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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

“NARRATIVAS”

Mais irritado que o IRRITADO anda o nosso inigualável Costa. Com ânsias de fama e proveito, apresentou-se, todo desportivo, num programa piadético. O pior é que a boca lhe fugiu para a ignorância, ao ponto de descobrir que se mata vírus com antibióticos. A comunidade científica entrou em polvorosa. Consta até que o camarada Ferro, seu parceiro nestas coisas, já anda em contactos internacionais para propor o homem para o Nobel da química, ou da biologia, ou da medicina, ou da asneira, tanto faz.

Não contente, o mesmo Costa tratou de se meter nas arenas da Justiça. Dando sinal claro do que pensa, ou seja, desse defeito do regime que consiste em que a Justiça, no direito de acusar e julgar, não depende do governo, revoltou-se contra o julgamento do seu camarada (como é que o homem se chama?) que era ministro da defesa: segundo Costa há uma “originanlidade na narrativa” da acusação. Na opinião do grande líder, dá-se muita importância à recuperação das armas e não tanta ao roubo.  Acha que o crime foi só o roubo, ou seja, que o seu amigo jamais deveria ir a julgamento: um homem que se meteu num esquema complicado com o nobre fim de reaver as armas. Um herói! A Justiça, o que é isso? Mera “narrativa”.

Assim ressuscitada a palavra-chave do camarada Pinto de Sousa, fica claro que as coisas, no PS, pouco ou nada mudaram com o tempo.

 

30.6.20

AS COMADRES ANDAM DESAVINDAS

Como seria de esperar, a grande harmonia passou a enorme bagunça. Longe vão os dias do “triunfo”, da “reacção exemplar”, dos “heróis do SNS”, da “cooperação institucional”, do “respeito mútuo”, do “excepcional comportamento dos portugueses” e de tantas e tão ridículas gabarolices que alimentaram o “ego” nacional durante os meses transactos.

Actualmente, há uma coisa em que todos (os que mandam nisto) estão de acordo: na condenação, por politicamente incorrectos, dos “negacionistas”, dos que denunciam os atentados à liberdade, dos que lêem os números com olhos de ler. Acrescente-se a “necessidade” de reduzir ao mínimo o contraditório, de manter a “postura cívica” decretada, de multar, perseguir e, sobretudo, de negar ou manipular evidências. As televisões cooperam acefalamente: os noticiários são preenchidos com covide e mais covide, quanto mais assustador melhor. Não é de estranhar que os psiquiatras andem cheios de trabalho, isto apesar de a procissão ainda não ter saído do adro.  

De resto, cada cabeça sua sentença: estalou o verniz da concórdia. O primeiro-ministro ralha com a loirinha, e ela gosta. O mesmo indivíduo trata o Presidente com a mais rasca falta de respeito, vira-lhe as costas e diz “até daqui a 15 dias”, e o Presidente engole, não vá perder o apoio do PS nas eleições. Os médicos dos hospitais nem querem ouvir falar nos da direcção geral, na boca uns dos outros são todos incompetentes, não se podem nem ver. As estatísticas funcionam para tudo, menos para aliviar o pagante. Ainda ontem vi, em paragonas televisivas que “morreu mais uma vítima do covide, uma senhora de 93 anos. As pessoas deixaram de ser pessoas, perseguem-se umas às outras, ponha a máscara, chegue-se para lá, são mais de cinco, ou dez, afastem-se, tenham juízo! As empregadas das lojas aproveitam para exercer a sua “autoridade”. Temos, “civicamente”, que nos vigiar uns aos outros, não é? Antigamente era a PIDE, hoje somos todos, grande avanço. A culpa é do covide. Coitado do covide, que mata menos que a gripe sazonal.

Estamos todos à espera da vacina. Entretando, dêmos cabo do que ainda resta da economia, que é o que nos mandam fazer. Civicamente, tristemente e até, imagine-se, democraticamente!

Verdade seja dita que é assim, ou quase, por toda a parte. Por cá é pior, mas não é o costume?

 

30.6.20

A QUADRATURA DO COSTA

 

O homem, desta vez, teve uma “iluminação”: acha que o facto de a UE querer mais dinheiro com menos contribuições é a “quadratura do círculo”. Impossível, não é? É, mas só na Europa, não por cá.

