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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

INTELIGÊNCIA AQUÍCOLA

 

De volta à aerovergonha, veja-se a posição de um dos novos patrões do PS, cujo nome me escapa. O homem desfaz-se em aleivosias, acusa o Rio, o PSD, o raio, dá largas às razões do governo para acabar com a lei cujo cumprimento porá no caixote o aeroporto do Montijo. O homem (quem será?), à semelhança do chefe, é pródigo em acerbas críticas, assacando tremendas responsabilidades a terceiros.

Chega a ser pornográfica a posição desta gente: fizeram a lei há uns anos; lançaram o aeroporto sem dar pela existência do que tinham feito; agora, querem que os outros sejam responsáveis pelo que eles fizeram, pelo que não fizeram e pelo que querem desfazer. Tudo sem uma réstia de contrição, de reconhecimento da culpa, sem uma pedido de desculpas, sem arrependimento nem reconhecimento seja do que for. É de uma lata que nem numa fábrica de tintas. É de uma arrogância que nem o Maduro. É de um desplante só compreensível por parte de quem tem o rei na barriga. Uma porcaria.

O pior é que, como no caso dos professores, o Rio se prepara para dar, não mais um tiro no pé, mas com uma bomba de todo o tamanho nas canetas. Um artista que diz que põe o interesse do país acima de tudo, em vez de descascar esta gente sem dó nem piedade e que se prepara para dar a sua contribuição numa coisa capaz de o fazer perder ainda mais eleitores. Isto, diz-se, porque tem medo de que o acusem de, como de costume, alinhar com o PS. Apanhado nas curvas, em vez de aproveitar para denunciar a incompetência, o oportunismo, a ignorância, a arrogância do adversário, parece que vai ajudar a acabar com uma coisa cuja necessidade e indispensabilidade é reconhecida por toda a gente com dois dedos de testa, e do interesse de toda a gente.

Há quem diga que o Rio é um tipo inteligente. Ainda não dei por isso.

 

28.2.20  

AEROVERGONHA

O espantoso indivíduo que conhecemos como ministro das infraestruturas e como auto-alegado chefe da esquerda do PS, ou do PS/BE, senhor PNSantos, com seu habitual regougo autoritário (afirmativo, assertivo, como se diz por aí), veio declarar, tonitruante e bombástico, que há uma lei em vigor, tão vil tão vil, que impede a construção do aeroporto do Montijo. É preciso acabar com ela, grunhe o artista.

Estou com ele. Tem toda a razão. Tal lei, produto da inteligência privilegiada do PS, do Sócrates e dos seus ministros - muitos dos quais, a começar pelo primeiro ministro, continuam a iluminar os nossos pobres dias - é estúpida, tão estúpida como os que a produziram, não devia ter sido feita, promulgada, publicada e posta em vigor. Muito bem, senhor PNSantos. Com a mesma verve e a mesma autoridade com que, há uns anos, ameaçava a dona Ângela, voz grossa colocada, ameaçadora, a pôr a mulher de joelhos, VEXª revolta-se, indignado, contra a existência do documento.

Tem toda a razão, repito. Só que é estranho que não se tenha lembrado disso há mais tempo. Antes de tomar a gigantesca decisão que lhe garantirá o ingresso na História deveria ter consultado a inenarrável teia de burocracias que teria que ultrapassar para conseguir o seu notabilíssimo propósito. Não consultou, revelando a evidente incompetência que o caracteriza. Por outras palavras, mais suaves, o socialismo burocrático fê-lo tropeçar nas patacoadas legislativas em que é especialista. É o governo, o Estado, a estender-se ao comprido na sua própria selva.

Bem feita, clama o IRRITADO. Agora, desenrasque-se, passe pela vergonha (se o Ferro autorizar tão incrível palavrão) de dar o dito por não dito, de abolir a tal lei estúpida, antes de poder pôr os bulldozers em acção.

Interessante é verificar que, nem SExª nem os seus socrélfios camaradas, pedem desculpa por mais esta asneira, de que são os únicos responsáveis. Querem descalçar a bota sem assumir responsabilidades. Aliás, se as assumissem, seria aprimeira vez.

Se a celerada lei tivesse sido produzida no tempo de Passos Coelho, a barulheira seria estrondosa, os insultos seriam aos pontapés, a culpa era da “direita”, do fascismo, da xenofobia, do racismo, etc..

Não é, ó Pedro?     

 

26.2.20

ASSIMPTOTAS

Prevenindo os infelizes sobre o futuro que os espera, o magnífico ministro Matos Fernandes informou a plebe de que, ou mudamos de vida, “ou não há assimptotas que nos valham”.

