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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PESSEGADA

Não sei se haverá alguém que se entenda com as “medidas” do Costa&Cª para o covide. Aliás, jamais alguém se entendeu com tais coisas ao longo do interminável tempo em que estamos metidos nisto. Os números com que somos bombardeados pelas televisões - grandes promotoras do medo e da lavagem ao cérebro das pessoas -, as variadas teorias e  opiniões que, unanimemente, escondem alguns deles – por exemplo, os da mortalidade –, o cuidado que se tem em relação a comparações com os da gripe em anos anteriores, o escamotear de tudo o que não contribua para o susto generalizado, o silêncio sepulcral a que são votadas quaisquer ideias fora do mainstream, outra coisa não provocam que não seja o fomento da carneiral insanidade. Excluidos sejam os espíritos, poucos, que ainda conservam alguma capacidade de dúvida e algum amor ao escrutínio. Não passam, estes, de inimigos - como diria o almirante - ou de outras coisas piores.

No meio disto, temos o anedótico, bem representado pelo chefe da antiga – e da futura – geringonça, o inigualável Costa. Foi ele o herói, enquanto presidente da UE, que inventou, ou promoveu, o salvífico certificado. É ele, agora, a decretar entre nós que o seu bem amado certificado  não presta para nada, os testes é que é bom. Quanto mais testes, mais covide. Formidável.

As vacinas, antes de existir, eram a nossa mais maravilhosa esperança. Finalmente, vieram, foram aplicadas a toda a malta. Estávamos safos. Pouco depois, afinal para pouco serviam. Venha a segunda dose. Ainda os braços dos pacientes doíam da segunda picada, vai de dar-lhes a terceira, que a segunda não chegava. As máscaras, que segundo a dona Freitas, começaram por ser contraproducentes, depois passaram a indispensáveis, com a chuva de bactérias, vírus e outras porcarias expulsas pelos nossos pulmões a ser metidas neles outra vez. Muito saudável. E assim por diante. Assistimos à mutação brasileira, à britânica, à delta e a não sei mais quantas. Temos agora a omicron com acento no O, à revelia da fonética nacional. Esta veio da África do Sul. Há-de vir a das Filipinas, do Vanuatu e das Berlengas, entre outras.

A confusão é para alimentar e continuar, provavelmente até que estejamos todos meio patarecos da cabeça.

Talvez o ideal fosse esperar pela Primavera, como dantes. É só ver as curvas.

 

30.11.21       

QUE MAIS NOS IRÁ ACONTECER ?

O Rangel, no discurso de derrota, fez o que podia, ou sabia, para defender a união dos militantes à volta do vencedor. Ilusória sinceridade.

O Rio, no discurso de vitoria, teve duas frases que dizem tudo: “não prometi nada a niguém” e, logo a seguir: “mas não sou ingrato”. Mente na primeira e, à segunda, desmente-se a si próprio: os lugarzinhos lá estarão, não por nepotismo, claro, mas por gratidão. Fiquem os áulicos descansados.

Adiante disse que união sim, mas só para quem quiser, o que quer dizer que a “união” para os amigos. Os outros são descartáveis, ou estão descartados à partida. Não será o presidente de todos os filiados, mas só daqueles que o adularem, acéfalos e ignaros.

Está tudo dito, e confirmado. Como desde o primeiro dia, Rio só trabalhou para dividir o PSD em bons, os yesmen, e maus, que têm ideias. Quem tem ideias é dividionista, quem lhe obedecer como um cão, é óptimo. O debate acabou-se, o que o que o Rio promete é a sua imperial ditadura.

Não é estranho que todos os opinadores considerem que o PSD está dividido ao meio, talvez irremediavelmente.

O Costa e o Chega, grandes vencedores des eleições no PSD, abrem garrafas de champanhe. O Jerónomo, de vodka, a Catarina, de cachaça, até o PAN abre um frasquinho de sumo de groselha, fruto dos hectares da rotunda chefe.  

