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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

LANÇADO ÀS FERAS

Moedas ganhou! Porreiro, mas... coitado dele.

Lembro-me dos tempos em que o PS e a cáfila da esquerda deram cabo da vida ao Santana Lopes na CML. Ele foi  túnel do Marquês, o caso do Parque Mayer, o projecto Ghery, tudo fizeram para boicotar toda e aualquer iniciativa. Só nestes casos, os prejuízos, para a CML,  saldam-se  em centenas de milhões de euros, tudo sem que a esquerda tenha assumido qualquer responsabilidade. Houve casos em que o PS chegou a votar a favor e depois contra só a bem da destruição da cidade e do seu cortejo de prejuízos. Fui testemunha de onde pode levar o ódio político e pessoal daqueles que passam a vida a atacar declarações que classificam de ódio, sem saber ver-se ao espelho.

Com Moedas, algo me diz que vai ser ainda pior. Vai valer tudo para dar cabo dele. Sem maioria na Câmara nem na Assembleia, Moedas vai ser alvo de todos os boicotes, de todos os insultos, de todas as perseguições. Sem escúpulos nem limites, a esquerda vai dar largas à “qualidade” moral que sempre a caracterizou, ou seja, ao ódio sem peias . Fugindo-lhe a boca para a verdade, dona Catarina já declarou que jamais falará com ele. Mentira, falará o que for preciso para o destruir. No seguimento do Costa, seu chefe e modelo, que não segoceia à direita, nem que, para tal, conscientemente, prejudique a capital e o país.

Moedas não será salvo por ter ideias, sejam elas quais forem. Se preciso for, até contra si própria a esquerda tudo fará para dar cabo dele. Não será salvo pelo seu currículo, pela sua intenção de dialogar, pela obra que qiser realizar. Contra o ódio da esquerda não há defesa possível. A alcateia triunfará.

O fascismo dos nossos dias é de esquerda.

 

28.6.21       

PORCA MISÉRIA

Aqui há tempos, comprei uns bilhetes de avião no site da TAP. Tudo confirmado, tudo pago.

Dois dias depois, mandaram-me uma simpática mensagem a dizer que o voo tinha mudado de data e se eu aceitava viajar no dia seguinte. Aceitei. Uma semana depois, 10 dias antes da viagem, nova mensagem. O voo foi cancelado.

Daí, tomei a decisão por onde devia ter começado. Fui a uma agência aqui do bairo e disse o que pretendia.  Dois outrês dias depois tinha viagem confirmada (muito mais barata!) para o dia em que queria voar e, cinco dias depois, após insano trabalhão da pobre funcionária da agência, tinha até os documentos necessários, por conta do covide, da UE, do chamado governo, das autoridades do país de chegada, etc., tudo de borla.

Passou mais de um mês. Hoje, sou informado pelos jornais que a TAP já arrecadou dezenas ou centenas de milhões de infelizes como eu. Mais informa a estatal companhia que eu e os outros prejudicados podemos viajar com os bilhetes comprados, isto quando a TAP assim o determinar.

Do meu dinheiro, nem rasto. A TAP não só não dá satisfações aos lesados, como se propõe “oferecer” voos quando e para onde lhe der na real gana.

Tudo isto sob as ordens do governo e do trapalhoso ministro.

Quem acode? Ninguém. Dizem-me que, se quero ver respeitados os meus direitos, “terei que me mexer”. Quer isto dizer que, se não “me mexer”, jamais receberei de volta o meu dinheiro. Posso até recorrer a uma firma especializada, pagando um fee.  O dinheirinho todo é que não há forma de voltar a ver.

Se eu julgasse que os meus tostões serviriam para tapar os buracos da companhia talvez sentisse a tentação de, generosamente, os oferecer. Mas, para quê? Não está o ministro Santos todos os dias a cavar mais fundo o monstruoso buraco? Não vamos todos pagá-lo?

Porca miséria.      

 

26.9.21

 

 

EM DEFESA DE BRILHANTES DIREITOS

O IRRITADO não simpatiza com o senhor Brilhante Dias, como não simpatiza com nenhum cidadão que, de livre  vontade, se preste a pertencer a um governo comandado por um fulano do calibre do Costa.

Posto isto, há que reconhecer que, quando o tipo, que é encarregado da internacionalizão da economia acha que, nesse particular, o país ganhou alguma coisa nos tempos do covide, está no seu pleníssimo direito de o dizer. Se tal é verdade, qual é o “crime”? Se não for verdade, o senhor Brilhante outra coisa não faz que seguir os múltiplos ditames e costumes em vigor no seu país, no seu partido e no seu governo.