Para esclarecer os leitores que, quiçá tão ignorantes como eu, não frequentam o elevado mundo das assimptotas nem comungam da genial inteligência do senhor Fernandes, fui, à procura de salvação, ao dicionário.

Então, é assim: assimptota é a “ Linha recta disposta em relação a uma ramificação infinita de curva, de modo que a distância de um ponto da curva a esta recta tende para zero quando o ponto se afasta indefinidamente sobre a curva”.

Portanto, meus amigos, arranjem umas assimptotas das boas, sob pena de fazer com que a humanidade desapareça da face da terra.

 

24.2.20

AFINAL, QUAL É O PROBLEMA?

Anda meio mundo preocupado com a falta de habitação no país, em particular em Lisboa. Leis às dúzias, regulamemtos, perseguições fiscais, Medinas, Rosetas, Catarinas & companhia desdobram-se em iniciativas, há programas ditos sociais ao pontapé, instila-se na cabeça de cada um o tremendismo habitacional, a ganância de alguns e o sem abrigo de outros, os preços dos andares, os valores das rendas, coisa que parece mais da competência da Catarina Martins que da liberdade contratual das partes. Uma hecatombe nacional sem precedentes.

Acontece que a UE fez um inquérito, chamado eurobarómetro, onde se conclui que a habitação “é dos temas que menos preocupam os portugueses”. Só para 7% é o referido como importante, sendo a média europeia de 12%. O que mais os preocupa é a saúde e a segurança social, com 44% de opiniões.

No mesmo jornal onde li estas informações era publicado um artigo sobre o estado absolutamente desgraçado em que se encontram as habitações sob a tutela do Estado, ou das câmaras municipais.

Que quer isto dizer? Que as instâncias públicas têm as suas habitações ao abandono, ao mesmo tempo que andam a arranjar as mais rebuscadas formas de pôr às costas dos particulares a solução dos problemas que “identificaram”, pelos vistos sem dar cavaco a ninguém, a crer am “estudos”, ou sem ter hierarquizado o que mais aflige as cada um.

Há muitas maneiras de deitar areia aos olhos da malta, de arranjar culpados, de perseguir as pessoas. Não é o que está na base do “pensamento” socialista? É, e aí está o problema.

 

24.2.20      

MISTÉRIOS DA ESTRADA

Três fulanos espetaram-se na 2ª Circular a 300 Km à hora, e foram desta para melhor. Uma tragédia, vários mistérios.

O primeiro mistério é o da “informação”. Casos do género, bem menos graves, merecem paragonas nas televisões, quem eram os defuntos, fotografias dos ditos, as mães,  as primas, o vizinho do lado, tudo minha gente a dar a sua esclarecida opinião, vídeos do carro escaqueirado, do poste do outro lado da via, das operações de limpeza, etc., coisa para levar vários dias. Neste caso, porém, quase nada. Que eu saiba, tirando o Correio da Manhã e o Observador, zero. Mesmo estes, pouca coisa. Sobre quem eram os malogrados loucos do volante, pouco se sabe: uma fotografia de um, que parece, pelo nome e pela imagem, ser de um afro-brasileiro. Mia nada. Nos noticiários das TV’s, nada que eu visse. E é tudo. Não que eu queira saber mais, só que o comportamento dos jornalistas é estranho, por contraste com o habitual. Porquê este silêncio, tão pouco habitual, ou “normal”?

Quem eram os loucos? Onde tinham ido arranjar uma “bomba” daquelas? Como é possível arriscar assim a vida dos próprios e de terceiros? Não há respostas, nem investigações, nada que se veja.

Mais estranho ainda, dois dias depois do desastre, uma chusma de uns 200 indivíduos invadiu, de automóvel, a 2ª Circular, e parou o trânsito por largo tempo. Horas depois, foram gentilmente mandados embora pelas simpáticas “autoridades”. Ao que vinham? Vinham prestar homenagem às vítimas, uma espécie de romagem de saudade aos bravos rapazes e ao serviço que prestaram à comunidade e a si mesmos.

Esta demonstração de “civismo” vem, pelo menos, dizer-nos que os infelizes eram membros de uma comunidade de díscolos do volante. Parece que, à altura em que morreram, havia outras “bombas” a circular nos mesmos propósitos, carros, motos, uma grande organização. O que fez, ou faz, a polícia, tão ancha a multar pessoas normais que vão a 60 onde onde o limite é 50, tão competente com os seus radares, tão severa (ofensa grave!”) se você pisar o risco contínuo sem perigo nenhum? Nada, que se saiba. Aquilo não indicia uma horda organizada de malfeitores? Parece que não. Com a preciosa colaboração dos media, uma cortina de silêncio se abateu sobre o assunto.    