A honestidade do vencedor ficou demonstrada. Declarou que ia pensar no país em vez de se meter na campanha. Outra coisa não fez senão atacar o concorrente, e à bruta. Qual país, qual carapuça. E, sem surpreza, redeclarou vinte vezes que está às ordens do Costa.

O espantoso é que houve quem votasse nesta... não digo o quê.

Que mais nos irá acontecer, nas mãos de gente desta?

 

29.11.21

A ESCOLHA

As eleições no PSD, que o senhor Rio, farto de espernear contra elas, acabou por não conseguir evitar, resumem-se à escolha entre duas opções fundamentais. De um lado, a oposição ao PS (Rangel), do outro a declarada subserviência ao PS (Rio). Há um ditado que reza “quanto mais me bates mais gosto de ti”, o que parece ser, e é, deste, a filosofia de base.

Quem se propõe lutar por uma vitória nas urnas, propõe as suas ideias, defende-as, e ataca o adversário. Guarda as decisões, se for caso disso, para depois de conhecidos os resultados eleitorais. Quem desistiu de lutar, pede esmola antecipada, rebaixa-se e aos seus por uma remota hipótese de vir a comer as sobras do adversário, o qual fica desde já com a faca e o queijo na mão para, se lhe apetecer, o mandar às urtigas,.

Os militantes do PSD deviam ter consciência de que o seu partido só chegou ao poder quando, ferozmente, se opôs ao PS e à sua camarilha – Sá Carneiro, Cavaco, Passos Coelho. Não sei se Rangel conseguirá o mesmo mas, pelo menos, tem tudo para abrir caminho para tal. Rio é a derrota antecipada, de tal maneira a tem como confessado objectivo.   

Cercado, quase sem excepção, por nulidades intelectuais e políticas sem presente nem futuro, gente que não passa de ocos yesmen, Rio sente-se bem. Um abismo em relação a Rangel. Desgraçadamente, parece que, mesmo assim, terá hipóteses de ganhar. Para nós, a hipótese é a de, às mãos de Rio, continuarmos, firmes, a caminho do  abismo (mais um) em que o PS não deixará de nos precipitar.

 

26.11.21

DA NOVA CENSURA

A censura deixou de existir nos países democráticos, respeitadores dos direitos humanos, seguidores das inúmeras declarações, constituições, instituições, etc. sobre o assunto. De acordo. Não há censura oficial, nem lápis azuis, nem coronéis. Mas há outra censura, a do politicamente correcto, praticada pelos media com afinco, todos os dias. Quem discute o que “não se discute”, é descriminado. Science is settled (a negação da ciência), como no caso do covide, das alterações climáticas, das “políticas de género”, etc., é como se não existisse, não merece notícias, cale-se essa gentalha. O que não está determinado, imposto, apoiado, aceite por quem manda, pela nova moral, pela correcção, é condenado ao silêncio.

Diz-se, com razão, que, nas redes sociais, há toneladas de mentiras, de conspirações e de outras porcarias. Mas quem tiver sorte encontrará nelas verdades importantes escondidas pelos media e pelos governos .Um exemplo interessante é o das conferências de imprensa de vários deputados europeus, mentalmente saudáveis, que só nas redes sociais estão disponíveis.

A seguir um link ilustrativo do que acima digo:

https://www.youtube.com/watch?v=hq55vOwKpTM

Para quem tiver pachorra para ver e entender, concordando ou não.

 

26.11.21

TRUQUES

O nosso estimável governo, perante a indignação social causada pelos preços dos combustíveis, resolveu arranjar uma série de “soluções”, qual delas mais complicada, imaginativa e ao alcance de alguns, para dizer que está atento ao problema e que protege os interesses das pessoas e das empresas.

Parece óbvio que, sendo os impostos uns cinquenta por cento do preço, e crescendo em proporção, se o governo quisesse atender às aflições das pessoas, baixava os impostos. Mas não, os impostos ficam como estão. Quem quiser um descontinho, que vá à net à procura dele.

