que a balança externa, ao contrário do que se passou no tempo de governo legítimo, está no vermelho.

A Segurança Social tem reservas para 22 anos. Fantástico! Espera-se que esta triunfal declaração, verdadeira ou falsa, não tenha o mesmo destino que as reformas do Silva tiveram, isto é, não seja mais um totobola. Daqui a 22 anos ninguém se lembrará da promessa.

“O investimento público aumentou”. Dado o estado actual dos serviços públicos, ou é mentira, ou tal investimento foi feito com os pés, ou deitado às urtigas, ou metido sei lá em que bolsos. O efeito, à vista de todos, não engana ninguém.

A saúde pública é uma maravilha. “Tratámos dos erros do passado e estamos a tratar dos pormenores da contingência”. Quatro anos depois, ainda anda a culpar o “passado” legítimo e maioritário. Mais valia que se lembrasse do outro passado, dele e do Sócrates. É de um descaramento e de uma desonestidade a toda a prova vir gabar-se dos seus feitos na saúde. Nunca governo algum teve consequências tão graves, ou destriu tanto na saúde, como o da geringonça. “Pormenores da contingência”? Onde vamos parar com esta “palavra honrada”?

“Saímos do procedimento por défice excessivo”. Mais um “malefício” do Passos convertido em triunfo da geringonça!

“A emigração estancou”. Quem fez as contas? Só estudantes, em 2019, foram dez mil. Dos outros não se sabe, estão bem escondidos, por inconvenientes, nos armários da geringonça.

Guardei para o fim a mais retumbante novidade. Temos “uma estratégia para o espaço”. Óptimo! Pode ser que o Costa invente um foguetão e se perca no cosmos. O mais depressa possível, já!

 

11.7.19

O ACUSADOR

Vários médicos que são deputados, fazem parte, como é natural e se mete pelos olhos dentro, da comissão parlamentar de saúde. Na declaração de interesses que apresentaram, declararam onde trabalhavam, se tinham consutório, se eram sócios de alguma coisa ligada à saúde, se prestavam serviço público em exclusividade ou não, etc.

Um tal Morais, conhecido arcebispo da moralidade correcta, na sua persecutória paranoia, – um case study para estudantes de psiquiátria - resolveu  denunciá-los, a todos decalarando suspeitos de andar a usar a cargo em benefício próprio. Não interessa se o fazem ou não. Se são médicos, são suspeitos, e pronto. Não há que fazer prova, sequer sugeri-la. São médicos, exercem onde e como podem e querem, têm a sua vida. Declaram-no oficialmente. Transparência q.b.. Para o acusador, que se deve dedicar em exclusivo a denunciar por que lhe apetece, não interessa. São criminosos. Se não são, deviam ser, há que tratá-los como tal. Se calhar ficavam melhor na comissão de obras públicas, deve pensar o alarve.

Est modus in rebus, costuma dizer-se. Uma coisa é ter preceitos, e até preconceitos, sobre corrupção e afins. Outra, totalmente diferente, é fazer acusações, levantar suspeitas, perseguir pessoas sem que qualquer facto o justifique. É como nas anedotas das loiras: são estúpidas por ser loiras, por definição, não porque não sejam inteligentes. Os médicos da comissão de saúdde são criminosos, por definição, sejam ou não.

O pior é que a chamada comunicação social, conhecida pelos analfabetos por “mídia”(!!!), a arrancada do Morais tem indevida publicidade. São “critérios editoriais”.

 

9.7.19

NOTA

 

Disse ontem o chamado primeiro-ministro a seguinte frase: “vamos continuar a diminuir os impostos”. Não é mentira, é só pegar na verdade e pô-la a fazer o pino. O maior cobrador de impostos da nossa história, o homem que é responsável pela maior carga fiscal de que há memória, quando diz que vai baixar os impostos outra coisa não quer dizer senão que vai aumentá-los. É a palavra honrada em versão socialista.