A verdade será tão inconveniente que nada se possa dizer dela? Fica a pergunta, à qual o mais certo é não haver resposta.

 

24.2.20

E AGORA?

Mais um concorrente para o tempo de antena dos doutores do futebol: vamos passar meses a esmiuçar o que se passa na cabeça do senhor de Belém sobre o que fazer nesta pessegada da eutanásia. É sabido que tal senhor, jurista, católico e Presidente da República, deve andar, coitado, a dar tratos à mioleira. Como descalçar esta bota?

Vetar para quê, se a cáfila dos servos do BE lhe devolve o veto e o obriga a promulgar?

Mandar para o Tribunal Constitucional, se tal instância é, como sempre, mais política que jurídica, e nela tem maioria quem se sabe?

Então, como acabar com isto? O referendo seria a solução, mas sabe-se lá que resultado terá num país e num povo que vivem mergulhados em propaganda “moderna”, esquerdófila, fracturante e sem escrúpulos?

Ir dar uma curva até ao Japão, à Austrália ou atrás do Sol-posto, deixando a promulgação nas mãos, ou nos pés, do Ferro, alta inteligência, luminar da Pátria?

Alegar objecção de consciência? Será que, ao contrário dos demais cidadãos, o Presidente não em tal direito? (neste caso, o melhor será não perguntar ao Tribunal, que o chumbo é garantido).

Que fazer? O IRRITADO, aquando do surgimento da geringonça, aconselhou Cavaco a renunciar, recusando a indigitação do Costa &Ca. Talvez seja a solução para Marcelo: recusar a promulgação, renunciar ao cargo e declarar a recandidatura. É uma solução honrosa, ainda que ineficaz em relação ao problema de base.

Como já disse, vamos ter disto durante uns meses. Dpois, a eutanásia triunfará! As esquerdoidas já ganharam. A estupidez paga.

 

23.2.20

A ÚNICA SOLUÇÃO

 

As urgências dos hospitais estão, como se sabe, atafulhadas de “clientes”. Há quem morra à espera, há quem espere sem morrer, na esperança que alguma alma caridosa atenda.

É verdade, diz quem sabe, que, muitas, muitas vezes, a urgência de cada um não é urgência nenhuma, podia ser tratada noutra instância qualquer.

Então, porque vai tanta gente às urgências sem precisar delas? A resposta é simples: é a única solução, é preferível perder horas e horas à espera de atendimento que inscrever-se para uma consulta. Neste caso, a pessoa faz uma marcação, espera seis meses por ela e, se tiver sorte, isto é, se não hou ver alguma greve, se a enfermeira não está mal disposta, se o serviço não tiver o computador entupido, se o médico da especialidade estiver ao serviço, etc., talvez consiga.

Vale mais perder uma noite nas urgências e poder ver um médico, que seis meses com pouca garantia de conseguir seja o que for.

Aqui está um bom case study para “sociólogos”, “técnicos de políticas de saúde” e quejandos, já que o governo é suficientemente estúpido para perceber ou fazer seja o que for.

 

23.2.20

ENTREGUES AOS HIPÓCRITAS

 

Uma pessoa que me era próxima passou os últimos anos da sua vida em estado vegetativo, incapaz, sequer, de conhecer os seus. Estava afogada em medicamentos, tendentes uns a atenuar o seu sofrimento, outros a alimentar a vã esperança numa recuperação reconhecida como improvável, ou impossível. Um dia, um médico aconselhou a que lhe fossem retirados os medicamentos, a ver o que dava. Dias depois, a pessoa foi “apanhada” a ler um livro em francês e explicá-lo a uma cuidadora. O lampejo durou pouco, mas aconteceu, vá lá saber-se porquê. Se esta pessoa, quando estava em seu perfeito juízo, tivesse feito a fatal declaração da eutanásia, sabe-se lá se não teria também um tal lampejo, mudando de ideias na hora da alguém cumprir a sua eutanásica vontade.

Isto já aconteceu na Holanda, onde uma senhora que tinha feito a declaração, teve o tal lampejo, percebeu que a iam matar, e resistiu. De nada lhe valeu, como foi noticiado. Mataram-na na mesma.