Então, quando o Chefe do Estado decalara que somos os melhores do mundo, que está a fazer, senão mentir, no caso afirmando qualquer coisa tão improvável quanto impossível de vir a ser provada. Então, quando o insuportável Costa diz as maiores bojardas (olhem a história da Galp), sem qualquer pudor, não está ou a mentir  ou a criar narrativas sem qualquer adesão à verdade? Então quando o ministro dito do ambiente diz que é branco hoje e preto amanhã, não mente, pelo menos uma vez? então quando o ministro da educação se gaba de gastar muito dinheiro ao mesmo tempo que a educação está pelas ruas da amargura, não está a mentir ou a largar uma gafe de colossais dimensões? Então quando a senhora dita ministra da saúde, ora elevada a grande figura, diz as maiores contradições sobre o covide sem jamais reconhecer que se enganou, o que está a fazer?

Neste triste ambiente, por que carga de água é que a frase do Brilhante (fora do contexto) é moto para furiosas críticas vindas do próprio governo e da imprensa ao seu serviço? Será que o rapaz caiu em desgaraça no Largo do Rato?

Se tiverem pachorra leiam a catilinária da úlima página do “Público” de hoje, em que uma tal Sá Lopes diz que o homem despreza os mortos e os doentes do covide, um tipo odioso que merece todos os repúdios deste mundo. Aí veem como é possível uma serventuária do governo alinhar com críticas de forma a “justificá-lo”.

E muito mais verão se derem umas voltas pela “informação”.

 

26.9.21

ASNEIRAS ENERGÉTICAS

Muito se fala nos aumentos do preço da electricidade. O espantoso ministro do ambiente anda a meter os pés pelas mãos proclamando o que lhe vem à cabeça sobre a “travagem” de tais aumentos; dê-lhes a demagogia do governo as voltas que der com as parlapatices do chefe, pagaremos tais aumentos com língua de palmo.

Convirá ir um pouco atrás, a fim de procurar as razões que levam a que não só sejamos vítimas do que se passa por todo lado, mas também, e muito mais, pelas manias que se apoderaram do país desde há vários anos. Somos os campeões da descarbonização, reza a propaganda governamental. Bons alunos de “causas” universais, das energias renováveis, etc. Gabemo-nos!

O problema é que ninguém nos diz o que nos custa a gabarolice.

Outros há que sofrem do mesmo mal. Um exemplo disso chega-nos da rica Alemanha, onde os preços são quase o dobro dos de França, também nossa rica parceira da UE. Porquê? É simples: os alemães embarcaram nas renováveis, echeram-se do moinhos de vento e cobriram milhares de hectares com painéis solares; os franceses mantiveram dezenas de centrias nucleares. De um lado, insiste-se em energias intermitentes (nem sempre há vento e de noite não há sol) que obrigam a centrais alternativas produtoras do negregado CO2; ao mesmo tempo agride-se a tão amada paisagem, incorre-se em investimentos monstruosos e faz-e, naturalmente (não carece de explicação), aumentar os preços aos consumidores domésticos e industriais, com devastadoras consequências económicas. Do outro, opta-se pela mais limpa e mais barata forma de produção de energia, o negregado nuclear.

Nós, que não temos capacidade financeira nem poder que nos ponha a salvo, alinhamos com os primeiros, isto é, gastamos fortunas para nos gabarmos de coisas que só nos podem levar – já levam – à ruína.

Entretanto, ao colo das políticas públicas, os produtores de energia seguem o que “está a dar” – e está mesmo – e juntam-se aos exércitos dos “limpos”. É o caso de Matosinhos, coisa que, de tão governamentalmente ordinária, não merece comentários, que já os há com fartura. A EDP, por exemplo, incentivada e ajudada por tais políticas, entra na jogada das “renováveis”, coisa que a moda, quer dizer, nós, já paga e vai pagar muito mais no futuro, sem qualquer contrapartida, sejam quais forem os bailados e os discursos do intolerável ministro do ambiente e do seu inacreditável/irresposável chefe.

Anos atrás, houve quem propusesse a construção de instalações nucleares em Portugal, apresentando um projecto com pés e cabeça, o qual merecia, pelo menos, ser discutido. O nosso cangalheiro Sócrates apressou-se a declarar que a energia nuclear estava “fora da agenda”, e não se falou mais no assunto.

Talvez fosse (baldada esperança) de aplicar os milhões que se vai enterrar no “hidrogénio” – coisa mais que duvidosa – numa boa política nuclear. Mas a demagogia dita ambiental – será tudo menos isso - ganhará à razão e ao bom senso.       