O fantástico político que nos calhou em sorte, ou em azar (primeiro usurpador, depois eleito... que povo é este?) não vê a tranca que tem no olho, mas topa o argueiro no do vizinho?

Então não é ele a afirmar que vai conseguir tudo e mais alguma coisa com menos receita e mais despesa? Não é o seu novo Leão da Picheleira que o afirma em seu nome e o consagra no orçamento do Estado?  

Em que ficamos? A UE, se diz uma coisa (se é que disse) é burra, ele, se diz o mesmo, é um herói? Como se explica isto?

É que não há só uma quadratura do círculo, há duas. Costa não podia, mais uma vez, ficar atrás. Grande político, amante da verdade, homem de palavra.

 

29.6.20

GRANDE GUTERRES!

Não é costume haver declarações do nosso fantástico Guterres que mereçam qualquer sombra de atenção. Normalmente diz coisas como a prima do Solnado que gostava muito de dizer coisas. Delas nada de novo, interessante ou importante se pode extrair.

Desta vez, porém, a mui ilustre criatura, entre muita palha, disse umas verdades. A principal delas foi que (cito de memória) “se tudo correr bem, talvez daqui a dois ou três anos voltemos à normalidade”.

Toda a razão, ainda que optimista. Parece que o mundo em geral e – acrescento - nós em particular, ainda não percebemos que os exageros em relação ao covide nos estão a enfiar num buraco de gigantescas dimensões. Não são só os mais “frágeis”, os mais pequenos, que vão sofrer, falir, morrer, é a vida, é o mundo, a civilização, o futuro, os nossos filhos e netos, todos cairão no buraco.

Mas, entretanto, as “autoridades” exerceram o seu poder, quem manda é o covide e os respectivos serventuários, políticos, jornalistas e outros terroristas. Isso de cancros, diabetes, AVCês e outras maleitas menores deixaram de ser importantes.

O dinheiro ainda não acabou, mas vai acabar, mergulhado em notas faIsas. Vai ser bonito.

Importantes são as bocas do PM, do PR e de mais umas dezenas de sábios que os trombones da “informação” por aí vão ribombando.

Nós, as pessoas, os doentes, os saudáveis, os bons, os maus, há muito deixámos de ser gente. É comer e calar.

 

28.6.20

QUEIXINHAS

 

Vejo por aí que uma providência cautelar foi interposta por uns tipos do Porto e arredores, a fim de evitar que a TAP receba uns milhões para tentar sair do buraco.

Estamos desde há muito habituados às investidas vindas lá de cima. Habitualmente, porém, os protagonistas estão identificados, o Moreira, o Pinto da Costa, o Rio, e mais uma série de paroquianos menores.

Desta vez, na horda dos invejosos e dos malquerentes entrou uma associação empresarial!

É de estalo. De dois estalos é ver que a Justiça aceitou a coisa e se vai debruçar sobre ela, em vez de a arquivar sem mais procedimentos, com facílimos argumentos .

Pior ainda é que os queixosos do costume já tinham conseguido que a TAP, a seu pedido, alterasse o plano de rotas. Agora, sem saber nada acerca do que a TAP tenciona fazer depois de receber a massa, isto é, sem mais nem menos, já estão a queixar-se, com ameaças estrambólicas e bacocas.

Atulhado em pontes, auto-estradas, metropolitanos, etc., o Porto continua a precaver-se. Antes que lhe mordam, já está a queixar-se das dentadas. Se calhar até tem razão, isto é, sabe que quem não chora não mama e, mesmo a despropósito, umas boas queixinhas são capazes de render.        

 

26.6.20

O LION KING DA PICHELEIRA

 

Temos homem. Um tipo de tal maneira inteligente que consegue que não haja austeridade, que o desemprego não faça mal às contas, que o SNS receba milhões às pipas, que os funcionários públicos sejam aumentados, que não haja impostos novos e que os antigos não sejam aumentados, etc.

Quem foi o parvo que disse que não se faz omeletes sem ovos? Aí está ele, o nosso Leão, a provar o contrário, e a bicharada a aplaudir.

Ditosa Pátria, que tais filhos tem!