São dois exemplos que, mesmo vindos de uma minoria de dentro de outra minoria, deviam alertar, mas não alertam, os crentes nessa estranha “obra humanitária de solidariedade, amizade, compreensão e amor” que dizem ser a eutanásia, pela simples razão de que a nova “moral” quanto mais fracturante melhor, quanto mais totalitária melhor, quanto mais tornar legítimo o que não o era, melhor.

Em relação, por exemplo, à não aceitação da pena de morte, um dos muitos, e válidos, argumentos é o de que se corre o risco de matar inocentes. Será, evidentemente, um rara excepção, mas deve correr-se tal risco? Claro que não. Porque será diferente no caso da eutanásia é coisa que nenhum dos seus adeptos será capaz de explicar.

A lenga-lenga pseudo-humanitária que “explica” o novo direito de matar, desta feita mascarado de direito de morrer, é comparável àquilo a que os seus praticantes usam chamar “caridadezinha”. Só que a tal caridadezinha nunca matou niguém. Talvez, como dizem os seus acusadores, sirva para aliviar as consciências de quem a pratica, mas não consta que faça mal a quem a recebe.

Por isso que, ao ouvir “missionários” como o senhor Pureza ou a dona Moreira a regougar os seus tão nobres sentimentos nos encha, não só de asco como de intenso pavor pela infrene hipocrisia que revelam.

 

21.2.20

CRITÉRIOS E “CRITÉRIOS”

 

Aqui há dias, um amigo chamou a minha atenção para um debate na TVI entre André Ventura Miguel Sousa Tavares. Acabo de o ver.

Ventura, em resumo, disse que é contra o racismo, que acha que os que insultaram um futebolista com impropérios de cor de pele devem ser investigados e punidos, que se opõe ao racismo e à xenofobia em todas as suas manifestações.

Acrescentou que o caso acima tinha servido para criar uma acusação generalizada de racismo a toda a sociedade portuguesa, o que ele considera falso e inaceitável e que há uma enviesada interpretação de diversos factos que, sendo da mesma natureza, são considerados racismo se praticados por brancos e mera agressão se os seus autores foram de origem africana.

Por um lado, repetiu o óbvio, a indignação, a gravidade do acto dos adeptos do Guimarães e a sua clara condenação dos mesmos. Por outro, indignou-se com o facto inegável da existência de dois critérios opostos quando se trata de membros da maioria branca ou da minoria negra, aquela criminosa e racista, esta coitadinha e angelical.

 

Entre parêntesis, recordo a morte de um caboverdiano numa rixa de rua, que a esquerda fez tudo para transformar num crime de raça, sem o ser, e no assassínio de um estudante de engenharia branco por três gatunos guineenses, que nem uma palavra motivou, passando a criminal fait divers, sem direito, sequer, à identificação dos assassinos como negros. Na minha opinião, tanto os que mataram o caboverdiano como os assassinos do estudante eram pessoas, não brancos ou pretos, só que, no primeiro caso, foram automaticamente classificados de brancos (não se sabendo se o eram) e, no segundo, a cor da pele era coisa assessória, que era melhor não constar.

 

Queiram ou não, Ventura tem razão. Mas Miguel S. Tavares acha que não, e insiste que Ventura acha muito bem que tenham insultado o futebolista, que é racista e xenófobo, etc., a lista do costume. Diga Ventura o que disser, a classificação está dada, adquirida, certa. Valha-nos a tunda que Ventura lhe deu, bem merecida por quem tresouve o que lhe dizem, na sanha de fazer passar a opinião “ciêntífica, oficial, correcta e adquirida”.

Não sou eleitor do Ventura, mas acho que a esquerda em geral e a direita em particular, se não gostam dele, ou passam a ouvi-lo com mais cuidado e a não lhe responder com chavões, ou acabam por o tornar um herói para muito mais gente do que supõem.

Finalmente, diga-se que, como Ventura, acho um insulto, uma provocação ignóbil, uma inverdade absoluta, dizer que a sociedade portuguesa é racista, coisa que, criteriosamente e sem vergonha, a esquerda insiste em criar, seguindo à risca as “ideias” da mais racista de todos os portugueses, dona Joacine (seria Joaquina à nascença?). Para quê?

 

19.2.20

FAKENEWS

Isto de notícias tem muito que se lhe diga. Um homem morreu depois de estar quatro horas à espera na urgência do hospital. Quatro horas? Ninguém sabe, já que, na mesma reportagem, a menina diz que foram três horas e meia e, no rodapé, aparecia, por escrito, que foram três horas. Fiquei à espera que dissessem que o infeliz tinha morrido à chegada. Bons exemplos que o governo dá.