 

25.6.21

CIDADÃOS E CANALHAS

É do senso comum em uso na democracia liberal que a liberdade de pensamento e de expressão do mesmo é um direito inalienável de cada um. É? Era. É também do senso comum que os limites de tal expressão são os da ordem pública e do respeito por terceiros. É? Era. As políticas covidescas, e não só, acabaram com o senso comum.

O pensamento fora do main stream não mereceu referência e passou a ser obrigatório por alegada as exigências científicas (um lado delas) e por evidentes alterações morais e de costumes veiculadas pela moda das chamadas “causas”.

Sendo que são condenáveis e devem ser punidas as atitudes exageradas e irreflectidas do juiz que se “atirou” ao polícia, da maluca do megafone que insultou o Ferro e da outra tipa que deu uns empurrões ao almirante, as opiniões que lhes deram origem, por controversas em relação às maioritárias, não são, nem puníveis nem condenáveis. São aceitáveis e merecem discussão democrática. Além disso, por exemplo, não é aceitável nem moral que uma manifestação pacífica como a primeira dos apoiantes do juiz seja recebida pela polícia de choque ao ponto de haver braços partidos à cacetada, nem que, à segunda, se justificasse a presença da mesma polícia. Se a reacção injustificável do juiz em causa deve ser punida, o exagero policial também merece crítica. E, no entanto, só mereceu elogios da chamada informação.

Também se deve assinalar que as opiniões dos chamados negacionistas não são isentas de razão ou, pelo menos, de lógica. Não há dúvida de que o “comportamento” do coronavirus não segue à risca os ditames do chamado consenso. Por exemplo, o Dakota do Norte confinou, o do Sul não: num como noutro, a evolução pandémica foi a mesma, com pequena vantagem para o que não confinou. A Suécia é outro evidente exemplo da mesma verdade. Outros não faltam.

Mas os adeptos do medo são poderosíssimos, diria totalitários. Para eles, os demais são, pelo menos, malucos, bandidos, gente que deve ser calada seja por que meios for.

Qualquer ofensa aos antigamente mais elementares direitos e liberdades é barbara e sanitariamente justificada. Os “certificados” (que para pouco servem, substituídos que foram pelos testes de 48 horas) não podem deixar de lembrar os gesundheitpass dos nazis.

Como todos sabem, a propagandeada “libertação” não passou de mais uma aldrabice do governo, seguida de uma condenação verdadeiramente torquemadesca em horas e horas de televisão terrorisante, prenhe de adjectivos os mais soezes, dedicados a quem não partilha, por não estar cem por cento de acordo, do ataque às meninges das pessoas. Mesmo não faltantando, entre os adeptos do medo, quem condene, com carradas de razão, o que os poderes públicos andam a fazer às crianças, amordaçando-as, proibindo-lhes um recreio que mereça tal nome, isolando-as e prejudicando-as para a vida, continuam os indefesos a sofrero que para tal foram “cientificamente” seleccionados.

A isto tudo junta-se a espantosa questão da “fuga” da gripe, das estatísticas dos óbitos e tantas outras demonstrações do estado de desinformação em que estamos mergulhados.

Oficialmente, passou a haver cidadãos de primeira e de segunda. Ou és da “situação”, ou não vales nada. Pelo contrário, és um bandido, um descartável canalha.

 

18.9.21      

QUANDO MAL, SEMPRE PIOR

Às vezes meto conversa com os comerciantes aqui da zona.

Dona Carmelinda, patroa de uma loja de cabeleireiro contou-me que uma empregada se tinha despedido porque trabalhar não valia a pena. Tinha prestações do governo, rendimento social ou coisa que o valha, a junta pagava-lhe a renda e mandava-lhe uma refeição quente todos os dias. Parece que, no caso, ainda estava candidata a outro subsídio qualquer. Trabalhar para quê? Facto é, dizia a Carmelinda, que não há quem se ofereça para trabalhar, tenho vagas mas não quem as queira.

O senhor Luís, ilustre dono de duas tabacarias, contava coisa parecida: calcule que ando há dois meses a pôr anúncios, e não há quem queira vir para aqui aviar ao balcão!

Naturalmente, achei que a Carmelinda e o Luís, ou andavam a contar histórias ou pagavam tão mal que ninguém os queria. Que fossem bugiar!

Eis senão quando vem o IEFP deitar uns números cá para fora. Para citar dois ou três exemplos (há-os aos pontapés), na construção há 2.562 ofertas de trabalho que ninguém quer, no alojamento e restauração são 2.358 e, ao todo, em Julho havia 11.486 ofertas de emprego por preencher. Números oficiais, o que quer dizer que os do mercado em geral são bastante mais altos.

