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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A MENINA GRETA

Nas salsas ondas do Atlântico navega, em veleiro de luxo, a menina Greta. Nas plagas do Restelo amontoam-se multidões para a saudar com o entusiasmo próprio das grandes massas humanas. Desde o regresso do Cabral e do Gama, não se via tal coisa. No Parlamento preparam-se brocados e ensaiam menestréis, limpam-se os vermelhos tapetes, engravatam-se os deputados. Jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara afinam suas tecnológias parafrenálias, a fim de que nada falhe. O senhor de Belém, os condotieris de São Bento, todos preparam os seus discursos, as devidas recepções, os elogios, as vénias, a ver quem mais e melhor celebra a histórica visita.

A menina Greta, prudentemente acompanhada por áulicos creditados, por psiquiatras e psicólogos, virá, qual papisa de astronómicas hecatombes, repetir pela milionésima vez o seu discurso, feito de ameaças, desgraças e trapaças,  exibirá a sua verve acusadora, o seu desgosto pelo comportamento da humanidade. Discurso bíblico, a lembrar os avisos divinos que levaram à queda de Sodoma e Gomorra.

O povo lá estará, comandado por outras meninas e meninos, por políticos e filósofos, por professores e cientistas, todos irmanados na nesma fé e dominados pela inquebrantável palavra que a apóstola, mais uma vez, lhes comunicará com o seu tresloucado e acusador olhar. Depois, ficará tudo na mesma, ou pior.

É assim a vida. Mais vale ter graça que ser engraçado.

 

30.11.19

PECADOS

 

Ontem, numa das habituais sessões de alta cultura com que, de vez em quando, somos brindados por figuras da nossa intelectualidade ("O eixo do mal"), um feroz senhor de negras barbas leu passagens do programa eleitoral do Chega!, a fim de lançar sobre o dito os habituais epítetos com que a temerosa esquerda o classifica: organização perigosíssima, de carácter fascista, xenófobo, racista e por aí fora.

O mote do barbudo era a ameaça ao Estado democrático que o tal programa representa. Porquê? Porque (nas passagens com que o indignado senhor nos presenteou) o programa aponta para a privatização de tudo e mais alguma coisa, saúde, educação, empresas, meios de comunicação, uma quantidade enorme de serviços e negócios ora na esfera do Estado. Daí a ser de extrema direita nem um pulinho falta, diz o fulano.

O problema é que, em termos europeus, antigos e modernos, nem um só partido de extrema-direita propõe tal coisa, bem pelo contrário. Tais partidos são tão estatistas como os da extrema esquerda, ou quase. Donde a classificação dada ao Chega! com tal argumento pelo ilustre intelectual (ex-BE), não cola. Haverá outros que não este.

Nunca li, nem faço tenções de ler o tal programa, bem como muitos outros. Não sou eleitor do Chega!, nem faço tenções de o vir a ser. Mas acho graça ao cagaço que a coisa prega à nacional-esquerda. Vale tudo, até esta história do lobo e do cordeiro. Tudo, mas tudo o que não estiver de acordo com a “agenda da correcção” é, pelo menos, fascista, até quando faz propostas ao contrário das da extrema-direita! Aceite-se o exagero das intenções do doutor Ventura citadas pelo barbaças, mas não se confunda os ouvintes com razões a contrario sensu.

Haverá, no entanto, que dar um desconto a esta gente. A verdade é que, para ela, o Estado é a sociedade e as pessoas não passam de peões nos seus jogos de poder. Tudo o que toque a fímbria das vestes do “colectivo” é, por natureza, pecaminoso. E o pecado não se aceita, castiga-se!

 

29.11.19

TROMBONES DE SERVIÇO

Estou, como estará quem me lê, farto da dona Katar. Diz-se que a mulher não tem o juízo todo, que está deslumbrada com o assento, que se acha mais que os outros, que não tem prática política, que é infiel ao Tavares (Rui) ou que é simplesmente parva.

Tudo isto é verdade, pelo menos à primeira vista. Mas há um lado que parece escapar à generalidade dos opinantes. A criatura sabe o que faz, e tem objectivos claros. Mestre em publicidade, em meia dúzia de dias e com meia dúzia de parvoíces, passou de total desconhecida a manchete diária. Por más razões? Com certeza, as piores. Mas já não há quem não saiba o que são e o que dizem ela e o seu criado de saias.