 Por outras palavras, para papalvo comer, e ficar agradecido, o governo dá uma de bonzinho, certo de que há quem ache muito bem. Sem tocar nas toneladas da carga fiscal que esmaga a sociedade, atira um rebuçado e bate palmas. Um truque digno de nota. Os parvos até gostam.

 

26.11.21

QUAL PROBLEMA?

Dizem os jornais que a saga dos registos está cada vez pior. Ninguém se entende, os funcionários reclamam que não têm dados que permitam emitir documentos, os utentes amontoam-se, não há nada para ninguém, uma inacreditável bagunça.

Interrogada sobre o assunto, a Senhora Ministra da Justiça, dona deste pelouro, declarou que não há problema nenhum.

Em matéria de solução de problemas, temos aqui uma importante novidade. O governo não disse que a culpa era do Passos Coelho, nem do covide, nem da falta de civismo dos utentes. Nada disso. Parabéns. Desta vez a senhora ministra encontrou a melhor de todas as soluções. O problema não existe. Se não existe, não se fala mais nisso, e todos ficam contentes. Brilhante, não acham?

 

29.11.21

GENEROSIDADE GOVERNAMENTAL

Eis uma pergunta que muita gente fará: porque é que o Estado, “preocupado” com a mossa que os preços dos combustíveis fazem à economia e ao bolso de cada um, arranjou uma série de catracas para “devolver” aos contribuintes o que lhe sacou na bomba de gasolina em vez de, simplesmente, cortar nos impostos que levam para os bolsos públicos metade do que foi pago e que crescem na proporção do aumento de preços?

A “explicação” é esta: os espertalhões do governo põem as coisas de pernas para o ar. Por um lado, não tocam nos monumentais impostos mas, para parecer bonzinhos, põem o pessoal em luta com sites feitos à la “manière”, devolvem uns tostões a quem tem para tal pachorra ou necessidade, e ficam com os repectivos louros. São os bons, os compreensivos, os que merecem gratidão.

Se gosta de ser enganado, agradeça.

 

25.11.21

BRINCADEIRAS EUROPEIAS

Na Madeira, há uma “zona franca”. Convém que haja? Não sei, mas à Madeira não há dúvida que convém. Se convém à Madeira, se calhar convém ao país. É legal, dá bons resultados, não faz mal a ninguém. Há quem, com boas razões, se oponha à existência destes mini-paraísos fiscais. Mas não parece que seja a Portugal que compita acabar com eles enquanto não forem banidos por todos.

Vem isto a propósito da censura da UE se ter abatido sobre o caso. Não o caso da existência da zona franca, mas o de as finanças portuguesas, ao que parece, terem usado critérios fiscais “generosos” no cálculo do IRC. As empresas apresentaram as suas declarações, as finanças aprovaram-nas, e foi tudo.

Não discuto a legitimidade ou a veracidade das declarações. Mas sei (dizem os jornais) que foram aceites por quem de direito. Vem a gora a UE exigir que o Estado Português caia em cima das empresas, culpando-as e obrigando-as a pagar milhões. Parece que o culpado é o Estado, que, bem sabemos e sentimos no bolso, em matéria de impostos não é meigo. Se se enganou, ou se não seguiu à risca os altos mandos de Bruxelas, de quem é a culpa, do Estado ou das empresas? O Estado não se enganou, aplicou extensivamente os critérios legais, porque convém ao Estado não dar cabo da ZFM.

E agora são as empresas que têm que devolver (ao Estado!) os dinheiros que o Estado não quis, nem quer,  receber?

Se a UE quer acabar com as ZF, pois que o faça, mas a todas ao mesmo tempo. Andar a destruir aquelas de que beneficiam os mais fracos é que não parece legítimo. O que parece é que alguém, na UE, anda a brincar connosco.