Para ter uma ideia do que são certas notícias, sobretudo as que vêm do governo, olhem a história maluca do Metro de Lisboa, inacreditavelmente objecto de uma decisão parlamentar. Em três dias, distintas e ministeriais personalidades declararam a)que estavam perdidos oitenta milhões de euros em dinheiros da UE, b)que nada estava perdido e c)que, pelo menos parcialmente, o taco seria recuperado. O chefe dessas criaturas pôs ponto final na discussão: d)está tudo perdido!

Quem sabe o que o homem queria dizer com isso: que está mesmo tudo perdido, ou que só  o está uma parte, ou que tudo é recuperável? Na minha opinião, pode ser tudo “verdade”. Vejamos: se estiver tudo perdido, assunto arrumado, esqueçam. Nas outras hipóteses, será uma das habituais jogadas da criatura, ou seja: se recuperar algum, fará três discursos no parlamento, convocará duas conferências de imprensa e fará uma visita a Belém, a louvar o seu feito; se recuparar tudo fará o mesmo, mais um jantar comemorativo e um baile de máscaras, com charamelas e fogo de artifício.

O terreno fica preparado para tudo, em qualquer dos casos a “informação” colaborará activa e respeitosamente, e concluir-se-á que o primeiro-ministro só disse verdades. Os ministros também. Tudo na maior...

...E o foguetório governamental sobre o aumento da produtividade nacional? Segundo um tal Centeno, em 2019 o país “cresceu” dois por cento, mais zero vírgula do que estava previsto. Do Terreiro do Paço, a coisa foi anunciada como sensacional, fantástica, mais uma enorme vitória da geringonça e, claro, do tal Centeno e do chefe Costa. A criatura esqueceu-se de dizer que, em 2018, o crescimento foi de dois vírgula quatro por cento. Justifica-se: não vinha a propósito. Aqui está uma verdade que, substancialmente, é uma mentirola parvalhona.

 

19.2.20

PROPAGANDANÁSIA

É compreensível que se fale tanto de eutanásia, uma descoberta das esquerdoidas do BE a que o PS, como de costume, se submeteu, acompanhado pelos animalescos, pelos “liberais”, pelos inexistentes Verdes e pelo defunto Livre.

De um modo geral, na chamada comunicação social, têm sido equilibradas as referências ao assunto, prós e contras são conhecidos pela generalidade das pessoas. Nisso, com poucas excepções, tem havido algum equilíbrio. Mas essa maravilha de “independência” jornalística chamada “Expresso”, mais uma vez toma partido sem, angelicamente, tomar partido. Veja-se, no auge do debate público, como reage o “Expresso”: manchete e monumental fotografia, na primeira página, de um “herói” que se gaba de já ter mandado mais de duzentas pessoas desta para melhor; depois, cinco páginas da revista com as opiniões do mesmo fulano e fotos ao pontapé.

Belo jornalismo. Estamos habituados aos recados, às sugestões, às encomendas, que, aqui e ali, povoam a publicação. Mas, que diabo, costumam ser mais discretos! Tão discretos que, muitas vezes, nem se dá por eles. Desta feita, o favor à coligação PS/BE+, ou BE/PS+, foi longe demais, um desbragamento político para além de todos os limites num jornal que se reclama de independência.

Um nojo.

 

19.2.20

TANATOLOGIA

 

A nova investida das esquerdoidas, com o obediente apoio e colaboração do PS e dos animalescos, “ressuscitou” a eutanásia, símbolo da nova “moral” que, aos poucos ou aos muitos, vem sendo imparavelmente imposta à sociedade.

Em suma, trata-se de legalizar a morte provocada, até agora chamada assassínio. Há mortes provocadas que são legais. Tradicionalmente, é legítimo matar no teatro de guerra, é legítimo matar em legítima defesa, e até, modernamente, se tornou legítimo matar fetos indesejados. Faltava a morte “colaborativa” e “humanitária” de pessoas indefesas. A desculpa, erigida em virtude, é o desejo expresso pelas vítimas, como se fosse possível averiguar se tal desejo, formulado com a pessoa em boa saúde mental, ainda fosse “vivo” na hora de o levar a acto, quando a pessoa já não está em situação de o confirmar. Mas, mesmo que o faça, uma coisa seria o seu desejo, outra o “direito” de terceiros a executál-o, isto é, o direito de a matar. Os executores não estão em guerra com o executado, este não os ataca dando-lhes o direito à legíma defesa, nem são algo que a modernidade, dita “progressista”, considere não ser um ser humano, como no caso do aborto.