Parece que, afinal, a Carmelinda e o Luís tinham carradas de razão.

Eu sei, eu sei que os ordenados são miseráveis, o que torna a pendura pública uma oportunidade a não subestimar. Mas também sei que a pendurice social tem evidentes efeitos anti-sociais, anti económicos e, pior, mete ilusões na cabeça de cada um cujo resultado será, a curto ou médio prazo, catastrófico.

Outra solução, que não a dependência institucionalizada, tem o chamado governo para problemas deste género: a concretização de ofertas públicas de emprego às dezenas de milhar. É o ideal: emprego para a vida, garantido pelos impostos das minorias pagantes e pelo desmesurado inchar da dívida.

Não sei quando isto acaba, mas sei como: acaba mal, muito mal.

 

14.9.21

BONITO

Há quem coma por boa a promessa de redução do IRS anunciada pelo chamado primeiro-ministro. Nenhuma conta foi apresentada, mas não falta quem as faça. Um economista cuja credibilidade não oferece dúvidas concluiu que, na melhor das hipóteses, um tipo com rendimentos de 30.000 euros - que paga impostos, directos e indirectos, de cerca de 50% do que ganha – poupará, ao todo, 4 euros. E há mais contas feitas por aí, à esquerda e à direita, que apontam no mesmo sentido .

Por um lado, fica demonstrado à saciedade que o senhor Costa, sem escrúpulos de espécie nenhuma, aldraba como lhe dá na gana, à procura de votos. Por outro, que o senhor Costa é esperto. Quem come por bom o que ele diz não lê contas. Vota, e acabou-se. Bonito.

 

14.9.21

NUMEROLOGIA

Nestas coisas do covide, todos os dias há surpresas. Anteontem foram comunicados à plebe os números das vacinas. Assim:

Total de vacinas já injectadas – 15.440.000

Duas doses – 8.900.000

Uma dose – 8.200.000

Donde se conclui que 8.900.000+8.200.000 = 17.100.000? Não! Nas contas das autoridades são 15.440.000. Deve ser a nova aritmética, progressista, é claro.

Perante isto, não sente o seu coração cheio de confiança nas autoridades, nas televisões, na informação? Se não sente, é porque se trata de um tipo incívico, oficialmente maluco, negacionista ou outras maravilhas da ditadura em vigor.

 

14.9.21

TOME NOTA

Julgo que ontem, tive a subida honra de, pela trigésima milonésima vez, ver e ouvir, na TV, aquela senhora dos broches (joias de peito) que, diz-se, manda na nossa saúde. O cenário era um mimo: a dita senhora à cabeceira de uma mesa, com um rapaz de cada lado, ambos a fingir que trabalhavam afanosamente nos respectivos laptops. A originalidade da encenação fez-me ouvir o que ela e os seus diligentes mancebos tinham para dizer. No que a estes diz respeito, nada. Estavam calados e calados ficaram. Não passavam de figurantes, talvez para abrilhantar.

A senhora, porém, muito tinha para comunicar aos indígenas. E, com o seu ar maternal, disse que ficava tudo na mesma, ou seja, que o uso de máscara na rua deixava de ser obrigatório, a não ser que estivéssemos misturados com outros cidadãos a menos de dois metros deles. Mais ou menos há um mês tinha a senhora dito exactamente a mesma coisa. Lembro-me do tempo em que a senhora informava as massas sobre a inutilidade e até perigosidade das máscaras. Nunca a ouvi retratar-se mas, se calhar, o problema é meu: ela é a autoridade, não precisa de se justificar, só de mandar ou de dizer o que a mandam dizer. Resta-nos admirar-lhe a coerência e o saber.

Mas não se ficou pela história das máscaras na rua. Desfiou umas ordens suplementares. Passou a fazer parte da “estratégia” educativa do governo pôr as crianças de máscara, nas aulas e nos recreios. Ultrapassadas todas e quaisquer marcas, pisados todos e quaisquer escrúpulos, se é que tem disso, a senhora deu as suas ordens. As criancinhas passam, por sua ordem e das criaturas que representa, a passar horas e horas por dia a respirar o que os seus jovens pulmões deitam fora, para além das emanações do seu próprio suor que, nos recreios, lhes molha a mordaça “sanitária” provocando deficiências respiratórias, tudo por conta de uma doença que não lhes faz mal nenhum. É claro, diz a senhora, que tal não se destina só a (des)proteger a infância, destina-se a evitar que o chamado covide atinja a fímbria dos narizes da privilegiadíssima classe dos professores e do senhor Nogueira.