 

9.7.19

O CAGUINCHAS

 

O mui opinioso senhor Manuel Carvalho, ilustrérrimo director do jornal “Publico” e com assento numa  TV qualquer, deixou passar um artigo da Prof. Maria de Fátima Bonifácio que incendiou as puras almas das redes sociais, perturbou os apóstolos do politicamente correcto, pôs em histéricos frenesis as hostes da esquerda radical.

A senhora contava uma série de verdades, tão verdadeiras como incorrectas, o que acontece, aliás, com a generalidade das verdades. Os fora universitários, peritos em “estudos sociais”, cheios de “causas”, prenhes de esquerdismo bacoco, a abarrotar de boasventuras e de carvalhosdasilva, não aguentaram. A Senhora, implicitamente, punha-os de rastos. Tocar a fímbria das vestes desta gente com meia dúzia de evidências sobre a situação cultural e social das franjas africanas e ciganas que por cá vivem com todos os direitos mas muitos particularismos pouco compagináveis com a cidadania, é crime de lesa correcção, é racismo, xenofobia e outras coisas que a “moral” esquerdoide não pode aceitar.

Mas o pior, muito pior que as recções, verdadeiramente reccionárias, desta malta, foi a “contrição” do senhor Carvalho. Caguinchas, borrado de medo, o homem pediu desculpa por não ter censurado, cruel engano, o artigo da Senhora. Rojou-se aos pés da camarilha e prometeu que nunca mais deixaria que as páginas do seu jornal servissem para a publicação de artigos de opinião que se fastassem da corrente geral dos donos das “causas”. Arrependido, pegou no lápis azul dos coronéis da II República, afiou-o, e garantiu que nunca mais se esqueceria de o utilizar.

Um nojo.

 

8.7.19

QUEM?

 

O nosso espantoso primeiro-ministro tem-se desdobrado em declarações sobre os convites – no plural, note-se - que recebeu para desempenhar altíssimas funções e assumir tremendas responsabilidades no olimpo da União. Sim, foi convidado com insistência e empenho.

Não duvidemos da palavra do ilustre senhor. Podemos até calcular o magote de grandes da Europa e do mundo que, à sua volta, se acotovelaram, solicitando, rogando que, lá das alturas onde o intronizariam, os amasse e protegesse. Podemos, aliás sem surpresa, imaginar a quantidade de personalidades, políticos, militares, bancos, ONG’s, universitários, sacerdotes, entusiásticas senhoras e cavalheiros que insistiram para que aceitasse prestar à Europa e à Humanidade os seus ínclitos serviços.

Porém, a modéstia e o amor à Pátria deste nosso concidadão foram mais fortes. Segundo ele, nada o afastaria da sua ingente missão de salvar Portugal dos malefícios da direita e dos exageros da sua bem-amada esquerda. Não! Não abandono os meus em troca de altas honras, de grandes poderes e de um ordenado principesco. O meu interesse, o único, o verdadeiro, é servir a Nação!

Admiremos o sacrifício, que não é sacrifício, é honra, é vontade de bem fazer!

Só uma dúvida resta. Saber quem foi. Quantos foram. O nosso homem prefere deixar a questão sem resposta. Quem? Talvez fossem tantos, ou todos, os que se ergueram, querendo erguê-lo, que não é possível nomeá-los.

Más línguas dirão que nenhum: ele bem o queria, mas ninguém lhe passou cartão.Tudo não passa do parlapaté do costume.

Mas isso é o que é: má língua, notícias falsas, ódio!

 

6.7.19

CRISE

 

Parafraseando o Senhor de Belém, podemos dizer que a Europa está em crise.  Podemos até alinhar as razões: os pacóvios de Visegrado, a besta do Salvini, as tremuras da Merkel, as traições da Grâ-Bretanha, o diabo.

Mas o mais horrível sinal de crise é, sem concorrência possível, a eleição de um tal Silva Pereira para vice do PE. Onde pode chegar o desnorte da União!

 

6.7.19

GRANDES PORTUGUESES

 

Ele há decisões que merecem especial referência. No caso do parlamento europeu, os contributos do PS foram de inigualável importância para o seu bom funcionamento e para o futuro brilhante da União.