É de matar que se trata. O direito de matar não é coisa que um parlamento dito democrático possa instaurar, no exercício de um poder que não tem, nem pode ter. Também não é coisa que se referende. A soberania do povo não pode confundir-se com o poder de assassinar, coisa própria de aberrações como o nazismo, mas claramente inaceitável noutros sistemas de valores. Confundir assassínio com sentimentos nobres, como o fazem as esquerdoidas, os animalescos e, escândalo dos escândalos, os socialistas ditos defensores dos direitos humanos, é uma aberração sem nome nem perdão.      

Mas, nesta como noutras matérias, a sociedade portuguesa não tem defesa. O Parlamento votará a aberração por maioria simples. Parece ser inútil recorrer ao Tribunal Constitucional, dominado por esquerdistas e afins, como desde há muitos anos. O Presidente da República gostaria de fazer qualquer coisa, mas do que ele gosta está o inferno cheio. Ficará parado, sem munições nem grande vontade de se opor à esquerda, sua babitual protegida.

E, no entanto, em boa doutrina democrática, o assunto não deveria sequer ter direito de cidade. É uma mera questão de consciência moral, talvez o campo em que a crise dos nossos tempos é mais profunda.

 

13.2.20

ATENTADO

Trabalhei numa empresa cujo escritório desapareceu no incêndio do Chiado. Uma vez reconstruídos os prédios, a CML contactou-me para saber se queria exercer o direito de opção sobre a mesma área reabilitada. Recusei liminarmente. Já estávamos bem instalados. Além disso, não me cabia na cabeça meter-nos num prédio moderno, mas sem estacionamento.

Anos passaram e, na zona, a iniciativa privada conseguiu construir bons parques, muito facilitando a entrada e saída de automóveis sem problemas de maior. É certo que, entretanto, novos hábitos se criaram, grande parte dos moradores desapareceu, escritórios ocuparamb ou reocuparam algumas áreas, veio o turismo, o investimento, sobretudo estrangeiro, progrediu, surgiu o arrendamento local, etc. Mas, mercê dos privados (a CML pouco ou nada teve a ver com o caso), o Chiado ressuscitou, o comércio progrediu, as gentes voltaram a gozar o bairro.

Até que veio um tal Medina, descido do Porto com poder para dar cabo da vida dos alfacinhas.

Segundo a nova política, poucos ou nenhuns terão acesso aos tais parques de estacionamento. Dos portugueses, os frequentadores do Chiado irão para longes partes. Dizem que é por causa do clima, da poluição e de uma série de tretas vendidas como “inultrapassáveis”. O Chiado passará a ser residência de turistas e de investidores estrangeiros, já que dificilmente será possível a um português aceitar viver num sítio onde, para receber um familiar ou um amigo, tenha que pedir autorização ao Medina, e dentro de certos limites! O Medina ficará a saber quem visita quem, quando e a que horas. É, à moda socialista, a defesa da privacidade de cada um.

Para limitar a quantidade de automóveis na zona seria, talvez, de admitir que fosse preciso pagar uma taxa. Assim, quem quisesse, pudesse, ou não tivesse outro remédio, pagaria uma “entrada”, ou teria que comprar um passe mensal.  Seria mau, não tirânico mas, se calhar, não suficientemente socialista.

O comércio do Chiado, maioritáriamente dedicado a pessoas com algum poder de compra, gente que anda de automóvel (fascistas!, dirão as esquerdoidas e os seus lacaios do PS - em crescendo por obra do Costa), passará a contar quase só com estrangeiros. A Calçada do Sacramento será pedonal, a fim de proibir o trânsito a velhos, cardíacos e grávidas. Nunca mais haverá saída do parque “da Império” ou do Camões, as dezenas de restaurantes da Trindade verão encolhidos os clientes, etc.    

O Medina vencerá? É capaz disso. Haverá meios para travar mais esta loucura do tirano? A assembleia municipal está cheia de camaradas, o Costa está-se nas tintas, de Belém não haverá reacção. Só a resistência dos prejudicados poderá fazer fente à tirania. A ver vamos.

 

13.2.20

QUE SE LIXE

É praticamente universal a opinião que postula que a eleição do Boris e a consagração pública do brexit foram fruto do cansaço. Três anos depois da bronca, os britânicos estavam fartos. A opção trabalhista era ridícula. Que fazer? Olha, que se lixe, vamos a isto! E assim brexitears e remainers votaram Boris. O impasse tinha que acabar.

Coisa parecida no PSD. Os opositores do Rio cederam. Não vale a pena, será melhor aturar este que continuar as guerras. E pronto, o tipo não presta, mas, que se lixe, façamos das tripas coração, deixemo-nos de fantasias, para a frente é o caminho.