 

23.11.21   

OS NEGACIONISTAS

Os chamados negacionistas serão mesmo gente? A pergunta é legítima, mas tem razão de ser. Se existem, não são gente, são outra coisa, inimigos, idiotas, fascistas, ignorantes e demais mimos da cartilha em vigor.

Podem ser vistos na net. Há muita ignorância na net, é verdade. Mas serão todos os negacionistas umas bestas? Conheço vários que o não são. Pelo contrário, são cidadãos que têm as suas razões e as defendem com argumentos inteligentes.

A pergunta é: porque é que só têm presença na net? Na net vale tudo, o responsável e o irresponsável, quem é sério, inteligente, responsável, legitimamente preocupado e informado,  vale tanto na net como o catastrofista, conspiracionista, idiota ou desordeiro, sem distinção ou contraditório?

Alguém já viu um negacionista na TV? Alguém já leu, na imprensa, assinado, um artigo negacionista? Os negacionistas com pés e cabeça não têm direito à opinião a não ser enquanto objecto de insultos, estes com palco e fartura de loas. Não existem enquanto pessoas pensantes e cidadãos de pleno direito? Será que só se podem manifestar na rua ou em desordens e vandalismos, cortadas que lhes foram vias legítimas de pôr a suas ideias à discussão pública?

Será que há censura, social, oficial eprofissional? Há. Os negacionistas não têm o direito de existir, de se pronunciar, de dar a cara?

É um caso cada vez mais generalizado, e não tem só a ver com as políticas ditas sanitárias. O mundo em geral - e o nosso mundinho em particuar - tendem perigosamente a estabelecer verdades únicas, totais, irrespondíveis, obrigatórias, e a reger-se por elas. O direito ao contraditório, à discordância legítima e pacífica, está moribundo. O políticamente correcto tomou o lugar da liberdade de pensamento e de expressão. No caso do covide como em muitos outros. A verdade e o direito passaram a ter sentido único, a condenar a divergência e, com ela, os divergentes.

Science is settled, é a frase da moda. Se está settled, não se pode discutir. É negação da ciência, da dúvida metódica, do direito ao debate. Quem não for adepto das verdades do politicamente correcto, ou não existe, ou não devia existir. Está a mais.

 

2.11.21

CARRIS SOCIALISTAS

O estapafúrdio ministro dos combóios (e da TAP e de mais uma data de desgraças) viu hoje publicada uma parte do resultado da sua obra:

Dos jornais:

“Apresentado em 2016, o programa de investimentos na ferrovia tem vindo a derrapar em todos os seus projectos e não será integralmente cumprido em 2023, prazo limite para a obtenção dos fundos comunitários a que se candidatou”.

Temos sido bombardeados com declarações e mais declarações do senhor Pedro Nuno Santos (do PS, do Be, ou dos dois?) sobre as maravilhas dos seus projectos ferroviários. No entanto, valha a verdade: modernização da linha da Cascais, viste-la; MetroBus de Coimbra, não se sabe; linha do Douro, nem pensar; Torres-Caldas, zero; Tunes-Lagos; talvez em 2023; linha da Beira Alta, prometida para 2019, talvez veja obras em 2023; Évora-Elvas, uma miragem; dos 117 combóios a comprar, está tudo parado.

Há mais, muito mais, mas para quê? O ministro PS/BE diz que até vai trecrutar 380 novos trabalhadores/eleitores mas, coitadinho, por culpa do chumbo do OE, tem pouca margem, ou seja, passada à história das aldrabices da esquerda a "culpa" do Passos Coelho, agora a "culpa" é do OE e de quem o chumbou. Do PS  é que não, que o PS nunca foi culpado de coisa nenhuma, ainda menos responsável seja pelo que for.

Lembrem-se disto na hora de votar.

 

18.11.21

PALAVRA DE RIO

Rio veio dizer que à plebe não vai discutir nada com o seu adversário Rangel, uma vez que está ocupado com mais altos assuntos, a pensar nas eleições nacionais, não nas internas. Notável. Notabilíssimo político, a pensar em nós sem perder tempo com críticas ao adversário interno. Rio, agora - só agora - quer opor-se a Costa, não ao Rangel.

