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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MAIS INFORMAÇÃO GOVERNAMENTAL

 

Esta é de estalo. A alourada e tão temida ministra da saúde veio declarar o prolongamento do Covides até, pelo menos, Setembro.

Assim:

Como é sabido, as criancinhas da primária estão proibidas de ir à escola, ou as escolas estão proibidas de abrir, por obra de mais um inteligentíssimo decreto governamental, aliás facilmente compreensível: como as crianças da primária não são grupo de risco, é fundamental que os pais fiquem amarrados em casa a tomar conta delas em vez de as mandar para escola.

Estão a perceber? Eu também não.

Como não há escolas até Setembro e a referida criatura veio anunciar que as crianças são obrigadas a usar máscara na escola, é simples: o venerando governo que nos apascenta acha que, em Setembro, ainda haverá por aí covides em larga abundância a ameaçar a infância. Rima, mas ninguém sabe se é verdade.

Genial.

 

2.2.20

A GRANDE PARADA

 

Se eu quiser ir de Lisboa a Loures, Cascais, Amadora, arrisco-me aos maiores aborrecimentos com a polícia, isto se não for “identificado” e mandado a um juiz que, sonolento, me dará uma descompostura ou me passará uma multa das boas. Mas, se eu tivesse querido (t’arrenego!) ir à manifestação da CGTP, seria objecto de elogios e teria a honra de privar com inúmeros membros do comité central do PC que por ali estavam a comandar as hostes. Se tivesse intenção de ir a Fátima no dia 13 seria recebido pela Guarda Republicana (nome dado à Guarda Nacional, aqui e no Irão). O mesmo se quiser ir à missa, jantar fora, ir ao barbeiro ou a outros locais onde impera o ópio do povo  ou o tenebroso capitalismo comercial.

Como se vê, estas manifestações colectivas são privilégio guardado para discípulos de Marx, Jerónimo, Ferro e Costa. Tudo boa gente.

Posto isto, há que admirar a organização. O PC, fiel às boas tradições soviéticas, faz frente à concorrência do BE – reduzido este ao palrar mecânico e patego da Catarina - e mostra um poder marcial pouco comum nos tempos que correm. Em impecável formatura, tropas em parada, distâncias ao milímetro, bandeiras desfraldadas a tremular ao vento como no tempo da segunda república e da gloriosa URSS, máscaras de modelo patenteado, alvas, puras, com cruzes, perdão, xizes vermelhos sobre dizeres da cartilha, houve revista, ensaio, planeamento, autocarros vindos de longes terras com representantes de vários regimentos, uma senhora, coitadinha, a dizer umas coisas que ninguém ouviu, à esquina o Arménio, o Xico Lopes, aquele que parece o Goebels, o Jerónimo, outros que não se sabe, o comité em peso a vigiar, a ver se há alguma falha, algum vestígio de indisciplina, alguma falta de ortodoxia, algum desvio burguês, alguém para expulsar ou promover. Grande demonstração cívica!

A lei, diz-se, é igual para todos. Mentira. Há o PC e há os outros. Os outros que fiquem em casa, como compete a quem se verga perante a lei, mesmo que a lei seja estúpida, ilegítima, inconstitucional, tirânica. O PC, esse, é outra coisa, os donos da lei não lha aplicam, é a fraternidade socialista, os donos da lei e da República isentam o PC de obrigações. Se há quem duvide, veja, pasme e amoche, que isso de fazer amochar os outros é a regra base da democracia em versão socialista.

 

2.5.20

UM HONESTO PRIMEIRO DE MAIO

O chamado governo tem vindo a declarar que vai despejar inúmeros milhões para “salvar a economia”. São declarações sonoras que, segundo muita gente, não passam disso mesmo. Só para apresentar a candidatura a umas massas, os arruinados precisam de apresentar dezanove papéis, qual deles mais complicado. Diz o careca da economia que tais papéis já devem estar na posse dos pedintes, se forem, é claro, honestos contribuintes. Os pedintes negam. Mas isso é pormenor: não interessa, o que interessa é o que diz o careca.  

Depois de organizado o dossier, o pedinte vai apresentá-lo ao banco. O banco começa por verificar se ainda há milhões garantidos pelo Estado à disposição. Se sim, escolhe os pedintes que têm mais hipóteses de vir a pagar o empréstimo e, destes, os que são clientes fiéis, o que muito revela sobre a confiança dos bancos nas garantias do Estado. Escolhidos os felizes beneficiários dos estatais favores, o assunto é apresentado a quem de direito. Quem de direito aprecia o assunto e propõe a não sei quem a sua aprovação. Entretanto, passaram uns bons dois ou três meses, o pedinte já teve que despedir os empregados e, daí, perdeu o direito aos dinheiros. Assunto encerrado.

O IRRITADO, atento aos problemas da economia, e confiante, como sempre, na honestidade estatal, atreve-se a fazer uma sugestão que, não resolvendo o problema, será uma boa ajuda: se o Estado utilizasse os milhões de que fala para pagar o que deve, nem muita gente teria que se endividar ainda mais, nem o Estado se sujeitaria a continuar a ser acusado (injustamente!) de ser um relapso e contumaz caloteiro.

O careca já disse que, nas altas instâncias do poder, há quem ande a pensar nisso. Mas, enquanto os nossos bem amados condutores dos destinos da Nação pensam nisso, talvez fosse útil seguir a sugestão do IRRITADO.

 

 1.5.20

UMA CADEIRA DE CAMPISMO

Costumo dar uma volta pelo jardim que há aqui ao pé de casa. Dizem as nossas autoritárias autoridades que faz bem aos confinados e, na minha dupla qualidade de confinado e de membro de um “grupo de risco”, sigo disciplinadamente as instruções do poder.

Ontem, dei com os bancos do jardins envoltos em fita cola, daquela que se usa nas crime scenes dos filmes policiais. Às vezes, em tempos ditos normais, sento-me por ali a ler o jornal. Fiquei banzo com a fita-cola. E ainda mais banzo fiquei quando alguém me disse que o meu jardim era dos últimos a receber a fita, uma vez que a coisa anda por aí em todos os jardins da Câmara.

Não haverá quem não tenha percebido, e sofrido, os idiotas, estúpidos e contraproducentes exageros da guerra do Covide, em muitos casos não se percebendo quem é o inimigo, se o Covide se as “autoridades”. Quando as pessoas vêem cancelado um direito tão simples como o de se sentar num banco de jardim, percebem a que ponto chega a sanha de poder e de controle de uma sociedade por parte de gente que perdeu por completo a noção do direito, meteu a Constituição na gaveta e exerce estupidamente um poder que, de democrático, parece já só ter o nome, ou menos.

O “alívio” das medidas tem hoje mais um interessante desenvolvimento: quem se apresentar no barbeiro sem máscara, para que aprenda a ser obediente levará uma talhada de 350 euros, docemente aplicada pelas “autoridades”.

Um rol de outras desmedidas “medidas” podia acrescentar. Não vale a pena. A sociedade, instilada com medos e pânicos, cumpre acefalamente, não se sabendo até quando. O poder público perdeu por completo a noção dos seus próprios limites, a Constituição, historicamente vítima do socialismo leva agora um pontapé na área dos direitos individuais, letra moribuna.     

Se a economia já recuou 20 anos, e mais vai recuar, a democracia recua com ela por culpa de quem diz defendê-la.

Vou comprar (na net!) uma cadeira de campismo para poder ler o jornal no jardim*.

 

1.5.20

 

* Se comprasse duas, ou punha a companhia a sete metros ou era capaz de levar com os 350 euros da praxe.

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