 

26.6.20

LINDO!

 

O cluster PC/CGTP está de parabéns. Perante olhar carinhoso das “autoridades”, a distinta organização arranjou forma de poupar umas massas. Em vez de organizar uma grande manifestação, com desfile do Marquês ao Terreiro do Paço, montou, e montará, quarenta manifestações, de Lisboa a algures, pelo país inteiro, todas elas, segundo a propaganda, no estrito cumprimento das regras “cívicas” impostas pelas ditas “autoridades”.

Em vez de gastar fortunas em autocarros para trazer os militantes de todo o país à capital, com umas centenas de bandeirinhas faz um trabalho notável.

Por outro lado, conquistou “reportagens” por todo o país, durante um mês, ou mais, dada a pressurosa presença de centenas de “jornalistas” por tudo o que é sítio. De borla.

Lindo, não é?

Acresce que as normas “cívicas” do governo são estritamente respeitadas pelos participantes para o efeito arregimentado. O que não inclui, evidentemente, os mirones que se vão juntanto, bem apertadinhos, a ver o espectáculo, no uso da sua intocável liberdade de cidadãos. O cluster não é responsável por eles, mesmo que lá esteja o Jerónimo & Cª. Não pode proibir tais e tão “espontâneos” comportamentos. Há que respeitar a lei, a Constituição, etc.

Os bons exemplo frutificam. Foi para dar tais exemplos que os senhores de Belém, de São Bento e quejandos foram aplaudir um piadético ao Campo Pequeno.

Coerência é coisa que não falta cá no sítio.

 

26.6.20

TRANSPARÊNCIA

 

Ontem à noite, na SIC Notícias, num só jornal, foi dito que estavam proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas, de mais de dez e de mais de vinte. Isto tudo para apimentar a douta intervenção do Exmº PM, o qual foi tão esclarecedor quanto o noticiário onde inseriu a sua palestra. Se duvidam, vão lá ver.

Notável a nossa informação, tanto pública como privada.

 

26.6.20

PAN...PUM!

PAN...PUM!

Uma alegria:

O herbívoro anda à rasca. Os seus animalescos apoiantes estão em debandada geral. Apresenta-se, cara vincada pelo desgosto, a surpreza, a frustração, a indignação, e tece tremendos anátemas contra os que, em proveito próprio (diz ele), abandonam a polcilga. Ele, que estava a ganhar o prémio do mais totalitário chefinho político da nossa praça, perde terreno às mãos da sua própria vara. Ainda por cima, não é só neste rectângulo impuro, onde pululam toureiros e outros canalhas. A coisa atravessa os mares e infecta as ilhas!

Ó desgraça, ó injustiça, ó malvadez. Vejam bem: a exemplo do Tavares e da Joaquina, os novos dissidentes agarram-se à malga que ele lhes deu e, ingratos, se calhar, ó heresia, até andam a comer bifes.   

 

26.6.20

USQUE AD?

 

A senhora directora geral da saúde é alvo de muitas críticas. Terá dito e desdito muita coisa, ter-se-á engando com frequência, terá abusado – por conta do governo, com o apoio e a presença do governo – na tarefa de assustar as pessoas, enfim muita coisa se poderá dizer a este respeito, com justiça ou sem ela. Não lhe gabo a sorte.

Numa coisa, porém, foi verdadeira, por defeito, não por excesso. Disse, logo nos primeiros dias de obrigatório terrorismo sanitário, que, por cá, viríamos a ter um milhão de infectados. Tinha carradas de razão. Aposto até, que há mais do que isso. E ainda bem. A esmagadora maioria dos infectados nem sequer deu por isso. Essa maioria propagou, não a doença, mas os anti-corpos necessários a combatê-la. E quanto mais infectados houver, mais anti-corpos haverá.

Quantos infectados haveria se todos os portugueses fizessem o teste? Certamente mais do que o milhão de que a senhora falou. Qualquer análise não terrorista, ou terrorizante, do número de mortos põe a letalidade do covide nos limites do comum em viroses do género. Anos houve em que a gripe sazonal matou mais gente – muito mais gente – que o covide. E ninguém se preocupou com isso de forma especial, ficando a luta por umas dúzias de desinfectantes espalhados por aí por quem queria e podia.