Houve quem acreditasse em tão nobres intenções. Tratava-se de um virar de página, como soe dizer-se. Após seis longos anos a dar ao Costa todas as abébias de que Costa precisava, o inigualável Rio descobriu que era chefe do maior partido da oposição! Acordou tarde, ou tarde piou? Não se sabe.

Descansem os crentes. No dia seguinte a tão notáveis declarações, Rio veio dizer o contrário, ou seja, voltou a atacar o Rangel, o qual “não está preparado para ser primeiro-ministro”, entre outros mimos.

Mais uma vez, Rio veio imitar o seu guru Costa, pelo menos no que se refere ao cumprimento da “palavra honrada”. Esperou só umas horas para desonrar a palavra.

À atenção dos eleitores do PSD.

 

11.11.21

DA FILOSOFIA DO MEDO

Não importa se é verdade (o que se diz sobre as alterações climáticas), só interessa o que o povo acreditar ser verdade.

Paul Watson, co-fundador do Greenpeace

Temos que cavalgar este assunto do aquecimento global. Mesmo que a teoria do aquecimento global esteja errada, estaremos a fazer o que é certo em termos de política económica e ambiental.

Timothy Wirth, presidente da UN Foundation

Alguns colegas que partilham muitas das dúvidas (sobre as alterações climáticas) sustentam que a única forma de mudar a nossa sociedade é assustar as pessoas com a possibilidade de uma catástrofe, e por isso está certo e é mesmo necessário que os cientistas exagerem. Eles dizem-me que acreditar como eu em opiniões abertas e honestas é ingénuo.

Daniel Botkin, ex-presidente dos Estudos Ambientais da Universidade da Califórnia em Santa Barbara

*

Está tudo dito, não é? As afirmações bombásticas sobre o clima não têm nada a ver com a verdade, mas com o objectivo de quem as faz, que é mudar as sociedades humanas no sentido que querem. Qual? Não sei o que seja, só sei que será via medo, ameaças, e ruína mental das crianças de hoje e do seu futuro. Para tal, tudo serve, a verdade é uma batata.

*

A inacção causará,... na viragem do século (2000), uma catástrofe ecológica que se exprimirá numa devastação tão completa e irreversível como uma catástrofe nuclear.

Mustafa Tolba ex-director executivo do programa das Nações Unidas para o ambiente, em 1982

Qual devastação, qual catástrofe, qual 2000?

Dentro de poucos anos a queda de neve (no Reino Unido) tornar-se-á ou muito rara ou deixará de existir. As crianças deixarão de saber, sequer, o que é a neve.

David Viner, cientista investigador senior, em 2000

Por volta de 2020 as cidades europeias mergulharão em mares que subiram, e a Grã-Bretanha estará a braços com clima siberiano.

Mark Tousend e Pail Harris, citando um relatório do Pentágono no “Guardian”, em 2004  

Um diz que vai ser quente, outro frio. Gente séria! Indesmentíveis cientistas!

*

Dirão os crentes na virgem Greta & Cª que o IRRITADO é, pelo menos, uma besta. O IRRITADO agradece e responde como o PC: a luta continua.

 

8.11.21

CDS, DO TÁXI À TROTINETE

O que segue foi mais ou menos assim:

Há muitos anos (1985?), o CDS, chefiado por Lucas Pires, ficou “só” com 15 deputados. Lucas Pires demitiu-se por achar pouco. Na campanha eleitoral, Lucas Pires defendia ideias liberais. Adriano Moreira, seu número dois na lista (ou número um em Lisboa?), fazia campanha contra “esses senhores que andam para aí a defender o liberalismo”. Tornou-se líder do partido. O grupo parlamentar dividiu-se entre piristas, adrianistas, freitistas e não sei se mais. Lembro-me de um tipo que eu conhecia (já falecido), ferrenho adrianaista que, quando lhe chamei a atenção para o estado a que o partido tinha sido levado, me disse (nunca esqueci) “antes nós e poucos que eles e muitos”. Na eleição seguinte, sob as ordens de Adriano Moreira, o CDS transformou-se no célebre “partido do táxi”, com quatro deputados (ou 5?). Belo resultado do adrianismo anti-liberal.

