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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

Uma vergonha e uma desvergonha

Alguns esclarecimentos, não por parte do governo, têm vindo a público sobre o extraordinário negócio de Cabora Bassa.
É altura de assinalar, com a serena violência da razão e a devida repugnância, não só a verdadeira natureza do acontecimento como a inenarrável indignidade do comportamento, nele, do Estado português, representado pelo não menos inenarrável Pinto de Sousa (Sócrates).
O governo moçambicano, via Cabora Bassa, devia-nos, a preços dos anos 70, a módica quantia de 1.900 milhões de dólares. Por defeito, tal soma, acrescida de trinta anos de juros, é coisa para se cifrar nuns 5.000.000.000 de dólares (uns míseros 900 milhões de contos).
O acordo celebrado pelo governo que temos implica a cedência da esmagadora maioria do capital da empresa e o perdão da dívida, a troco de 950 milhões (há quem diga que são 750), a pagar a perder de vista em condições que não foram reveladas, parecendo que nem sequer foram contratualizadas.
Ou seja: a troco do improvável pagamento dos tais 950 (ou 750) milhões, o Estado português “abdica” de cinco mil milhões, e dá de barato a sua propriedade e os enormes investimentos nela realizados, muitos dos quais já depois da independência do território, investimentos que, durante anos e anos, ficaram impedidos de encontrar amortização por virtude de conflitos internos com os quais Portugal nada tem a ver.
Em nome de quê? Ninguém saberá dizer. Não há, nem a distâncias cósmicas, interesses portugueses na zona que impliquem cedências de tal monta. Não há sombra de interesse político, em termos de perspectivas de futuro, que as possa justificar. Bem pelo contrário, Portugal abandona, encaixando prejuízos brutais, a única fonte importante de influência política e económica que detinha no país e naquela zona do continente africano.
Não pode haver pior negócio.
 
Os contribuintes portugueses, massacrados com medidas totalmente ineficazes de aperto de cinto, sugados até ao tutano pelo continuado, ainda que disfarçado, despesismo socialista, em vez de ver os seus sacrifícios ganhar algum sentido, são presenteados com o descarado esbanjamento que estes súbitos ataques de idiotia terceiro-mundista provocam, em nome de coisa nenhuma.
 
Pior, porém, do que o negócio, pelo menos em termos de dignidade e de verdade, é a forma como foi “apresentado” às pessoas. O senhor Pinto de Sousa (Sócrates) desloca-se a Maputo a fim de subscrever a vergonhosa porcaria. E vem, triunfalmente, apresentá-la aos portugueses como se de grande feito se tratasse. O senhor Pinto de Sousa (Sócrates) ouve, sem pestanejar, as arrogantíssimas declarações do senhor Guebuza (desde sempre conhecido como confesso inimigo de Portugal). Tratou-se, na pesporrente opinião do fulano, tão só de “completar” a descolonização. Ou seja, perante o embevecido aplauso do primeiro ministro que temos, o senhor Guebuza vem proclamar que os contribuintes portugueses, ao presentearem o seu regime com mais esta benesse, mais não fazem que a sua obrigação, e até deviam ficar agradecidos.
Onde se pode chegar em termos de indignidade do Estado, que é assim enxovalhado, e em falta de respeito pelas pessoas, que são miseravelmente aldrabadas quanto à essência, ao custo e ao significado do acto, é coisa que ainda não se sabe onde irá parar, se é que parará nalgum sítio.
  
O que se sabe é que os portugueses pagam Cabora Bassa, pagam as SCUTS, pagam os TGV’s e as Otas de um governo saloio, provinciano e incapaz, pagam os hospitais, pagam tudo. O governo, por seu lado, continua a aumentar as despezas.
 
Tudo isto perante o olhar embevecido e estúpido de tantos “intelectuais” da não esquerda.
 
Ora bolas!
 
 
António Borges de Carvalho

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