Toda a gente sabe que quanto mais testes se fizerem, mais testes positivos haverá. E então? O que é que tal número tem a ver com a expansão - perigosa – da doença?

Deu-se cabo do Serviço Nacional de Saúde. Não há quem não saiba que os doentes “normais” são corridos dos hospitais e que não há assistência pública que lhes valha, a não ser, claro, que tenham o covide.

Deu-se cabo da economia, fenómeno que começou há três meses mas, vão ver, daqui a três anos será ainda pior.

Deu-se cabo da Liberdade dos cidadãos, tirou-se as crianças das escolas e dos parques infantis, e muito mais, tudo em nome da subserviência aos ditames da pandemia do medo.

E agora? Agora insiste-se, em manobras de “recuo”, em mais perdas de liberdade, de dinheiro, de futuro, numa sociedade mergulhada na maior crise de que há memória, condenada à miséria e à fome e, pior que isso, a aceitar, ela própria, a perda de juízo que começou por ser-lhe imposta e se tornou “viral”.

Usque ad?

 

23.6.20

APELO

 

A nova investida contra as mais elementares liberdades individuais, levada a cabo pelas "autoridades", merece, pelo menos, o violento e indignado repúdio do IRRITADO.

Alinhados na submissão universal à pandemia do medo, e felizes por reafirmar o seu poder descricionário e ilegítimo, os nossos "chefes" embarcam, temerosos e contentes, na campanha de aterrorização praticada pela informação mais errada (ou incompleta, ou manipulada, ou simplesmente falsa) com que somos bombardeados todos os dias.  Tudo sem lugar ao contraditório, sem análise minimamente crítica ao que, de facto, se passa - ou não passa. É preciso, ao cidadão que ainda tenha algum sentido de escrutínio, andar à procura por todo o lado que não seja no que lhe é "oferecido" pelos manipuladores encartados e pelos destruidores (propositados) da economia e da vida, para ter uma ideia do que é verdade.

Aqui fica o apelo à ressurreição do sentido crítico da cada um, antes que fiquemos todos ou doidos ou escravos. E a gostar!

 

23.6.20

 

A COVID-19 já não existe.

Transcrição

“Sinto-me, mais uma vez, na obrigação de servir de contraponto à (des)informação que me apercebo ser interminavelmente propagada pelos meios de comunicação social.

A COVID-19 já não existe.

O que existe é um teste que detecta a existência de cadeias de RNA associadas a um vírus a que se chamou de SARS-CoV-2, que é uma de muitas variantes de uma família de vírus extremamente comum na população humana, responsáveis pelas doenças ligeiras comummente chamadas constipações. A probabilidade desse teste dar positivo depende da presença na pessoa, mesmo que em quantidades ínfimas, dessa variante do vírus.

No caso de pessoas saudáveis, o teste positivo é de celebrar, já que indica que o sistema imunitário está a "dar conta do recado". Uma pessoa que não desenvolve os sintomas é extremamente improvável que vá contaminar alguém, e vai servir de barreira social para impedir a continuidade da propagação do vírus.

Os testes feitos a pessoas doentes, cujos sintomas pareçam indicar este tipo de "viroses", são os únicos com alguma utilidade, permitem ajudar a determinar o melhor tratamento a dar ao doente.

A estatística de novos "casos", seguida com um detalhe mórbido pela CS, é portanto absolutamente inútil. Casos assintomáticos não são "coviD", já que o "D" desta sigla significa Disease/Doença. Se a pessoa estiver saudável trata-se, quanto muito, de um caso de COVI-19, sem D. A associação da propagação do vírus em eventos específicos (festas "ilegais") é também cientificamente errada, já que ignora o período de incubação de 5 a 14 dias. A probabilidade de resultados positivos deverá neste momentos ser muito parecida em qualquer população aleatória, independentemente da participação ou não dos indivíduos testados nesses eventos.

O número de novos casos depende, portanto, quase exclusivamente da quantidade de testes efectuados. A escolha intencional de populações específicas para fazer esses testes é uma tentativa criminosa de controlar o comportamento e as liberdades individuais de cada um, usando o medo como mecanismo de controle.