O que a trás? O que é que a Katar vem catar? Gambosinos? Não, a fulana tem agenda própria, que é a fabricação do ódio racial, a criação de uma organização terrorista (para já ideológica, o resto virá a seguir) de que ela e os mamadus da ordem serão os indiscutíveis chefes, as vozes, os propagandistas. Ela está-se nas tintas para o “Livre”, para o Tavares, para o folclore da esquerda mais parvalhona. O Tavares criou um “sistema” que lhe caíu em cima na primeira oportunidade. Diria que é bem feito, mas o assunto é mais sério do que possa parecer.

Aqui deixo um, eventualmente inútil,  apelo à “informação”: mesmo que vendam menos jornais e menos publicidade, deixem de ser trombones ao serviço da Katar.

 

29.11.19

HI HI

Diz o camarada Rui Tavares, pai espiritual e organizador de uma agremiação chamada “Livre”, que o “engano” da camarada Katar “não é para rir”.

Tenho muita pena de não ser dessa opinião. Tenho-me farto de gargalhar sobre o assunto. A camarada Katar, alto expoente do mais radical racismo, exibidora de um extraordinário guarda-roupa e de um marmanjo de saia plissada e soquetes, não só votou contra as ordens do camarada Rui, como veio dizer que, se tinha sido eleita, tal facto se ficou a dever, não ao dito, mas exclusivamente a si própria. O senhor Rui que vá às ortigas, a boa é ela!

Estão a ver o supremo gozo que a história me provoca? É que, para quem se lembra (não foi há muito tempo), o senhor Rui pendurou-se no BE para ser eleito deputado europeu. Depois, por razões obscuras, zangou-se com o camarada Louçã, largou o BE e deixou-se ficar no lugarzinho que ao BE pertencia. Grande português, grande intelectual, diria, julgo, o senhor Presidente.

E agora, azar dos azares, a dona Katar faz-lhe o mesmo, deixa-se ficar no poleiro e, ainda por cima, dá-lhe com os pés dizendo que o mérito é só dela!

Não é para rir, ó Ruizinho? Hi hi.

 

26.11.19

BARULHEIRAS E SILÊNCIOS

 

Na semana passada tivemos, durante horas e horas de televisão e ao longo de quilómetros de papel, contritas e ditirâmbicas exéquias pela morte de um senhor, Branco de seu nome, alta figura do nacional-bolchevismo e do chamado cançonetismo de intervenção. Como tantos outros, dedicou-se à queda da II República, o que não foi mau, e à sua substituição por uma ditadura mil vezes mais feroz e sanguinária, o que foi péssimo.

O desgosto da Pátria foi de dimensões gigantescas. Ao ponto, imagine-se, de se sobrepor, substituindo-as, às intermináveis lições de futebol com que somos diariamente esmagados.

Eu sei que aos mortos se deve sempre a maior das homenagens, verificado que seja que estão bem mortos. E até compreendo que, para os apreciadores do género, a música produzida pelo falecido fosse de alto valor cultural, marcasse uma época e tivesse, por isso, importância histórica. Longe de mim dizer, sequer, que o falecido não merecia tais homenagens por parte dos melómanos e dos seus adeptos ideológicos. O que critico é o espantoso exagero da coisa. Se morresse o Papa, a Rainha de Inglaterra, o Presidente da República, não tenho dúvidas de que as notícias, as homenagens, os artigos de opinião, as reportagens, o renascer de arquivos, não passariam, em comparação com as prestadas ao senhor Branco, de notas de rodapé.  

*

Ontem, a filha de um senhor chamado Nascimento, publicou nos jornais a participação do passamento do seu pai. O senhor Nascimento, português de origem africana, em tempos, ganhou o concurso da cantigas da RTP. É evidente que este cançonetista não o foi de “intervenção”, nem a sua fama se prolongou pelos tempos fora. Mas, que diabo, mereceria uma ou outra pequena referência, fosse onde fosse. Que eu visse, mereceu zero!

Não faço ideia da história do homem, do que fez ou foi fazendo ao longo do tempo, nem, ao que me lembro, gostei da canção com que ganhou o tal concurso. Mas algo me diz que o senhor Nascimento não era esquerdista nem teve qualquer influência nos acontecimentos políticos supervenientes. Daí o zero.