A actual situação do partido fez-me lembrar estes episódios, os quais, guardadas as devidas distâncias, têm o seu quê de semelhante. Chefiado por um ridículo rapazola, muito ocupado em guerrilhas e cioso do seu lugar e do seu vazio (Adriano, ao menos, tinha ideias), dividiu o CDS em não sei quantas fracções e prepara-se para reeditar o slogan “antes nós e poucos que eles e muitos”. A história repete-se, com outros actores. A diferença é que, com Adriano, ainda conseguiram um táxi. Com este, ou muito me angano, ou nem uma trotinete.

É pena.

 

8.11.21

A QUEM SAIBA

Agradeço a quem saiba que me explique.

As “autoridades” estão a vacinar os velhotes com a terceira dose do covide. Simultaneamente, espetam-lhes a vacina da gripe. Muito bem! Ou muito mal: se você, caro colega, disser que levou a vacina da gripe ontem, correm consigo. Só  daqui a duas semanas, decreta o polícia. E você não leva nem uma nem outra. Esperou duas horas na bicha dos velhinhos (“casa aberta”, dizem eles) e levou com os pés. Daqui a 15 dias, volta, sem marcação, dizem eles. Lá estarão mais dois mil velhos ao frio, ao sol, ou à chuva. E é se quiser. É facultativo.

Já não há quem não tenha saudades do almirante. Mas o tipo anda ocupado em entrevistas, conferências e sessões fotográficas, refulgente farda branca. E cá estamos nós, outra vez nos braços da DGS.  

Aguenta, ó palerma, ninguém te manda estar vivo.     

 

8.11.21

BANHA DA COBRA

Há uma promessa de Costa de que RIO se esqueceu. Ou não. Dizia aquele que no dia em que precisasse do PSD para aprovar um orçamento se demitia.

Se as promessas do Costa (a sua célebre “palavra honrada”) valessem um caracol, mais não restaria ao Rio que deixar passar o orçamento, livrando-nos do mal. Não se lembrou disso, ou teve medo. Ou ainda, provavelmente, acredita tanto como eu nas promessas do Costa, aldrabão que faz inveja ao homem da banha da cobra.

De qualquer maneira, isto é chover no molhado, mas não esquece.

 

8.11.21

GLASGOW, A AMEAÇA

Está o nosso mundo mergulhado no mais inacreditável alarmismo de que há memória.  Pelas ruas de Glasgow, e não só, pululam multidões aflitas com as mudanças climáticas, o CO2, os males do capitalismo, o medo da hecatombe planetária e outras ameaças. Tais aflições resultam na paragem do cescimento, na progressiva ruína economica, e noutras consequências, como no trabalho e na produtividade, coisas realmente importantes para acabar com a miséria e a fome; estes últimos males foram os que conheceram evidentes decréscimos ao longo das últimas décadas e são hoje vítimas inocentes do alarmismo apocalíptico em vigor.

Um exemplo: as energias renováveis. Hoje, gastos já triliões de dólares em moinhos de vento e quintas solares, a percentagem de tais caríssimas e fraquíssimas energias é de 0,4% do consumo mundial, sendo que a IEA (International Energy Agency) estima que, lá para 2040, tais energias produzirão, gastos mais uns vastos triliões, cerca de 2,2% do total. Entretanto, como acontece em Portugal, montanhas são ocupadas com moinhos que dão cabo da paisagem e das aves e que custam o que custam, sendo o resultado o aumento brutal dos preços ao consumidor: e, se considerarmos a ocupação de terras produtivas com centenas ou milhares de hectares cobertos de painéis solares, o resultado para o consumidor é o mesmo, ou pior. Acresce que estas energias são de fraca produção, o que está técnica e financeiramente comprovado. Mais acresce que são intermitentes, implicando a existência de centrais térmicas, estas obrigadas a involuntária intermitência oposta, com custos acrescidos em relação ao normal. Isto, ao mesmo tempo que se bane a mais produtiva e limpa forma de produção de energia: a nuclear.