A única estatística importante é a de mortes e internamentos. E esses números, por muito que os tentem manipular, indicam claramente que esta doença específica já não tem significado nenhum na mortalidade geral. Mais indicam que nenhum confinamento ou desconfinamento teve qualquer impacto na direção ou declive da curva da "epidemia".

Juntando a este facto o da contabilização absurda das mortes "com" COVI(d) como sendo mortes "de" COVID, não podemos chegar a nenhuma conclusão que não seja a de que a doença já não mata ninguém há bastante tempo, e no auge da sua influência representou uma perigosidade equivalente ou abaixo da de tantos outros vírus sazonais que todos os anos nos assolam.

Para terminar, desafio a todos os que estão em desacordo com esta minha exposição a procurarem dados científicos (não opiniões jornalísticas e/ou políticas), provenientes de estudos baseados em dados reais que já estão disponíveis há algum tempo, não em "modelos" e "projecções", que contradigam a realidade que descrevo. Terei todo o prazer em fornecer links para as fontes de informação que usei para chegar às minhas conclusões.”

António Borges de Carvalho (filho) in Facebook

 

23.6.20

DA LÓGICA PRESIDENCIAL

Depois da ultra-ridícula, ultra-patética, cretina, idiota e saloia exibição dos grandes desta terra a comemorar uns jogos de futebol como se de salvação da Pátria se tratasse (onde pára a vergonha, senhores?), veio o senhor de Belém declarar que, pois, jogos, mas sem público.

Magno triunfo. Estamos a precisar de reconhecimento internacional, de turistas, de dinheiro, de gente outra vez. Mas, atenção, desde que não haja reconhecimento internacional, nem turistas, nem dinheiro, nem gente outra vez.

A lógica presidencial é tão ultra-ridícula, ultra-patética, cretina, idiota e saloia como os participantes na “cerimónia” acima referida.

 

21.6.20

DEMOCRACIA SANITÁRIA

Aqui à minha porta há um parque infantil. Há? Havia. Está fechado há meses. Houve uns pais que resolveram arrancar as fitas da polícia – crime scene! - e pôr a miudagem a brincar como dantes. Por esta, safaram-se: que conste, ainda não foram multados ou presos.

O que aconteceu foi mais eficaz: as “autoridades” foram, pressurosas, comprar um cadeado (dos grandes) e uma corrente (das grossas), passando a entrada do parque a ficar fechada como uma cela de prisão.

As mesmas crianças que, há três meses, estão sem escola, sem que nenhuma explicação exista a não ser a do exercício da crueldade mental das “autoridades”, são também proibidas de brincar.

Um crime em cima de outro crime. A “lei”, em vez de o criminalizar, aplaude-o. É a “democracia” socialista, dita “sanitária”.

 

21.6.20

DESMATERIALIZAÇÃO

 

Uma das medidas mais populares da nova modernidade consiste na chamada “desmaterialização”, coisa que, segundo as finanças, vai custar uns milhões.

Um pequeno exemplo de desmaterialização. A veneranda autarquia de Lisboa, através da EMEL, dá o exemplo.

Assim:

Após várias horas perdidas ao telefone para obter dois dísticos de estacionamento, foi este cidadão informado de que deveria fazer uma “marcação”. Como? Enviando à odiada organização uma mensagem solicitando uma audiência e fazendo acompanhar o pedido do seguinte: documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê. Após algumas diligências, o cidadão envia tudo, direitinho, sem espinhas.

Dias depois (hossana, caso raro!), lá vem a tal marcação: deverá vossa excelência apresentar-se na loja do cidadão às 09,45 do dia tal, munido dos documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê.

Obediente como compete, o cidadão apresentou-se à hora marcada munido de uma pasta com a papelada toda. A menina que o atendeu pegou na pasta, pô-la de lado, tratou dos dísticos do estacionamento, cobrou pelo multibanco, e pronto. Um inusitado triunfo.

Depois de ter na mão os preciosos dísticos, o cidadão atreveu-se, temeroso, a perguntar à menina: então não olhou para os documentos? E ela, cheia de desmaterializador orgulho, respondeu: já cá tinha tudo no computador! Pergunta o cidadão: por que carga de água me obrigaram a vir perder uma manhã à loja do cidadão, cheio de papelada, se já cá tinham tudo? Ela respondeu que é sempre bom verificar se os cidadãos não são mentirosos.