 

26.11.19

LITIOCAGAÇO

Quem te viu e quem te vê, ó destemido, ó bravo, ó grande homem, ó maravilha fatal das hostes socialistas! Todos temiam a tua feroz verve, os teu olhar penetrante, a tua ameça permanente de esmagar os teus inimigos, quem te viu e ouviu em terríveis debates, ameaçador, qual tremenda fera, indómito, áspero, o teu inesquecível vozear, os teus urros indignados a aterrorizar os teus émulos, os teu concorrentes, os teu rivais.

E afinal, meia dúzia de fulanos, os mais deles já usados, com uns cartazes na mão, bastaram para te fazer dar à sola, de frosques, bazar, meter o rabo entre as pernas, ou seja, metê-lo no BMW da governança, ala moço que se faz tarde, vamos mas é embora antes que alguém toque a fímbria das minhas augustas vestes. Não, isso de enfrentar os protestantes podia causar-te problemas, podias levar algum sopapo, podias ter que argumentar com eles, com o povo em fúria, podias ter que defender os teus altos pensamentos, desta vez fora do recato das televisões ou do sossego policiado do parlamento. Xiça!

Onde chegou o PS. Mário Soares, goste-se ou não do homem, ao menos não tinha miufa, chegou a levar um par de estalos na Marinha Grande, mas não virava costas à turba. O discípulo Galamba é isto. Com meia dúzia de gritos de uns patarecos quaisquer, aí vai ele.

Ficará registado na memória das gentes? Não, a lavagem mental do PS já lhes deu cabo dela.

 

17.11.19         

131 MILHÕES

 

Foi esta simpática verba a que a geringoncial organização prometeu para aliviar o drama dos sem abrigo.

É claro que tanta massa se destinava a fins mais ou menos inextricáveis, ou seja, vinte “objectivos estratégicos”, sessenta e seis “acções”, cento e duas “actividades” e três “eixos”. O problema que isto levantava ficou resolvido por acção da geringonça 1, isto é, nem um chavo foi entregue seja a quem for, pelo menos segundo o douto parecer das câmaras de Lisboa e do Porto.

A dona nova ministra, que comunicou à plebe as tão brilhantes intenções acima referidas, acha que está tudo na maior dos mundos, e que os 131 milhões estão a bom trecato. Eu sei que esta senhora não é da geringonça 1, mas da 2. Faz a sua diferença, não é? A senhora, ao que parece geringoncialmente emocionada com a criancinha do caixote do lixo, tratou de salvar a face. Presume-se que, se o Centeno se comover, talvez daqui a uns anos a governante possa meter coisas nalgum “eixo”, fazer uma ou duas “acções”, inaugurar umas “actividades”, a fim de se aproximar de algum “objectivo estratégico”.

Portanto, alegrem-se as câmaras municipais e os nossos temerosos corações.

 

15.11.19     

VERGONHA

 

Como seria de esperar, quando se tratou de acompanhar o voto de condenação do fascismo e do comunismo aprovado no Parlamenmto Europeu, a nossa inigualável Assembleia, chumbou todas as propostas em tal sentido.

Porquê? Porque vivemos no único país por acaso colocado no mundo civilizado, que não só tem dois partidos comunistas com expressão eleitotal como se rege por uma Constituição que, desde há 40 anos, estipula, como objectivo maior do Estado, a criação de uma “sociedade socialista”. Maior atraso mental, civilizacional e político, maior ataque à Liberdade, não se imagina em tão nobre letra. Mas está lá, e tem os seus fiéis, a negar a liberdade de escolha das pessoas. Diz-se que a “marcha popular” a favor do socialismo ínsita na lei fundamental é um adquirido histórico de valor simbólico, mas não deixa por isso de lá estar como valor de aceitação compulsiva.

Diga-se que os votos na AR, tal como expressos, eram de prever, com uma cobarde excepção. Chumbaram a proposta o PC e sua sucursal PEV, o BE e o Livre. O PAN, eventualmente a favor dos cães, absteve-se. Nada de novo. A excepção – que já deixou ser uma surpresa por aí além - foi o PS. Acachapado na sua canina dependência da extrema esquerda, ao contrário do que fez no parlamento europeu (onde deve ter tido medo do colegas do GS), votou contra, assim revelando até que ponto se pode ser pusilânime. A confirmá-lo, arranjou uma “solução” que engloba os totalitarismos, sem citar quais, a fim de não causar erisipelas aos sócios. Maior indignidade é difícil de imaginar.

