Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

NOTÍCIAS DOMINGUEIRAS, CHEIAS DE OPTIMISMO

 

 
I - PERSEGUIÇÕES
 
Um senhor juiz, nome de família Alexandre, descobriu uma novidade que vai fazer escola em todos os tribunais do orbe.
Enquanto umas pessoas andam para aí, cheias de afã, a trabalhar para a criminalização dos “sinais exteriores de riqueza”, iniludível sinal de enriquecimento sem causa, o juiz Alexandre vai mais longe e propõe o mesmo para os sinais exteriores de pobreza! Sim, meus amigos, nas doutas palavras do ilustre magistrado anda para aí muito menino que, parecendo um miserável, tem milhões!
O futuro, assim, mostra-se muito mais risonho. Vai ser vê-los, nas ruas, a prender os sem abrigo, os famintos, os sujos, os tipos que andam às três da manhã a pedir sopa às senhoras da paróquia:
 
Anda cá,
Meu rapaz,
Prova lá,
Se fores capaz,
Que não tens milhões
nos cartões 
que te servem de colchões!
 
(sextilha de pé quebrado, a incluir nas NEP’s da polícia).
 
O combate ao crime conhece, assim, mais um avanço monumental, mais uma vez por iniciativa de um português.
 
E ainda há que ache que não somos os maiores!
 
 
II – TACOS
 
Há muitos tacos. Os de golf, finísssimos, os de bilhar, mais democráticos, os de pia, marquesmendáticos, os mexicanos, intragáveis, os de beisebol, americanos, entre muitos outros.
Vêm estes tacais pensamentos a propósito dos perigos que o negócio da fruta envolve.
 
Vejamos a coisa em guião cénico:
 
Primeiro acto:
Dois rapazolas, conhecidos pela polícia como criminosos habituais, mediante a utilização abusiva de uns tacos de beisebol foram-se ao toutiço de um negociante de fruta, aliviaram-no de cinco mil euros, roubaram-lhe a carrinha e deixaram-no, a sangrar das meninges, à porta do armazém.
Segundo acto:
Dado o alarme, a polícia actuou rapidamente e os craques do beisebol foram engavetados, tendo-lhes sido apreendidos os tacos, umas soqueiras e mais alguns instrumentos usados na profissão;
Terceiro acto:
Presentes ao meritíssimo juiz, os meliantes foram prontamente libertados, no cumprimento escrupuloso das leis da República. Terão, como é óbvio, que se ir apresentando no posto da GNR lá do sítio, o que, disciplinadamente, não deixarão de fazer nos intervalos do beisebol.
 
E ainda há por aí quem se queixe de falta de segurança!
 
 
III -  CONTABILIDADE SOCIALISTA
 
O nosso magnífico governo prestou contas sobre a execução orçamental.
Mais ou menos assim: as receitas do Estado, cuja diminuição em 0,7% tinha sido prevista para o primeiro trimestre, levaram um pontapé de 9,5% em dois meses;
A despeza pública, para a qual tinha sido previsto um aumento de 4%, viu gloriosamente confirmada a inteligentíssima previsão governamental.
Assim se vê a coerência, a persistência, a eficácia do governo. Embora, por motivos alheios à sua vontade, o boléu na receita tenha sido 13,5 vezes maior do que as previsões, o governo compensou esse pequeno deslize mediante o cumprimento escrupuloso do aumento da despeza.
 
E ainda há quem diga que não estamos bem entregues!
 
 
III - ÓPERA BUFA
 
Sua Excelência o Primeiro Ministro, na sua indómita e patriótica missão de estimular a convergência e o intercâmbio cultural entre Portugal e os PALOPS, deu aos cabo-verdianos a subida honra de se deslocar ao CCB a fim de assistir a um espectáculo de ópera com origem no tropical arquipélago.
O problema é que a importantíssima criatura, para demonstrar, como soe fazer, a sua superioridade em relação ao comum dos mortais, resolveu entrar na sala de espectáculos com 35 minutos de atraso.
Subservientes ou com medo de alguma visita das finanças, os organizadores decidiram esperar pela chegada do homem para subir o pano. O que teve, ó alegria que enches o meu coração, a virtude de fazer com que o senhor Pinto de Sousa fosse recebido no meio de uma pateada monumental.
 
