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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TUDO À BATATADA

O espantoso PNS, um bronco, depois de ter posto os ministros alemães de joelhos com a terrível ameaça de não pagar a dívida, depois de ter anunciado um aeroporto no Montijo sem mais nem menos, depois de não ter feito as obras que prometeu, etc., resolveu tirar o cavalinho da chuva e deixar o Medina a braços com as culpas das broncas da dona Alexandra– que são dos dois fifty fifty – e dar à sola no momento oportuno.

As hostes eriçam-se. Dona Alexandra, a outra, alta figura da luta contra tudo a que cheire a privado, já veio prestar pública homenagem ao grande homem. Dona Ana veio a correr fazer o mesmo. Dona Catarina ainda não deu públicas largas ao seu contentamento porque, de momento, não lhe convirá. O PC aguarda ansioso por nova geringonça.

Objectivo comum a supracitadas senhoras e a alguns senhores: demolir o Medina, deixá-lo sózinho a contas com a fogueira enquanto o outro vai a banhos para o Parlamento, a fim de preparar a sucessão.

Aplicando uma máxima urinária dir-se-ia que quando sai um português saem logo dois ou três. Mas o chefe, totalmente esbambeado, já não tem autoridade para correr com os dois, ou seja, para fazer justiça, governar, existir.

O Presidente faz surf – uma especialidade em que é exímio – nesta onda. Vai dizendo umas inanidades, e espera que a onda passe. Outras virão para o fazer “brilhar”.

Afinal, o que se passou? Na TAP parece que havia dois galos na mesma capoeira (galinhas, por acaso), e a coisa fez faísca. Dona Alexandra optou por tratar da vidinha e acabou por ir para casa com quinhentos mil. Tudo normal, se o accionista não fosse o Estado e se o Estado não fosse tutelado por esta gente. Aflito com o desemprego da senhora, o PNS arranjou-lhe um tachito à la manière. Tudo normalíssimo. Vai daí, o Medina achou que a compensação não chegava, e meteu-a no governo. Ainda mais normal, não é? Rebentada a escandaleira, um não sabia de nada, outro de nada sabia. É o que, na linguagem do PS, se chama “coordenação governamental”.

Onde está o mal? Ao certo ninguém sabe. Ninguém sabe o que é a TAP. Uma empresa pública com gestão privada, uma empresa privada com gestão pública? Outra coisa qualquer? Os juristas farão os seus pareceres, os comentadores também, uma pessegada sem fim. É o costume, dir-se-á.

No PS, o pessoal começa a esgadanhar-se, estão fartos do Costa e as alternativas são o que são: miseráveis, como o caso da dona Alexandra mostra à saciedade.

É a isto que estamos entregues. Linda maneira de acabar o ano.

 

30.12.22

DA MONUMENTAL PESSEGADA

Uma coisa é certa. A história maluca da Alexandra Reis vem, mais uma vez, pôr em evidência o total desnorte do governo. As pessoas já não sabem quantos e quais membros já abandonaram o barco, quantas polémicas, quantas culpas e desculpas, quantas demissões, abandonos, fugas, manguitos, etc., quantos ministros odeiam quantos ministros, secretários de Estado, directores gerais, quantos estão na calha para sair. As pessoas perguntam- se se ainda há governo ou alguma vez o houve.

Tudo normal para quem vê a utilização que o senhor Costa deu à maioria absoluta. Achou-se poderosíssimo, deu entreviatas a chamar nomes aos adversários, passou inúmeros dilúvios sem se molhar, aturou com um sorriso alvar todas as críticas, produziu discursos mentirosos, tomou medidas ridículas a dizer-se salvador do povo. Queira ou não aceitar, à excepção dos servos, está totalmente desacreditado.

Interessante é que há berros a exigir a saída destes e daqueles, mas não há quem exija a única demissão que faria sentido e poderia fazer-nos sair da monumental bagunça instalada no poder: a do primeiro-ministro.