Doravante, Portugal é o único país da Europa cujo Parlamento acha que o totalitarismo fascista é horrível, mas que o comunista, enfim, não é assim tão mau.

Ele há momentos em que tenho vergonha de ser português.

 

15.11.19      

DA INCONVENIÊNCIA DA VERDADE

 

As esquerdas, donas e senhoras do regime, proprietárias da democracia, produtoras da “moral republicana” que impõem sem lugar a contraditório, que roubam a independência individual ao mesmo tempo que clamam pela política “para as pessoas”, andam, tremebundas e inquietas com a existência de 1 (um) deputado dito de extrema direita e com o seu evidente sucesso. Mas, como as evidências demonstram, tal deputado ainda nada disse que, ou ponha em causa a democracia liberal, ou não se limite a sublinhar o que tal gente, há quarenta anos, vem metendo debaixo do tapete.  O homem diz que há deputados a mais, ideia com o que a esmagadora generalidade dos eleitores concorda. Se tivéssemos a mesma proporção de deputados que têm, por exemplo, o Reino Unido e a Espanha, teríamos um número à volta de cem. Temos trezentos. O homem diz que há grupos sociais, como os ciganos, que não se querem integrar, que não respeitam normas gerais, que tendem para a violência. Toda a gente sabe que isto é verdade, podendo divergir nos remédios, mas não a negando. O homem protesta contra a carga fiscal e o comportamento do fisco. Quem não concorda? O homem propõe que se comemore o 25 de Novembro como data chave da criação da Democracia, coisa que toda a gente (mesmo os que preferiam ter continuado a revolução comunista) sabe ser verdade.

Mas a verdade não é coisa que interesse às esquerdas, incluindo a que se diz democrata à moda ocidental (o PS). Interessa-lhe o poder, interessa-lhe tapar o que possa não lhe ser conveniente, mesmo que verdadeiro, ou que possa vir a pôr em risco ou desmascarar tal poder. O tapete da esquerda encobre tudo o que não lhe convem, recusa a vassoura lá por baixo, nega ou tapa os tenebrosos momentos da sua história, louvaminha as maravilhas do totalitarismo de esquerda e os seus autores ao mesmo tempo que condena o que generaliza com o epíteto de fascista, ou seja, todos os que não têm exactamente a sua posição, do PSD de antes do Rio ao Chega.

Mas a mais tenebrosa, odienta e super racista das portuguesas, dona Joacina, cujo único argumento eleitoral foi a raça, essa é incensada com ditirâmbicos elogios. Fala de “amor” como se não fosse a primeira a fomentar o seu contrário. Mas, como é de esquerda, é uma excelsa senhora, cheia de maravilhosas ideias, a merecer os encómios e a propaganda mediática que a rodeia.

É nisto que estamos. A verdade é inconveniente, uma chatice. A mentira, se for socialista, é uma virtude.

 

15.11.19

DO ESTATAL COMPLICÓMETRO

Sabem os que me lêem que não tenho por hábito referir casos pessoais. No entanto, para o efeito deste post, refiro-me a casos que me têm sucedido e que, para mim, representam a generalidade do que acontece a toda a gente, todos os dias.

Só para dar dois exemplos frescos:

  • Dirigi uma carta à CGA em Maio passado. Três meses depois, após perder duas manhãs com o papelinho na mão, fui atendido por uma funcionária a quem perguntei o que era feito da minha carta. A atenta mulher mergulhou no computador e, passados minutos, declarou: “a sua carta está em apreciação”. Perguntada sobre quais seriam as perpectivas para uma resposta, respondeu, prenhe de gozo, que não fazia a menor ideia, nem tinha acesso a tal informação. Perguntada sobre quem a teria, ou com quem deveria falar, respondeu que a ninguém. “Tem que esperar”, declarou, felicíssima. Resultado: 7 meses depois, nada. A carta lá anda, se ainda não foi para o lixo.
  • Os rapazes da EMEL aplicaram-me duas multas por estacionamento indevido, em local perfeitamente legal. É que, dois dias depois de eu ter estacionado, puzeram, sem qualquer aviso, que o lugar, a somar às dezenas dos já roubados aos moradores da zona, tinha sido atribuído a “Sharing”, seja lá isso o que for. Peguei nas multas e dirigi-me à EMEL/CML. Depois das horas regulamentares com o papelinho na mão, fui recebido em audiência por uma criatura toda fataça que, perante o caso, declarou: não tenho competência, faça uma exposição por escrito, ou vá ao site das reclamações. Perguntei à fulana para que é que ela servia. Respondeu indignada que “para muita coisa, mas não para isso”. É claro que o tal site é de tal maneira rebuscado que será preciso tirar um Curso de Burocratologia Avançada para conseguir seja o que for, o que garante que a reclamação jamais será atendida.