Por seu lado, os pais des crianças, se não estiverem de acordo, têm bom remédio: tiram as crianças da escola, que isso de aprender não é para quem precisa mas para quem obedece acefalamente à senhora dos broches (joias de peito).

Tome nota, obedeça, que é o que lhe resta, a si e aos demais “cidadãos”.

 

9.9.21

ELE HÁ COISAS DO DIABO

Vai para dois anos que as televisões e os jornais nos invadem com números e mais números, opiniões e mais opiniões, reportagens e mais reportagens, ameaças e mais ameaças, narrativas e mais narrativas, tudo à custa do covide. Por outras palavras, à custa do nosso juízo, da nossa paz de espírito, do nosso direito à informação, dos nossos direitos tout court.

Já se disse e fez tudo e o contrário de tudo, já se tomou e deixou de tomar as mais imaginosas decisões, já se fez tábua rasa dos mais elementares direitos, e ainda não se sabe quando a coisa (leia-se a falta de respeito por todos nós) vai acabar, se é que algum dia acabará.

Vem isto a propósito da estranheza que causam certos números, ou a falta deles.

Por exemplo, para avaliar a influência do covide na mortalidade, parece que seria fundamental divulgar os números da mortalidade geral, comparando-a com os anos anteriores. É legítimo pensar que tais números são escondidos para justificar as “medidas” que o covide “justifica”. É legítimo pensar que as mortes atribuídas ao covide não o deviam ser, já que não passam das de pessoas que, por acaso, deram positivo, mas não morreram disso, morreram com isso, mas são metidas nos números. É legítimo olhar para a “deserção” da gripe que, ao contrário dos anos pré-covide, em que matou milhares, simplesmente “deixou de existir”, e concluir o que, oficialmente, se não conclui. Para esconder o quê? É legítimo ver que, afinal, já se diz que as vacinas não vacinam coisa nenhuma, quando muito minoram a doença, e que por isso é pelo menos inútil e contraproducente vacinar jovens e até crianças, que raríssimamente adoecem. E quando se fala de “casos”, em vez de se falar de doentes? Quem é “caso” está doente ou nem sintomas tem? Que raio de números são esses, para além de incentivos oa terror?

Ficam estas coisa do diabo, entre muitas que me ocorrem. Sejam os leitores livres para me chamar nomes, em nome das “autoridades”.

 

7.9.21

SOMOS OS MAIORES!

Com o habitual sensacionalismo que caracteriza a chamada informação, lemos por todo o lado que a ponte aérea montada pelos EUA para despejar gente do Afeganistão foi a maior de todos os tempos. Uns 140.000 transportados. Mentira. Nenhum dos habituais “polígrafos” ou similares deu por ela. É a “verdade” informativa no seu melhor. 

Um amigo veio lembrar-me a ponte aérea que trouxe a Portugal entre oitocentos a um milhão de pessoas provenientes dos actuais PALOPS. Qual ponte aérea americana qual carapuça. Não sei se a nossa foi a maior de todos os tempos, sei que a americana não o foi, nem perto disso.

Naquela altura, vítimas de um de um racismo sem paralelo, os brancos foram “exportados” para Portugal via ponte ou pontes aéreas que metem o num chinelo a dos americanos.

Outras comparações são possíveis. Os americanos, ao fugir, deixaram para trás um país que, segundo toda e qualquer opinião, rapidamente se transformará num mar de guerras, de fome, de miséria e de mais todas as imagináveis desgraças. Deixaram o armamento abandonado a hordas assassinas, a administração pública deixou de existir, tudo num caos se nome.

E o que aconteceu, por exemplo, em Angola? Angola foi uma espécie de Afeganistão avant la lettre. Um regime comunista fez por lá o que fez por toda a parte. Aniquilou a economia, instaurou a ditadura do costume, estraçalhou a administração pública, os seus chefes mataram-se uns aos outros, os soviéticos e os cubanos roubaram o que estava à mão e, fatalmente, mergulharam o país numa guerra civil de trinta anos, cujas consequências, em mortos, feridos, famintos e doentes, transformaram a chamada guerra colonial numa brincadeira. O nosso exército, como o dos americanos no Afeganistão, abandonou armas e bagagens.

Dir-se-á, com razão, que a caída segunda República não soube tratar a tempo a previsível hecatombe. Uma desculpa bem pobre para o que, em termos humanos, fez a terceira.

Mutatis mutandis, estamos perante fenómenos de natureza sememelhante. Somos os maiores, como diz o Senhor Presidente.

 

7.9.21

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