É a “desmaterialização” à portuguesa.

 

21.6.20

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI

Durante vários anos viveram os nossos ilustres representantes na contemplação servil e admirativa de uma senhora que por aí apareceu, cheia de dinheiro e ostentando no passaporte o nome do pai, o senhor Dos Santos, mui ilustre presidente da República de Angola.

Perante ela, ou perante os milhões que ostentava, curvaram-se governantes, diplomatas, banqueiros, pessoal maior e menor da nossa sociedade. A senhora passeava, imperial, na nossa economia, acompanhada por tutti quanti. Toda a gente sabia que, de uma forma ou de outra, a criatura gozava da presidencial, e paternal protecção. A ninguém ocorreu pôr em causa que os seus milhões tinham origem no poder totalitário do homem. Aliás, tal poder era reconhecido como legítimo pelo nosso Estado e seus agentes. Se tal poder era legítimo, legítimas eram as suas decisões, legítimos os privilégios financeiros de que a senhora gozava.

Ninguém se preocupou com eventuais irregularidades, pela simples razão que tais irregularidades, à face da lei, não existiam. A cidadã comprou, vendeu, trocou, pagou, recebeu, depositou, fez o que queria e podia, montou o seu império, sempre com o aplauso e até a gratidão das nossas “autoridades”, sempre acompanhada por ministros, secretários de Estado e dignitários de todos os tamanhos e feitios.

Nunca se pôs em causa a origem ou as voltas e reviravoltas dos milhões que ela usava. Nem o governo, nem a Procuradoria, ninguém da área da soberania se preocupou.

As coisas deram a volta lá na terra dela. O novo chefe, servindo-se exactamente das mesmas pessoas e poderes que apoiavam os feitos económicos e financeiros da dona Isabel, virou tudo de pernas para o ar: os mesmos passaram a condenar o que, na véspera, defendiam. O que era bom passou a mau, o que era dela passou a não ser, as loas passaram a motivo de perseguição judicial.

Sic transit gloria mundi.

E por cá? Os mesmos que tudo ignoravam, atentos e veneradores, passaram a ferozes perseguidores. A subserviência continua igualzinha. Os critérios é que são outros.

Você confia nisto? Será isto o tal “Estado de Direito”.

  

21.6.20

DA MORTE DO SNS

 

Se a sua sogra tiver uma dor no peito e você a levar ao hospital, os tipos não a levam a um cardiologista. Não há lá disso. Põem-lhe o termómetro, fazem a análise aos covides e, se tiver febre e/ou der positivo, tomam conta dela e nunca mais a largam, no hospital, em casa, se calhar na rua. Se não tiver febre nem covides, mandam-na para casa. Você diz: mas... e a dor no peito? A resposta quase certa, será: vá para casa, ou procure um médico. Se a senhora morrer, não morreu com a dor no peito, se não tinha covide, foi morte natural. Se morrer da dor no peito e tinha covide, morreu de covide. É óptimo para as estatísticas.

Isto não é um exagero. Passados meses de loas ao Serviço Nacional de Saúde, aos heróis do dito (algum morreu de covide?, algum está, ou esteve, nos cuidados intensivos por causa do covide?), o tal serviço deixou simplesmente de existir. Ou tens covide, ou vai morrer longe. Se precisares de uma cirurgia, de assistência médica, de uma simples consulta, vai bater a outra porta, se houver outra porta.

Ninguém sabe a causa das mortes. Se um paciente, com DPOC, com falhas cardíacas, com infecções bacterianas, com doenças oncológicas graves, com 85 anos, tinha covide, morreu de covide. As estatísticas agradecem pela ajuda dada ao terror. Havemos de chegar ao caso de um tipo que morreu atropelado: se na autópsia encontrarem covide, morreu de covide.

Não sei quantos portugueses dão a devida atenção ao valor das estatísticas oficiais. Mas não vejo, não leio, não ouço vivalma a perguntar quantos teriam morrido se não houvesse covide, qual é a real influência do vírus na letalidade geral.