Interessante é ver a (não)reacção do Presidente, desdobrado que anda, como sempre, em declarações, ou inúteis ou contraproducentes. Interessante, como alguém já referiu, é o abismo da diferença entre Rebelo de Sousa e Sampaio. Este, perante um governo cujas polémicas ficavam a milhas das actuais, como não podia demitir um Primeiro-ministro com maioria parlamentar, catrapumba, dissolveu o parlamento. É certo que foi fiel à sua gente. Esperou calmamente que a esquerda (PS e PC) elegesse novos líderes, se estabilizasse, e deu-lhe o poder. Rebelo de Sousa, esse, está calado como um rato, a proteger a bagunça. Nunca foi fiel à sua gente. Limita-se a assistir e, se calhar, a gostar do que vê.

Não vou ao ponto de defender que dissolvesse o parlamento, coisa quase ditatorial. Mas poderia fazer saber que o governo e o seu chefe estão em posição insustentável, sugerindo a sua geral recomposição e indigitando um novo primeiro-ministro. Poderia indignar-se perante a situação de descalabro em que vivemos. Poderia afirmar a inaceitabilidade do que se passa. Poderia ser Presidente e não comentador privilegiado.

Gostava de acreditar que (ainda) há no PS um ou outro politico merecedor de alguma confiança. Se os há, estão escondidos, ou submergidos nas mesnadas de esquerdoides e oportunistas que por lá pululam, sem outras ideias que não sejam ruinosas para todos, e cheios de saudades da geringonça.

Enfim, de qualquer maneira o futuro é negro, e a palhaçada vai continuar. Não é?

 

29.12.22

POBRE COSTA

O IRRITADO vem dar conta das suas preocupações sobre os acontecimentos que vêm atingido o infeliz Costa.

Cada cavadela cada minhoca. Não têm conta, as minhocas. Os portugueses, uns maldizentes, não calam aleivosias da pior natureza e são peritos em tirar minhocas do esconderijo. O pobre Costa não tem mãos a medir. Bem diz que isto está tudo nos conformes, que não há problemas na Nação que ele conduz tanta doçura e carinho. Não lhe chega o tempo para demitir ministros e secretários, quer pô-los a dizer coisas boas, bem coordenadas, bem vigiadas por ele. Depois, há o terrivel problema da garagem, local onde vivia tão feliz e as chuvas inundaram. E o Moedas que não lhe telefonou a dar os pêsames, a dizer que a culpa era do clima, do aquecimento global – coisa tão má que até há americanos a morrer de frio só para chatear as autoridades.

A dona não sei quantas, muito conhecida lá em casa, mete quinhentos mil no colchão, diz que a demitiram, mas parece que se demitiu para ir sacrificar-se no governo, é tudo mentira e tudo verdade, ninguém sabe e, convenhamos, ninguém tem nada a ver com verdades e mentiras. E Costa sofre. Ele que, com tanta generosidade, tinha dado, no governo, abrigo a uma pobre desempregada, em vez de elogiado é atacado.

Já não bastava o grande amigo que tinha dado uns míseros trezentos mil a outro amigo, tudo amizades puras e desinteressadas como acontecia antigamente em Paris com o mais amigo de todos .

E a TAP? A TAP que, sob a sábia orientação do mui sagaz Pedro N. Santos, atravessa gloriosos tempos, nacionalizada, nossa, merecedora de tantos milhões, e ninguém a elogia! O malandro do Passos privatizou a coisa e tu, patriota, nacionalizaste-a, deste cinquenta milhões ao americano, puseste lá o PNS mais uns milhares de milhões para salvar a coisa, e agora dizem mal porque andas à procura de quem caia em comprá-la, um gajo qualquer, talvez o emir do Catar, e os cidadãos teus protegidos dizem mal, não acreditam na genialidade do PNS, não veem que está tudo a correr pelo melhor, caminhos de ferro aos pontapés, pontes, estradas...  Que horror, que azar, que injustiça!

E o Pinho, e a Isabel dos Santos, gente tão amada pelos teus governos, agora tão maltratados... ai Costa, tanta infelicidade!

Eu sei que, num momento em que a sanha persecutória te acabrunhava, deste o teu brado de indignação numa revista qualquer. Irritaste-te, teceste judiciosas, entusiásticas e ferozes críticas aos teus algozes, quase insultos, disseste de tua justa justiça. Agora chamam-te aprendiz de ditador, dizem que te comparas ao Rei Louis, ou ao Marquês de Pombal, que queres ser o dono de nós todos.