É assim que a humanidade, ou poderosíssima parte dela, à pala de ameaças “estimadas” a esmo  por computadores (cada “cabeça” sua sentença), se vai aruinando a uma velocidade, essa sim, alarmante.

Outro exemplo. Se atendermos às estatísticas das últimas décadas, dificilmente (ou só com muito “boa vontade...”) será possível concluir que os desastres naturais ultimamente ocorridos provam que a evolução climática é a causa de um aumento substancial de tais ocorrências. Mas, mesmo que tal fosse verdade, será que o simples declínio do consumo de energias fósseis acabará com a evolução, dita negativa, do clima? Não será, pergunto, que se trata de uma conclusão simplista, dado que não é possível, para além do imediatismo da meteorologia, prever com um mínimo de segurança a evolução do clima no planeta?

Como as boas notícias não vendem, a informação pública escolhe as más. Não há nada a fazer. As múltiplas previsões de múltiplos cientistas que afirmam que a situação não é, pelo menos, tão má como a pintam, não interessam aos media. Interessam-lhe as parangonas das Gretas&Ca, que seriam só risíveis se não fossem perigosas, a fim de arrastar multidões e vender jornais.  O bom senso morreu, e quem não comer do prato do terror é ngacionista, fascista e outras bojardas da moda.

Haja quem resista, a bem da humanidade, da paz, da economia e da inteligência, coisas criminosamente espezinhadas em Glasgow.

2.11.21

O CORDEIRO E O LOBO

 

Temos assistido de boca aberta à ausência de oposição à geringonça protagonizada por essa desgraça que aconteceu ao PSD chamada Rui Rio. Como manso cordeirinho, Rio foi acompanhando as tropelias e as pantominas do Costa com uma postura atenciosa e colaborante, tudo lhe perdoando sem uma palavra e quase tudo apoiando com os seus votos no parlamento. Estupefacto, o país foi amolecendo, ciente de que, não havendo oposição, a geringonça se manteria ad aeternum. Para quê resistir se aquele a quem mais competia fazê-lo estava em permanente falta de comparência?

Assim passaram seis anos.

Eis senão quando, o cordeiro se transforma em lobo. Porquê? Descobriu, finalmente, a sua função? Nem pensar. A transformação ficou a dever-se a meras razões pessoais, mascaradas de “defesa da democracia”, “interesse nacional” e outras coisas sérias transformadas em desonestas e mentirosas patacoadas. Ameaçado o seu poder no partido, assustado com a oportunidade estatutária para a expressão eleitoral de uma tomada de consciência dos filiados, bate-se contra um adversário legítimo em eleições legítimas, e antevê o seu consulado condenado a um fim pelo menos inglório. Defendendo o lugarzinho, usou e usa o que for preciso, esperneia, insulta, grita disparates, arrisca tudo, diz e faz o que pode para arruinar as hipóteses do adversário, faz declarações bombásticas, ataca o Presidente da República, o que lhe convier e lhe der na cabeça. Os escrúpulos, a democracia interna, tudo para o caixote do lixo. Ele, Rio, é coisa mais alta. O que tem medo de perder nas urnas, quer ganhar na secretaria. Ao ponto de, se perder para o adversário, querer guardar o poder de lhe cortar as pernas, dando cabo dele, do partido e do (nosso) futuro.

As fauces do lobo abriram-se, o cordeiro morreu. O adversário do lobo é o PSD, nunca foi, nem será, nem o PS ou a geringonça. Nem a esquerda, que é o que o Rio, como diz, traz no coração.

 

1.11.21

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