Antes de mais, temos o exemplar cabeça de lista do partido, grande especialista nacional em inaugurações de obras antigas e de outras por fazer, lídimo anunciante dos maiores contributos do governo para empreendimentos futuros que jamais se farão, figura incomparável de ausência de dom da palavra, de empatia pública, de interesse intelectual, de obra política. Os nossos parabéns. O parlamento europeu muito irá lucrar com a insigne presença deste luminar do socialismo nacional.

Depois, não menos importante, certamente mercê da gigantesca figura de António Costa e da sua formidável influência na política internacional, vamos ter, no altar da Instituição, outro filho da Pátria, Pedro Silva Pereira, principal ajudante dessoutro incomparável Português (com letra grande) que tem reagido com indómita coragem às horríveis cabalas que contra ele têm sido montadas, o incontornável líder José S. C. Pinto de Sousa, a quem a Nação tanto deve. Na sua esteira, Silva Pereira agigantou-se como o seu mais fiel e eficaz seguidor e parceiro, sendo isso que o distingue da pobre generalidade de todos nós.

Com gente desta, muito temos a esperar dos representantes do PS no novo parlamento europeu, não é?

 

4.7.19   

O GRANDE PORTUGUÊS

 

Passadas as eleições europeias, castigado o centro, atirado o socialismo decente pela escada abaixo, premiada uma série de demagogos autoritários, algo era preciso fazer para aguentar alguma hipótese de futuro para uma Europa em crise.

Daí que, do mais ocidental Ocidente, uma prestigiosa e importantíssima figura se tenha levantado a grande altura para iluminar com a luz do seu génio as trevas em que o continente estava mergulhado: o admirável senhor Costa, lídimo chefe de todos os bons portugueses (o IRRITADO é dos maus).

Qual Magalhães, Costa faz-se a caminhos nunca antes navegados. O seu rumo não se expressa em milhas marítimas, mas arrosta com ventos e marés nesse mar tempestuoso que é a União Europeia, cuja salvação impendia sobre os seus ombros. Viajou, viajou por tudescas plagas, gálicas paragens, terras de brabante, falou com reis e ditadores, condestáveis e clérigos, sendo o périplo saudado, invejado, glorioso, cheio de guardas de honra, de banquetes, de magnas conversações e, como é natural, de ditirâmbicos elogios que, na Pátria amada, os seus arautos espalhavam por toda a parte. Há quem diga que chegou a ser instado para se sentar no trono do Grão Mogol. Confirmando embora tais insistências, por fidelidade à Terra de Camões circumnavegou e acabou por decidir, fiel como sempre, voltar à bem-nascida segurança da Pátria amada.

Na triunfal jornada, porém, os seus esforços conheceram inúmeros obstáculos. Vários adamastores se ergueram contra ele e contra os seus marinheiros, o almirante que ele sugerira para a armada foi despromovido a imediato, os gigantes a que se opunha ganharam o comando dos navios, os tiranetes do levante amachucaram-no, mandaram-no de volta a penates com o sextante entre as pernas.

 

Saindo desta metafórica arenga, vejamos o que se passou. A Alemanha, na política, e a França nas finanças, com uns penduricalhos menores, ficaram no poder. Os amigos do Costa baixaram a bola. Tudo por culpa, diz-se agora, dos trambiqueiros do Leste, gente ordinária que ainda não saiu dos hábitos profundos do pacto de Varsóvia (concordo). Só que, no fundo e em conclusão, ganhou quem ganhou as eleições, coisa a que o Costa, como se sabe, é avesso. Olhou para o espelho, julgou-se o maior, achou-se com universal autoridade, e vai de sair da peniqueira e querer domar os outros. Helas, em vez do sextante, meteu o rabo entre as pernas e, lamentoso mas a mostrar os dentes, aí está ele, optimista como sempre, preparado para a(pro)fundar a nacional democracia.

Vai ser porreiro, pá.

