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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

BARRACAS

Já lá vai um ror de anos, um conhecido meu, quadro da administração pública de um PALOP, veio ter comigo para fazer um pedido. A minha mulher, disse, que é professora do liceu lá na terra, foi seleccionada para vir para Lisboa fazer um curso de aperfeiçoamento profissional (ou coisa do género) contando ficar por cá uns dois anos. Parabéns, respondi. E ele continuou: queria pedir-lhe o favor de me emprestar 600 contos. Fiquei passado. 600 contos, ao tempo, era muita massa. Para quê?, perguntei. Para comprar uma barraca atrás do estádio do Sporting. O meu espanto não tem descrição. Aquele era o tempo da erradicação, aliás bem sucedida, das barracas de Lisboa. E, ingénuo, disse: eh pá, você não está bom da cabeça, gasta os 600 contos e, passados dias, vai lá a Câmara e deita-lhe a barraca abaixo! O homem não desarmou. Pelo contrário. Respondeu com irrefutável lógica: pois é isso mesmo, meu amigo, a Câmara deita a barraca abaixo e dá-me uma casa nova, de pedra e cal, percebe?

Percebi. Não lhe emprestei o dinheiro nem me lembro se o voltei a ver.

Naquele tempo quase não havia imigrantes. As barracas eram muito, mas muito, menos, e mais portuguesas que hoje, havia mais construção, o cavaquismo tinha posto isto a mexer menos mal, o Soares filho estava na CML... Hoje, nascem como cogumelos, os preços da construção disparam, ninguém faz casas baratas... Resultado, as Câmaras de Loures e da Amadora, no cumprimento das normas em vigor, mandam demolir centenas de barracas. As Mortáguas & Companhia, a esquerda em geral, gritam pelos direitos humanos, pelo humanitarismo, o diabo a quatro (nada há tão cínico como a esquerda). Do Presidente da Amadora não ouvi nada. O de Loures declarou que “tinha que ser”, cumpriu-se o que está legislado, na certeza de que ninguém ficará a dormir ao relento.

Partindo do princípio que o homem cumpre o que diz, isto é, que tem alguma solução, provisória que seja, para não deixar as pessoas sem teto, porquê tanta polémica?

Por outro lado, a reacção dos atingidos. Foram aproveitar a tal solução provisória? Segundo as notícias, nem pensar. Foram construir, ou reconstruir barracas noutro sítio. Se calhar descobriram a solução preconizada pelo meu conhecido africano: assim, é capaz de ser mais fácil passar à frente na bicha quando houver casas para distribuir...       

 

18.7.25

PERGUNTAS

Aos tristes portugueses, através de múltiplas estações de “informação”, é-lhes agora “oferecido”, horas a fio, um repugnante espectáculo: um aldrabão diplomado ataca o mundo, à borla, com as suas intermináveis diatribes. Chusmas de indivíduos, ditos jornalistas, oferecem ao fulano horas de telejornais em que as tais chusmas, pacóvias, histéricas, frenéticas, gritam perguntas destinadas a deixá-lo inundar-nos com avalanches de “bocas” repetidas à exaustão. O homem condena juízes, procuradores, polícias, tudo o que mexe, para nos meter na cabeça que ele, cidadão honesto, impecável, impoluto, é perseguido por tal gente, coitadinho, vítima indefesa de rebuscadas cabalas.

Segundo parece, o inacreditável “engenheiro”, dito Sócrates, tem o direito a ser julgado, embora tenha feito o possível e o impossível, o imaginável e o inimaginável, para evitar tal coisa. Se está inocente, como diz, porque não quer, ou não queria, ser julgado?

Pergunta o IRRITADO: não entende o réu que basta o que já em tempos disse de si mesmo para se saber de ciência certa que se trata de um pendura miserável, que para desonesto lhe faltam as asas, que não lhe assiste qualquer sombra de escrúpulo? Ainda não percebeu que já está julgado pelo povo e que o veredito é culpado?

E ainda, as questões principais: não percebem os “jornalistas” e os respectivos chefes que o tipo não merece que percam tempo com ele? Que nós não merecemos a palhaçada diária das suas bocas? Que devia haver alguma dignidade informativa em vez da exploração ad nauseam da verve ordinária e aldrabófona do réu? Que seria sua deontológica obrigação poupar-nos a este miserável ciclo de oportunismo soi disant informativo?

Perguntas sem resposta, é certo. Mas não é mau que aqui fiquem.

 

10.7.25  

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