Milhares de portugueses enfrentam situações deste tipo, todos os dias, a todas as horas. Os funcionários encarregados do “atendimento personalizado” não têm a mais leve sombra autoridade ou competência para resolver seja que situação for que não esteja à mão no computador que as autoridades lhes fornecem. E ficam muito felizes com isso, com as 35 horas e com os aumentos. Chatices é que não!

Algum desses tipos que andam para aí a fazer estatísticas – há-os aos pontapés – poderiam fazer as contas às horas inúteis, perdidas por funcionários e por cidadãos nestas andanças. Serão milhões e milhões. As autoridades, que passam a vida a falar das “pessoas”, desprezam-nas olimpicamente, e com requintes de malvadez.

Uma justa excepção para os funcionários das finanças. Esses têm largas competências para lixar a vida de cada um. O seu gozo é resolver os casos, desde que seja para sacar mais uns cobres. Se for para devolver algum, aí, pague e depois reclame pelas vias administrativas e judiciais disponíveis.

A burocracia “social” terá cura? Não tem. Ficaremos eternamente à espera da “reforma do Estado”, coisa que, até ver, só tem servido para transformar em complicadex aquilo a que chamam simplex.

 

13.11.19    

A MORAL DO PEDREGULHO

Nisto de primeiras pedras, temos que tirar o chapéu ao chamado primeiro ministro. O homem, viciado em inaugurações, primeiras pedras e outras martingalas, não hesita em atirar à cara do povo que Passos Coelho lançou duas vezes a primeira pedra da ala pediátrica do hospital do Porto, e não fez nada.

Cem por cento mentira, desfaçatez, desvergonha, desonestidade. Passos Coelho lançou, de facto, a primeira pedra, em 2015. Uma vez. As obras começaram de imediato. Veio a geringonça e, em 2016, mandou parar. Ponto. O chefe da da nossa desgraça, nos píncaros da desonestidade, da malquerença, do ódio primário, numa palavra, do geringoncismo, veio relançá-las três anos depois!

Sem mais comentários. Só para que se perceba a qualidade de quem diz governar-nos. Ao menos, que tenhamos vergonha de o ter lá posto.

 

9.11.19   

DA HONESTIDADE AQUÍCOLA

 

O senhor Rio, alardeando a sua suposta honestidade, quer tirar o direito de voto aos militantes que não têm as quotas em dia.

As coisas não são bem assim. Perguntar-se-á porque raio não se lembrou disso quando foi eleito contra Santana Lopes. A resposta é simples: fez as contas e chegou à conclusão que, ao tempo, os votos dos devedorres lhe convinham; agora, terá concluído que lhe convinha o contrário. Santa honestidade! A mesma honestidade que o leva a dizer que até gostava que os simpatizantes também votassem. Ou seja, ele preferiria que votasse quem nunca pagou cotas nem se filiou, mas, como não está nos estatutos... paciência. Tanta honestidade é coisa de assombro.

Até a tirania fiscal em que vivemos não coarta os direitos políticos a quem deve ao fisco. São coisas diferentes, uma é o fisco fazer o que lhe apetece para cobrar as dívidas, outra é anular tais direitos. Mas a honestidade à moda de Rio vai muito para além disso. Se queres votar, paga! Não faz o que devia para cobrar o que lhe devem, antes arranja uma catraca imoral, ilegal, criminosa, para encolher os cadernos eleitorais! É o voto censitário que a honestidade à moda de Rio exige.

Não sei nem me interessa o que se passou no conselho nacional do PSD. Mesmo que o voto à moda de Rio não tenha passado, fica a atitude. Chega.

 

9.11.19

USQUE AD?