A coisa está minuciosamente montada para manter o medo. Se o medo alimentasse alguém, estávamos todos no melhor dos mundos.

Eu sei que a psicose é universal, não é só o nosso governo que aproveita para mascarar a verdade.

Só sei que perdi o direito à verdade, à liberdade, ao arraial de Santo António, ao futebol e a outras coisas que, no meu caso, funcionam como o martelo lá de casa – só raramente o uso, mas sei que está na dispensa. O Estado roubou-me o martelo. Resta saber para quê. Com que resultado já se sabe.

 

13.6.20

CRIME, NEM PENSAR!

 

O mais que pode dizer-se, a acreditar na vasta peroração sobre as pinturas na estátua do padre António Vieira ontem vista e ouvida na SIC, é que se trata de vandalismo, fruto de ignorância e impreparação cívica.

O menos que posso dizer é que se trata de grave crime de lesa História, de lesa cultura, de lesa sociedade, de lesa património, não planeado e executado por analfabetos, mas por sabichões com intenção de o cometer e plena consciência, um acto perpetrado com fins políticos e sociais claros, crime de ódio, sem desculpa nem direito a compreensão.

Mas, por obra e graça da SIC (foi o que vi), pasto de historiadores e antropólogos apostados em “amaciar” o acto, foi o assunto colocado sob a diáfana capa de explicações várias, vandalismo de gente mal informada  e pouco educada - culpa de uma sociedade racista, evidentemente. Tudo mentira, ou quase. Os criminosos foram “formados” nas madrassas do Bloco de Esquerda, são amantes dos extremismos racistas do senhor Bó, ou Bá, da dona Joacine, ou Joaquina, e de outros que, por todos os meios, crime incluído, estão apostados em instilar o ódio social, não em resolver problema algum, mas em criá-lo, em acicatar e pôr em acto a malquerença da multidão de idiotas úteis que têm ao seu serviço.

Talvez os executores do crime não tenham sido mais do que isso. Os piores criminosos são, sem dúvida, os que os “educam”, para depois se acoitar em suaves acusações de mero vandalismo.

 

13.6.20

DUPLICAÇÃO

 

O nosso tão estimável governo, coitado, tem sido acusado de ser o mais vasto de que há memória. Uma data de ministros, uma chusma de secretários de estado com confusas ou redundantes competências, as mais delas próprias de directores de serviço, numa esquisita confusão que dificilmente se percebe como pode funcionar.

Não contente com esta proliferação de gentes e de tarefas, o PS, sequioso de tudo dominar, vai duplicar o cargo de ministro das finanças, nomeando para elas um de entre os fiéis seguidores de Centeno, avatar do nosso Visnu, e pondo o próprio a governar (também) o Banco de Portugal.

A Centeno, contra a maioria dos deputados e escapando burocraticamente à aplicação de uma lei que “não interessa”, será oferecida a execução da vingança com que há anos sonha por nunca ter passado de funcionário de segunda linha no tal banco. Ao governo caberá ter mais um membro, isto é, dar cabo dos restos de independência de que o banco gozava.

Fica fechado o círculo do poder. É a democracia trumpista à moda do socialismo nacional.

 

13.6.20

MEC

 

Em longes tempos, Miguel Esteves Cardoso tinha imensa piada. Hoje, raramente o leio, deixei de lhe achar graça e não aprecio a chuva de fait divers que nos oferece, diariamente, no jornal.

Hoje, venho avisá-lo: corre perigo! É que, cheio de inesperada coragem, publicou um elogio a alguns liberais que ainda resistem à onda de iliberalismo em que nos vamos afundando: João Pereira Coutinho, Rui Ramos, etc., pessoas que insistem em defender a liberdade e em condenar a falta dela.

Não sei quantos desses heróis intelectuais resistirão aos saneamentos em vigor, ou à situação de toleráveis raminhos de salsa em várias publicações não afectas a “liberalices”. Mas sei que, no violento mar de alterosas ondas socialistas em que o jornal onde escreve se transformou - ou sempre foi - é pouco provável que MEC continue a ter lugar por muito tempo. Se precisa da avença, o melhor é voltar aos fait divers.

Aqui fica o aviso. Quem bem te avisa... não sou teu amigo, mas.

 

13.6.20

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