 

3.7.19  

DE RASTOS

 

Hoje, as notícias sobre o chamado SNS são aos pontapés. Indescritível. Não há médicos, nem enfermeiros, nem cirurgias, nem consultas, nem exames, nada. Não há dinheiro, nem pessoal, nada. As farmácias dos hospitais não têm medicamentos, devem tantos milhões que os laboratórios deixaram de fornecer. E por aí fora, um interminável manancial de desgraças.

Em matéria de horas perdidas em greves na saúde (72.000!) já foi duplicado o número das que se perderam em 4 anos de governo legítimo.

Aqui há dias, ouvi a pencuda bruxa-mor do PS dizer que tinham gasto mais dinheiro na saúde que o governo legítimo. Mentiu com a mais inacreditável desfaçatez, o que está na massa do sangue do partido. Terá desculpa por isso? Não! Mas safa-se, o que é inexplicável, mas parece que o povo é o que é. Também não tem desculpa.

A fulana que, dizem, é secretária de Estado não-sei-de-quê, acusou o povo das demoras nas bichas das repartições públicas. Não foi demitida. Pediu desculpa, não tem desculpa possível, mas a mentira, entre nós, paga.

Entretanto, ontem, uma funcionária do cartão de identidade (chamado “do cidadão”, pobre cidadão) aconselhou uma senhora a que, se queria uma senha, fosse para a bicha às 4 da manhã. Não foi despedida. Facto é que deu um bom conselho.

As consequências da geringonça estão por toda a parte, triunfantes. A coligação no poder, feia de propagandistas dos serviços públicos, de ferozes adeptos do “estado social”, da “saúde para todos, nem presta serviços públicos e, da saúde, dá cabo.

Os médicos dão à sola para a saúde privada (a preferida dos portugueses), ou para outras paragens. Os enfermeiros a mesma coisa.

Só este ano, já emigraram 10.000 estudantes universitários, sendo certo que a maior parte nem com as esmolas do Costa voltará.

O INEM também já não funciona. O call center leva 68,5 vezes mais tempo do que devia a atender urgências. Não há dinheiro, não há pessoal. E, se arranjassem pessoal, levariam 2 meses para o treinar.

Enfim, aqui fica meia dúzia de dados (entre centenas) para se avaliar o bem que a esquerda faz ao povo. E o povo, mandam as sondagens, é capaz de votar nesta infame porcaria!

 

2.7.19

DESPOTISMO

 

Os moradores do prédio Coutinho, vítimas da propotência do poder, conseguiram ganhar uma providência cautelar que suspende a operação tirânica que lhes estava a ser aplicada à revelia dos chamados direitos humanos dos mais elementares princípios da democracia e do respeito pela vida humana.

(Se se tratasse de cães, já o PAN, com geral aplauso da esquerda, tinha tomado as suas habituais e animalescas providências.)

Desta vez, os moradores ganharam. Hossana!

Resta saber se a tenebrosa autarquia, agora, repõe a energia, o gás, as comunicações, a liberdade de movimentos das pessoas, tudo o que cancelou já há vários dias, pondo em risco a vida dos atingidos.

O mais provável é que não reponha coisa nenhuma, dando largas às suas despóticas tendências.

A ver vamos.

 

1.7.19

AVIAÇÃO

Quando Passos Coelho governava, o governo, PM incluído, viajava em classe económica. Foi zurzido pelos camaradas da esquerda, pelos comentadores, pelo politicamente correcto. Demagogo, exbicionista, cínico, malandro!

Entra hoje em vigor uma lei da AR a impor o uso dessa classe, não para o governo, mas para os deputados, incluindo os dos Açores e Madeira, que passam a vida de trás para diante e vice-versa.

Trocadas as coisas por miúdos, conclui-se:

  1. Que todos os deputados andavam em executiva, em todos os voos;
  2. Que o governo fica fora desta nova lei;
  3. Que é preciso uma lei do parlamento para resolver uma questão que devia ser tratada por mero exemplo moral e simbólico de contenção orçamental, como o já dado por Passos Coelho sem precisar de lei nenhuma;
  4. Que os geringonços não praticam a moral que apregoam, a não ser que a tal obrigados.

Resta saber se tudo não passa de pirotecnia.

 

1.7.19

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