E ainda há quem diga que está tudo a correr mal!
 
 
IV - O PARQUE DA ASNEIRA
 
Santana Lopes quis fazer do parque Mayer um novo centro de uma cidade nova, uma coisa arrojada, uma espécie de Gugenheim de Bilbau em versão de planeamento urbano, uma marca na cidade, uma coisa que se vivesse, se morasse, se usufruisse e que, ao mesmo tempo, fosse um novo ex-libris lisboeta, uma grande intervenção, digna de uma grande capital europeia.
 
Como se sabe, a coisa começou por ser torpedeada pelo Presidente Sampaio, armado em defensor dos bons costumes, que inviabilizou o Casino e, por consequência, o financiamento a curto prazo do projecto do corajoso autarca.
A vozearia do costume e a inveja do PS fizeram o resto.
Resultado?
 
O resultado é o mijarete que vem nos jornais. Lojas, dois teatros, 45.000m2 de construção de edifícios, uns jardins e mais uns “equipamentos culturais”. Gente? Zero. Nem um só apartamento. Um hotel de cem camas: umas dúzias de turistas num bairro morto. Comércio, muito comércio: uma espécie de centro comercial, coisa de que a cidade, como toda a gente sabe, precisa como de pão para a boca. Um novo bairro, com a particularidade de ninguém morar nele.
Não contente com a desertificação da baixa, a CML quer que o Parque Mayer seja o que é hoje: um deserto com dois teatros à maneira de oásis. Uma câmara que diz querer trazer gente para viver em Lisboa prepara-se para criar mais um covil para pegas e drogas, sem ninguém de dia e com visitantes à noite: o que sempre foi.
É claro que o Jardim botânico não pode ser tocado. É claro que os museus da Escola Politécnica têm que ser conservados. É claro que ninguém pode ser contra a expansão da malha verde. Nada disto, porém, transforma o Jardim Botânico num local “habitado” por passeantes pela simples razão que ninguém vai empurrar carrinhos de bébé pela encosta acima, ninguém vai para lá patinar, e só especialistas de montanha lá andarão de bicicleta. Os “pedestres”, esses, continuarão a ir para a beira rio, que é onde se passeia sem dar cabo do canastro, pelo menos enquanto os contentores do Coelho não se expandirem como querem.
 
O Parque Mayer podia ser tudo: equipamentos culturais, sim, jardins, sim, habitação, muita, lojas de proximidade, q.b..
Mas uma Câmara que diz defender o chamado comércio tradicional (70% são lojas que não pagam renda de casa), vai fazer comércio onde ninguém vai poder morar. Uma espécie de Colombo, um horror, um ninho de marginais.
 
E ainda há quem não queira que Santana Lopes volte para a CML!  
 
 
V- TORQUÊS OU ALICATE?
 
Um rapaz jeitoso ferrou com seis tiros num tipo que não gramava e que estava escondido na dispensa de uma discoteca.
O tribunal deu como provado o crime de homicídio voluntário.
Aplicadas as leis socialistas, o rapaz foi condenado a 12 anos de xilindró. No entanto, a fim de humanizar a pena, em vez de ir para o dito, o rapaz foi serena e livremente para a sua residência, munido de uma “pulseira electrónica”.
 
A seguir? A seguir, deve pedir à mamã para ir à loja das ferramentas comprar um alicate, uma torquês, ou outro instrumento devidamente habilitado a cortar pulseiras electrónicas. E, no Brasil, vai ser um descanso. Coitado do rapaz.
 
E diz-se por aí que a Justiça está meia esquisita!
 
28.3.09
 
António Borges de Carvalho
 
 
 
 
 
 
 

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D