Pronto. Ao IRRITADO resta desejar que as coisas corram bem, ou seja, que a ditadura do PS e da sua geringonça comece a abanar.

 

10.2.20  

INTERESSANTE

O Rio fez uma discursata sobre o fantástico poder autárquico que temos. Tudo gente séria, tudo boa gestão, o fim da ditadura do Terreiro do Paço. Vá lá que, à cautela, não falou na sua bem-amada regionalização. Mas, adiante. Agora, disse, é preciso que o PSD ganhe as autárquicas, para pôr tudo ainda mais claro, ainda mais sério, ainda mais bem gerido, o Terreiro do Paço longe da vista.

É uma teoria interessante. Anti-centralista, a transparência é que é bom, o PSD triunfará! O IRRITADO duvida, mas não vai contra. Logo se verá.

Mais interessante ainda é que o camarada Rio completou as sua teorias traçando o perfil dos futuros candidatos do PSD. Tem que ser tudo gente séria, claro, localmente prestigiada, fruto e apoio das melhores gentes, das melhores ideias, homens probos e amantes da sua terra. Mas, maldito centralismo, terão que ser fulanos que lhe obedeçam, que estejam de acordo com o poder “central” do orador!

Tudo homens com as melhores qualidades, sendo a maior de todas elas a de seguidores indefectíveis do chefe que, da São Caetano ou do Bolhão, mandará as suas ordens. Poder local, sim, do PSD, sim, mas que sejam atento, venerador e obrigado ao centralismo rioista.

Interessante, não é? E fomenta muito a “paz” interna.

 

10.2.20  

FERRUGEM

Julgo que a propósito dos malefícios das claques do Sporting e do tenebroso Bruno, temos visto inúmeras reportagens sobre as entradas e as saídas do Tribunal do Monsanto, com entrevistas, pareceres, testemunhos, etc., à porta do dito. Como o assunto me interessa tanto como o  plantio de cebolas em Tegucicalpa, o meu bestunto não se ocupou nem um segundo com estas especiosas matérias.

O que me traz é o aspecto da entrada do tribunal: uma parede de lata num estado miserável, cheia de ferrugem. Não deve haver, no tal Tribunal, uma alma caridosa que pegue numa trincha e trate de dignificar a instituição. Tenho a certeza de que, se se fizer a pergunta, os gestores das instalações dirão que há “falta de verba”, que não há “auxiliares operacionais”, que “o Centeno cativou as rubricas da tinta e das brochas”, etc..

Talvez seja um inferência injusta, mas a ferrugem da vedação dá uma imagem fiel do estado geral da nossa justiça, sem “manutenção” nem brio.

 

10.2.20

DOBREM A TAXA!

Segundo a mais elementar lógica, o tratamento do lixo de cada país devia ser encargo desse país. Mas não é. Portugal importa a porcaria de terceiros. É de pensar que, dada a livre circulação de “bens” na UE, tal importação não possa ser evitada, incluindo-se a porcaria de cada um no conceito de produto. Que justificação podia o governo ter para proibir tal prática? Proibir o negócio dos aterros? Arranjar maneira de separar a porcaria nacional da estrangeira, e proibir os aterros de receber a segunda? Lançar brutais impostos sobre o negócio, com o inconveniente de taxar igualmente o lixo nacional e o estrangeiro? Não faço ideia, mas algo me diz que, com as preocupações “ecológicas” que animam a generalidade dos políticos, alguma solução poderia se encontrada.

O PAN, das etéreas alturas da sua conhecida “moral”, encontrou a solução: duplicar a taxa cobrada por tonelada de lixo enviada a aterro. Como a taxa é cobrada às pessoas na conta da água, parece evidente que a vamos continuar a pagá-la, agora em dobro, com o entusiástico apoio do PS, do BE, do Chega(!) e do IL(!).

Porquê? Porque os portugueses são uma corja de “mal comportados”, não separam os lixos para a reciclagem. Há que educá-los, “alterar os comportamentos”. O sistema educacional, segundo o PAN&Ca, consiste em aumentar o preço da água. Venha o mais pintado defender, ou perceber os efeitos educacionais de tal sistema. Não seria mais prático alterar os ridículos ecopontos, a que poucos ligam, e criar um sistema selectivo de recolha, em que, às segundas e quintas, se recolhesse o reciclável e, às terças, quartas e sábados, o resto, competindo aos colectores verificar a natureza dos lixos e agir em conformidade, de maneira a, ainda que compulsivamente, as pessoas se habituassem a separá-los? Há cidades onde este sistema funciona.