O SNS, Serviço Nacional de Saúde, é apresentado pela propaganda como um ex-libris do socialismo nacional, republicano, maçon, socialista e laico. É facto que a sua primeira versão foi elaborada pelo seu chamado “pai”, o já falecido António Arnaud, e não foi aprovado pela chamada direita. Mas também é facto que foi essa direita quem, com Cavaco Silva, o pôs a funcionar e o desenvolveu, promoveu e viabilizou. E também é facto que, durante os anos mais difíceis - fruto da falência do país que o PS fabricou -, sob o governo do PSD, o SNS se manteve sem problemas de maior gravidade, apesar da não haver a vigilância “paternal” da esquerda.

Voltou o PS ao governo, desta vez com aderentes, ao que se diz mais à esquerda. Em quatro anos, a degradação do serviço, pode dizer-se, quase bateu no fundo, ninguém sabendo, muito menos o segundo governo socialista ora em mandato, como se poderá sair da crise em que o primeiro o meteu. Não vale a pena descrever o indescritível. Basta ler os jornais, ouvir as rádios, ver as TV’s, mesmo sabendo que, quase todos os media, são apoiantes do PS  e seus sequazes.

A geringonça, com o apoio cúmplice do senhor de Belém, em vez de tratar das pessoas, tratou de fabricar uma nova lei de bases que para pouco ou nada servirá para além da satisfazer a sede de estatismo, aliás confessa, das esquerdas. O único tema de discussão poítica que tal lei motivou foi o de proibir ou não as negregadas PPP’s da saúde e de perseguir e desacreditar caninamente os resultados por elas obtidos. Um homem que, apesar de tudo, tinha alguma sã intenção, foi corrido e substituído por uma inqualificável senhora, cuja brutal incompetência está, todos os dias, escarrapachada por aí. Mas tal senhora tem, para as esquerdas, uma excelsa qualidade, que é a de confessar, de viva voz, que o que a move são “razões ideológicas”. Deve ser por isso que continua no poleiro.

São essas razões, não a saúde das pessoas, o  que interessa. Não importa que os hospitais privados do SNS, vulgo PPP’s, apresentem invejáveis resultados, tanto em serviços às pessoas como em vantagens económicas, e não só, para o Estado. As “razões ideológicas” ultrapassam qualquer conveniência pública, mesmo que com prejuízo da saúde dos cidadãos.

É assim. Ao mesmo tempo que se consideram pais e donos do sistema de saúde, os partidos de esquerda destroem miseravelmente a sua “propriedade”, desprezam os utentes, põem as pessoas no fim da linha, arruinam o que outros, que não se gabam de ser pais nem donos de coisa nenhuma, laboriosamente construiram.

Desde que sejam as esquerdas a mandar, tudo bem, mesmo que tudo se vá arruinando aos poucos, ou aos muitos. Escolhem o mais caro, o menos eficiente, desde que não haja privados, desde que a miserável ideologia estatista que os anima seja salvaguardada, por muito mais importante que a prestação de serviço públicos de saúde.

Até quando?

 

7.11.19     

DELENDUS EST VENTURA

Para quem tem a desgraça de ser viciado em programas de informação, a fartura de debates futebolísticos é uma tortura diária que põe os nervos em franja, estupidifica e maltrata a cabeça das pessoas. O que é demais passa da conta.

De assinalar o espantoso número de políticos a participar na palhaçada, à procura de uma notoriedade que, se calhar, de outra forma lhes estaria vedada. Ninguém leva a mal. Então os políticos não podem ter filiação clubística e discuti-la, horas e horas, na TV ? Que ideia!

Mas, tratando-se do Ventura, alto e pára o baile! Esse não! Na fogueira dos epítetos, fascista, machista, xenófobo, racista, há que queimá-lo, destruí-lo, condená-lo ao ostracismo. O homem pode até ter feito uma tese de doutoramento em que defende as minorias, mas, por ter denunciado a não integração dos ciganos na sociedade, passou a ter direito a todos os insultos e mais alguns.

Até esse papa das piadas e do esquerdismo caviar, o senhor Araújo Pereira, lado a lado com altas figuras da mesma igualha, já veio, por escrito, exigir o despedimento do homem enquanto comentador futeboleiro.