No fundo, penso eu - desculpa voltar à carga - a gota de água que fez entornar-se-te o copo da indignação foi a falta do telefonema do Moedas por causa da garagem a que chamaste casa, isto sem saber que o teu carro estava sêco como uma folha no Outono.

A maledicência não pára. O país dos brandos costumes acabou, como sabes, às mãos do Passos Coelho. É por isso que és tão maltratado, é por isso que já não aceitam que a culpa dos teus males seja dele. Tu, que deste nova face à austeridade de modo a que não notassem ou percebessem que há austeridade boa e austeridade má, tu que tanto fizeste para denunciar a política de redução do défice que o teu amigo Sócrates nos deixou, agora és acusado de fazer o mesmo! Ninguém quer perceber a diferença. Burros! Tu, que acusavas o Passos de exportar portugueses, agora exportas mais do que ele, e ninguém quer perceber que as tuas exportações são mais qualificadas que as dele.

Não sei se ainda terás algum adepto que, cegamente ou de olhos abertos, creia em ti. É certo que para isso podes contar com o sempre fiel Presidente. Não é pouco, mas talvez não chegue. Põe-te a pau.

 

27.12.22

QUE RAIO É ISTO?

Não percebo nada de futebol, mas gosto de ver alguns jogos, na televisão como é óbvio. Do que não gosto mesmo nada é da matilha de professores doutores que ocupam horas e horas nos canais da TV a expender as suas chatíssimas opiniões. Devia haver um canal especial para que tal se espraiasse, que visse quem gostasseem vez obrigar o IRRITADO  a ouvi-los e vê-los a toda a hora.

Vejamos: a nossa equipa presente no mundial foi “escolhida” entre muito mais de cem para lá estar, com mais 31. Das 32, ficou a fazer parte das melhores 8. É mau? Não acho. Perdeu um jogo contra uma equipa especialista em sarrafadas, jogando cobardemente à defesa e a quem foram ignorados dois "penaltis”, um que pode suscitar dúvidas outro mais que evidente.

Parece-me que a reacção deveria ser de bem merecidos elogios, e de pena pelo azar. Mas não. Os professores doutores e as primeiras páginas estão pejadas de criticas, que o seleccionador deve ir para casa, que o Ronaldo afinal não presta, está velho, que devia ter jogado ou ficado de fora, que isto que aquilo e que aqueloutro. E o árbitro que, em boa parte, determinou o resultado? Não merece comentários, nem críticas, nem nada?

Que diabo, ter ficado entre o oito melhores do mundo é alguma vergonha? Não ter sido primeiro é crime? A Pátria fica ofendida? Ou será um caso de crueldade mental congénita aplicada a quem mereceria elogios, isto num país que deixa passar porcarias sem um grito de revolta, que come o que lhe dão sem dar porque está a ser, diariamente, enganado?

Haverá quem perceba?

 

15.12.22

ABAIXO DE CÃO

Ontem, fui ao supermercado. Duas fulanas, lá dentro, abordaram-me. Queriam comida para animais, no mesmo esquema do Banco Alimentar. Mandei-as àquela parte.

Quais os “valores” que animavam tais e tão animalescas criaturas? Seriam pagas pelo Pingo doce para aliviar os stoks de petiscos para quadrúpedes? Seriam actrizes numa cruzada piadética contra as pessoas necessitadas de comida? Seriam agentes da anafada do PAN? Estariam por conta da Câmara? Seriam só doidas? Ou tinham uma loja de comida animal e estavam com falta de produtos?

Com certeza haverá outras hipóteses, todas elas ofensivas para quem tem fome.

Quem autorizou tal coisa?

O pior, meus senhores, é que, por trás, as bruxas tinham uma gaiola onde amontoavam alguns produtos já doados pela populaça. Não muitos, felizmente.

Declaração de interesse: gosto de cães, de gatos não tanto.

