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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SOMOS AFRICANOS

 

Um tal Monteiro, em entrevista ao “Expresso”, vem defender que “o Estado deve entrar no capital das PME”.
O dito Monteiro é o líder eleito da Associação Nacional dos Jovens Empresários.
Quando um jovem empresário faz uma proposta como aquela, o nosso futuro torna-se ainda mais negro que o imaginável. A obra do senhor Pinto de Sousa é a nossa desgraça actual. Se a “juventude” que o entrevistado representa é o que a sua proposta indica, então o nosso futuro vai ser ainda mais desgraçado.
Diz-se, e é facto, que os portugueses têm uma estúpida tendência para ser estado-dependentes. Têm do Estado a ideia de que se trata de uma espécie de mezinha para as as suas aflições e necessidades. Para falar só de tempos recentes, diga-se que os grandes empresários da II República tinham um pacto de privilégio com o estado novo. Depois vieram as nacionalizações. O problema ficou resolvido da pior maneira. O Estado passou a ser dono de tudo, e acabou-se.
Mais tarde, via PSD (Balsemão e Cavaco), quis-se “libertar a sociedade civil” e “transformar o Estado numa pessoa de bem”. Ideias sérias, boas, fundamentais, mas com pouco ou nenhum sucesso. A sociedade civil continuou a não se tornar autónoma e o Estado não passou a ser pessoa de bem.
Se exceptuarmos um ou outro grande empresário, a coisa continua. Os pequenos e médios seguem o exemplo dos grandes. O Estado continua a ter presença, ou voto, ou veto, em tudo o que é importante, e um poderoso sim ou não em tudo o resto. Por isso, e por vício adquirido, ninguém, para fazer seja o que for, dispensa o apoio do Estado. O Estado, por seu lado, ao mesmo tempo que diz desburocratizar, burocratiza cada vez mais, “fiscaliza” cada vez mais, isto é, lança cada vez mais novas receitas (impostos, “contribuições”, multas, coimas, taxas, licenças…) para si próprio, aumenta incessantemente as suas despesas, mete-se (olhem a CGD!) em tudo o que é empreendimento “privado”, segura, com dinheiro que melhor aplicação poderia ter, bancos falidos e mergulhados em crimes, etc.
Somos africanos, isto é, dependemos mais do despacho que da Lei. A Lei é de tal maneira complicada que a benesse, a cunha e a gorjeta se transformam na única ou mais prática maneira de conseguir seja o que for. O governo, para conservar o poder espúrio do Estado, que é o seu, não mexe uma palha pare alterar seja o que for.
De alguma forma, o nosso “jovem” tem razão. Se não consegue singrar por causa do Estado, nada melhor que metê-lo no capital das empresas. É um raciocínio lógico. Estúpido, mas lógico. Esperteza saloia, talvez. O “jovem”, em vez de exigir uma real reforma do Estado que acabe de vez com a burocracia, com os padrinhos e os afilhados, com os vícios nacionais de pendurice e irresponsabilidade, isto é, que acabe com o estatismo, que é a doença crónica e incurável do socialismo, a nossa doença, não senhor, o “jovem” vem meter-se nas mãos do Estado, sem ser capaz de imaginar outra maneira de chegar onde quer.
Ou acabamos com o socialismo profundo e arreigado que há tantos anos nos tolhe, ou a apagada e vil tristeza continuará a ser a nossa sina. Socialismo e insucesso são frutos da mesma árvore.
24.5.09
António Borges de Carvalho

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