Ao mesmo tempo que a esquerda em geral e a esquerda “informativa” e política em particular, se desdobra em elogios à dona Katar, figura máxima do racismo militante, lança, tremebunda e indignada, o seu anátema contra o Ventura.        

Somos todos iguais, mas há uns mais iguais que os outros, é a máxima que a nossa (deles) esquerda aplica à sociedade. Pelo menos enquanto não puder meter “os outros” num campo de concentração, fica pelos adjectivos.  

 

1.11.19

NEGÓCIOS DA CHINA

Como bem sabe quem me lê, o IRRITADO não gosta deste chamado governo, como não gostava do anterior, nem de nenhum formado pela agremiação a que se dá o nome de PS.

No entanto, desta vez, tira o chapéu a uma decisão que, a ser verdade o que diz o jornal, merece um raro benefício da dúvida. É que o chamado governo retirou às câmaras municipais a venda de inspecções de elevadores, por causa dos abusos camarários nos preços praticados. Feitas umas continhas, a distintas câmaras cobram ao indígena, em média, quase 500% do valor das inspecções aos elevadores. A espantosa Câmara de Lisboa, por exemplo, cobra 174 euros por um serviço que lhe custou 35! E as outras estão na mesma afinação. Notável. Uma cambada.

Isto dá-nos uma ideia do que se passa em relação aos demais serviços que as autarquias cobram aos munícipes. Algo me diz que não é caso isolado, mas prática corrente.

Sou suspeito, tenho um parti pris contra a CML. É verdade. Considero-a um inimigo público, uma organização totalitária, ultra poderosa, exploradora do povo. Por isso, fico contente com a medida tomada pela da geringonça II, se calhar inspirada por algum neoliberal infiltrado. Resta saber se a estatal e estatista organização não vai aproveitar para ganhar mais uns cobres, como tem feito com tudo e mais alguma coisa. Diz-se que, em Portugal, a inflação é negativa. À custa do Estado não é, com certeza.    

 

4.11.19

COMPENSAÇÕES SOCIALISTAS

Segundo rezam as contas do Estado, o défice vai ser de zero, ou quase. Grande vitória do socialismo nacional ou, se quiserem, do contabilista-mor, a fazer lembrar o Salazar, mas com mais propaganda.

Adiante. O pior é o resto. O resto é que o que se ganha nas contas no resto se perde, ou seja, na balança de pagamentos, que está pelas ruas da amargura. A balança corrente e de capital, que, nos ominosos tempos do governo propriamente dito, foi sempre positiva, com o novo contabilista foi descendo, descendo, até ser claramente negativa. A balança comercial, sempre positiva nesses idos anos, está em queda vertiginosa. O investimento internacional, tão propagandeado pelo chamado governo, está em menos 104%, do PIB, tudo apontando para um inevitável aumento da dívida e da concomitante fragilidade da economia.

Malhas que a geringonça tece, diria o poeta.

 

4.11.19      

MÁGUAS

O meu coração estremece de dor, irmanado com o da dona Rosa Mota, figura cimeira do orgulho da Pátria, pelo menos segundo a opinião da dita e do senhor de Belém.

Dona Rosa declarou-se ofendida, e com ela a Nação, pelo facto de o seu augusto nome ter sido escrito, na meia cataplana do Porto, em letra mais pequena do que a da empresa que a pagou e que, imagine-se, produz bebidas alcoólicas, verdadeiro crime contra o politicamente correcto. Veja-se o despautério, a falta de respeito por uma celebridade da estatura da dona Rosa! Inacreditável!

Perguntar-se-á o que anda a geringonça II a fazer. Então a distinta adepta do PS foi ofendida e o governo não faz nada, e até vai à inauguração? O que é isto? Batemos no fundo.

Para compensar a senhora, o IRRITADO, atento a tão importante matéria, propõe que o leão da Boavista seja substituído por uma estátua equestre da dona Rosa.  

 

4.11.19

MILAGRE?

 

Os CTT, organização privada que, como tal, a esquerda odeia, teve um difícil período de reorganização e modernização. O seu primeiro CEO foi corrido por falta de resultados e pressão política. Genial.

Facto é que, passados uns três meses da sua partida, a companhia apresentou bastos lucros. O novo CEO gabou-se. Milagre? É claro que não. A viragem só nos diz que a política do anterior funcionou.

Diz a tradição que “guardado está o bocado para quem o há-de comer”.

 

4.11.19    

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