 

12.12.22

O “ZÉ”

Fiquei abismado, mas não surpreendido, com a arenga do “Zé” (Sá Fernandes) na televisão, sobre o problema das cheias.

Lembro os leitores sobre a natureza deste senhor. Chegou a vereador em Lisboa, em nome do Bloco de Esquerda, no tempo da “pré-geringonça” do Costa. Depois, saíu do BE e ingressou, julgo que como “independente”, nas hostes socialistas. Da sua triste celebridade constam centenas de milhões que a CML teve que pagar pelas suas iniciativas, pelas “acções populares”, pelas perseguições sem peias que levou a cabo contra o túnel do Marquês, pela desgraça do Parque Mayer e de Entrecampos...

Agora, vem gabar-se, da “sua” obra acerca dos túneis de gestão das cheias anunciados pelo Moedas. Ele, o Zé, fez tudo, tudo (menos a obra), estudou, planeou, investigou, consultou, etc., estava tudo pronto.

“Esqueceu-se” que a ideia e o projecto foram iniciativa de Carmona Rodrigues, senhor que ele e seus sequazes perseguiram, acusaram de crimes vários, senhor que foi réu anos e anos nos tribunais, por causa do Zé. Como é natural, Carmona acabou absolvido e louvado, mas o tempo que perdeu e as chatices que sofreu não são recuperáveis. Os milhões dos nossos impostos que a CML perdeu também não.

E o Zé vem gabar-se na televisão como autor daquilo que não fez: andou anos nos cadeirões da CML, e a obra, nem vê-la nem falar dela.

Mas tem desculpa. Gabar-se do que não faz ou do que os outros fizeram ou fazem é o dia-a-dia do poder socialista e da “moral republicana”.

 

11.12.22

AGENDAS MORTÍFERAS

Andamos entretidos desde há anos com a história peregrina da eutanásia. É a maneira de a Catarina Martins et alia continuarem a sangrar-nos os ouvidos com as chamadas “causas” fracturantes, ou seja, com causas que não são causas, são martingalas para distrair e ter interminável tempo de antena. Fazem lembrar a “causa” climática do senhor Guterres, que nos chama suicidas sem pudor nem QI que se veja. Fazem lembrar a “causa do hidrogénio verde” – verde uma ova - do Galamba, divertimento que nos vai custar os olhos da cara e servir de “experiência” para a gente que, lá por fora, nos aplude, contente por lhe servirmos de cobaia. Distracções destinadas a ignaros.

O importante cá para o blog, já que a coisa (a eutanásia) parece não ter remédio, e antes que digam que o IRRITADO foge à questão, vem o dito dizer o que pensa, e que é extremamamente simples. A eutanásia não tem a ver com o direito de morrer. Tem, sim, a ver com o direito de matar, e de ganhar uns tostões com a coisa.

Dizia-me alguém: queres morrer, mata-te. Não pagues a um assassino para tratar do assunto. No caso, já que a eutanásia está reservada a quem ainda pode querer alguma coisa, é a esse alguém, sem intermediários a soldo, que compete tratar do assunto.

E pronto.

 

9.12.22

ATÉ QUANDO?

Se fizéssemos o mesmo (renováveis intermitentes), e ao mesmo tempo instalássemos 4 reactores nucleares semelhantes aos dos Emiratos, teríamos um sistema energético totalmente autónomo e com preços de energia previsíveis e dos mais baixos do Mundo! Este é o grande desafio da próxima década!

https://www.facebook.com/psampaionunes/posts/pfbid02Xxh8WPfCCwvn2UhozaRzGNPGZi5vKvbHJCowMWFAF3MFaxgSdF1oscPmLYQdN5xWl?from_close_friend=1

Há uns vinte anos, vivi três em Paris. A minha conta da electricidade era, surpreendentemente, muito mais acessível do que a de Lisboa. Nessa altura, não me preocupei muito em saber porquê. Depois, vim a saber que os preços da EDF eram o que eram porque a França tinha largas dezenas de centrais nucleares. Nós vivíamos no terror do nuclear (fora da agenda, como dizia esse génio chamado Pinto de Sousa, ou Sócrates, para os ignaros).