O que não cabe na cabeça de ninguém é que, pagando mais na factura da água, as pessoas se “eduquem”. Ainda menos que a importação de lixo seja cobrada às pessoas em vez de aos importadores.

Enfim, como quem lê já deve estar a pensar, estou a falar de assuntos de que não percebo patavina, o que será verdade. No fundo, estou a falar de lógica, coisa de que, com base nos conceitos do PAN&Ca, também não percebo nada.

Restará pagar a taxa a dobrar, comer e calar, que é do que a casa gasta.

 

7.2.20

TIRADAS MINISTERIAIS

 

Segundo a ministra da agricultura, o coronavírus é uma magnífica oportunidade para Portugal exportar máscaras e porcos. É a visão “prospectiva” do problema.

Segundo a ministra  da cultura, as obras de arte em falta “estão aparecidas em local incerto”, havendo, de 94, 63 impossíveis de recuperar. O almirante Américo Tomás não diria melhor.

Segundo o ministro do ambiente e da energia, não haver linha circular do metro é inconstitucional. À atenção dos constitucionalistas do costume.

Segundo o ex-ministro da defesa, grande amigo do Costa, lá no seu ex-ministério desaparecem sem deixar rasto mais documentos do que papel higiénico pelo cano abaixo. Grande ministro!

Segundo primeiro ministro, divulgar peças em segredo externo de justiça, se for ele o divulgador, não é crime nenhum, isso de crimes é só para a plebe. Assim, há que saudar a generosa divulgação das suas respostas ao juiz Alexandre. Verdade é que ficámos todos mais descansados: o primeiro ministro, no caso de Tancos, não sabe nada, nunca soube de nada, jamais lhe disseram fosse o que fosse, ele não tem nada a ver com o assunto, o ex-ministro da defesa é um herói, a procuradora geral uma heroína, a Polícia Militar merece aplausos, e a ele, coitado, há quem não perceba que, do seu púlpito dourado, só enxerga o que é “importante”!

 

7.2.20

ET. Depois de publicado este post , verifiquei, na imprensa do dia, que as obras de arte desaparecidas passaram de 94 para 117. Com o correr dos dias é provável que passem a 274, ou a 29, ou ao que der na cabeça da ministra.

UMA DESGRAÇA

Onde o PSD se foi meter! Então não é que, para compensar a baixa do IVA da electricidade, propôs que a geringonça II cortasse 22 milhões que, generosamente, o Centeno acrescentou às despezas dos gabinetes do governo? Que raio de ideia! Como é possível sonhar que um rebuçadinho de 22 milhões (a mais!) para o funcinamento dos gabinetes dos geringonços tivesse alguma hipótese de ser cortado? Nunca! O PS já delarou que nem pensar.

Mas há mais. O PSD, uns loucos irresponsáveis como diz sua excelência, quer descativar as cativações para a ciência e tecnologia. A geringonça II, na sua firme política de inovação, de progresso científico, de modernização tecnológica e de outras maravilhas, demonstrando uma extraordinária coerência, não encontrou melhor decisão que cativar as verbas a isso destinadas. E vem o PSD propor descativações. Devem estar loucos, estes irresponsáveis compulsivos.

Voltando à história do IVA, como é que tal e tão firme geringoncial coerência podia alinhar em reduções do IVA da electricidade, coisa injusta e irresponsável proposta por inimigos da justiça e da responsabilidade? É que isto de reduzir a taxa do IVA da energia era uma maravilha quando se tratava de propostas, duas, do PS, mas é uma desgraça se vem de outros. A criatura que manda no chamado governo chegou ao ponto de, impunemente, dizer que, para aliviar os males do planeta, era preciso baixar a taxa, mas deve ter entrado em contacto com a ONU ou ter percebido (hossana!) a asneira e, coitadinho, meteu a viola no saco.

Quando baixou a taxa dos comes e bebes, aí, como a ideia era dele e dos seus sequazes, borrifou nos monumentais prejuízos para o Estado sem nenhuma contrapartida para os cidadãos, e achou muito bem.

É que tudo o que vem à cabeça do PS, é bom. Tudo tudo o que vem à cabeça dos seus parceiros, também o é, pelo menos em princípio. Tudo o que sai da cabeça de outros é, por definição, mau, injusto e irresponsável.

Desta humilde tribuna, diz o IRRITADO, que mau, irresponsável e insuportável é Costa, essa desgraça que, em ínvia hora, sobre nós se abateu.

 

3.2.20

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