A situação mantem-se. O governo ignora, os partidos ignoram, os media ignoram, o os ecologistas não saem da cepa torta, antes pelo contrário, o povo, pudera!, mantém-se na ignorância, (des)informado por esta cáfila.

Hoje, grosso modo, pode afirmar-se que os preços da electricidade variam de país para país em função da produção nuclear de cada um. A União Europeia acabou por reconhecer que o nuclear é limpo, fiável, mais constante que qualquer outra fonte, mais “verde” e mais barato para o consumidor final. A tecnologia tem avançado, até a célebre questão dos lixos se encontra no bom caminho.

Para Portugal, o nuclear continua fora da agenda. Gastam-se milhares de milhões em intermitências várias. Segundo o poder, a salvação está no hidrogénio, coisa de que pouco se sabe e gasta brutalidades de energia “verde”, a qual talvez venha a ocupar vastos kilómetros quadrados e a dar cabo de inúmeras espécies, entre outras “benesses”. Ninguém sabe qual será o resultado final de tal política, o que se sabe é que se trata de uma experiência caríssima, fora do alcance da nossa endémica pobreza.

Na citação acima, o erro é dizer que é um desafio para a próxime década. Não é, ou seja, seria para já, se houvesse inteligência política em vez de demagogia eco-badalhoca e ausência de sentido de futuro.

Aqui temos, sim, um bom desafio, por exemplo, para o Montenegro, se ele tiver, ou tivesse, a coragem de remar contra a maré da estupidez há décadas instilada na cabeça das pessoas. A prazo, acredito que seria uma ideia útil, séria e triunfante.

Mas a política em Portugal faz-se de casos e casinhos, de faits divers e de polémicas sem sentido nem futuro. Usque ad?

 

6.12.220  

É FARTAR, VILANAGEM!

Em seis meses, foram aplicadas, em Lisboa, mais de 230.000 multas por excesso de velocidade.

Um conselho ao Engenheiro Moedas: se quer ainda mais dinheiro, diminua a velocidade admitida. Será um fartote. Talvez o melhor seja, por exemplo na Av. Lusíada, passar a velocidade máxima para os 20Km à hora, o que tornaria tal avenida inútil, proporcionando a construção de mais uns prédios. Alargando o critério, poderia o Presidente, em reunião camarária, propor acabar com todas as vias rápidas, libertando mais uns hectares e quadruplicando a receita em multas. Genial, não é? A oposição ecodoida não deixaria de apoiar, pois haveria poupança no que respeita às emissões de CO2. A la limite, no espaço de dois ou três anos acabava-se com os automóveis e, na falta de transportes públicos, os lisboetas passavam a andar a pé, o que muito contribuiria para a saúde pública. E, porque não, a semana de trabalho passava para dois simbólicos dias, diminuindo drasticamente as deslocações casa-trabalho. O caso das bicicletas e das trotinetas também seria de considerar, uma vez que os esforços a pedalar ou a escoucear podem induzir a produção de traques que, como no caso da vacas, produzirão indesejáveis emissões, colocando em risco as metas de Paris.

Será difícil vencer a resistência dos prevaricadores a este tipo de política, uma vez que são uns viciados capazes de andar a 55KMm à hora nas vias rápidas. Merecem ser multados, perseguidos, acusados mas não presos, porque as cadeias já estão sobrelotadas. Ai deles! Com mais uns toques no código penal, passariam a criminosos e contumazes, sendo de considerar uns bons campos de concentração, ainda que sem câmaras de gás, pelo menos para já.

O catastrófico cenário do IRRITADO não é tão improvável como estão a pensar. Estas, ou outras hipóteses no mesmo sentido, são de considerar, para consolo e financiamento das “autoridades”. É uma questão de tempo. Tudo se pode esperar quando se entra por estes caminhos.

Um bocadinho de bom senso e, porque não dizê-lo, de inteligência e de respeito pelos cidadãos, poderia minimizar estas loucuras. Mas vão lá dizer isso ao PAN, aos ecodoidos, aos meninos narigudos e a outras criaturas da moda, como, pelos vistos, o Engº Moedas.

 

1.12.22

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