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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SARAMAGALHADAS

 

Coisa. Coisa perigosamente parecida com um ser humano. Coisa que organiza orgias. Doença. Vírus. Vómito profundo. Veneno. Pata viscosa que espezinha as normas básicas da convivência humana.
Habilidade funambulesca. Perversor. Assaltante do poder. Delinquente. A mais completa abjecção.
 
Eis alguns dos mimos com que o senhor Saramago brinda o senhor Berlusconi.
Ponto de vista educação, estamos conversados.
O senhor Saramago usava classificar de forma parecida, ainda que com diferente terminologia (lacaios do patronato, fascistas, servos do imperialismo, sabotadores económicos…), os trabalhadores do “Diário de Notícias”, quando mandava neles e os queria atirar para o desemprego, ou seja - na linguagem da época – “sanear”.
 
A razão próxima da saramagalhesca catilinária contra o cavaliere está, segundo o jornal socialista “El País”, seguido de perto pelo jornal socialista “Diário de Notícias”, nas recentes fotografias da intimidade do Primeiro-Ministro italiano publicadas e republicadas pelos jornais socialistas, e obtidas, com evidente ilegitimidade, por um fotógrafo qualquer.
 
Não me compete defender o senhor Berlusconi, apesar de o homem ter ganho três eleições gerais democráticas, e não “assaltado o poder”, como diz o Saramago.
Também não o atacarei por ter lá em casa uns convidados que mostram o rabo ou as maminhas.
Das “orgias”, infelizmente, não há imagens.
 
Limitar-me-ei a chamar a atenção dos leitores do Irritado para duas ou três verdades incontroversas.
Se o senhor Berlusconi se confessasse pederasta, a fotografia do tipo de rabo à mostra seria referida pela imprensa socialista como cena de ternura de um apaixonado a mostrar os seus encantos ao seu amor. O senhor Berlusconi seria apresentado ao público, pelos saramagos, como corajoso defensor dos “direitos humanos”, consubstanciados na fotografia que alguém, por inqualificável abuso, teria tirado à sacrossanta intimidade do senhor, quando havia quem desse largas à sua mais que legítima e moralíssima larilice.     
Quanto às meninas de maminhas de fora, coisa que, do Algarve ao Minho, é coisa que não falta nas nossas praias, se, em vez de apresentadas como instrumentos de deboche heterossexual, o fossem como lésbicas assumidas que passavam, calma e pacificamente, o fim de semana em casa de um amigo, dedicando o tempo às suas mais que legítimas tendências, a mesma imprensa socialista e o senhor Saramago incensá-las-iam e ao hospedeiro pela coragem indómita de mostrar ao mundo, orgulhosamente, a sua opção sexual.
Ainda que, como é óbvio, o fotógrafo da coisa fosse universalmente condenado pela sua abusiva intervenção na intimidade dos senhores e das pequenas, os quais tinham todo o direito a divertir-se e a amar-se na mais intocável intimidade.
O senhor Saramago abster-se-ia de considerações e de adjectivos. Limitar-se-ia, porventura, a acusar o senhor Berlusconi de um crime bem mais grave que convidar gente para fins-de-semana “desinibidos”: ser de direita.
 
No caso vertente, porém, para um social-fascista (terna expressão do MRPP) como o senhor Saramago, essa gente, sendo de direita, ainda por cima heterossexual, deve ser classificada como coisa, vírus, vómito, etc., e ser simplesmente abolida, como acontecia aos jornalistas, empregados e contínuos do “Diário de Notícias” quando o senhor Saramago era subdirector daquele pasquim do PC.
 
O senhor Saramago revolta-se contra o facto de a coisa ser Primeiro-Ministro da Pátria de Verdi. Por mim, acho que a Pátria de Verdi tem um sentido de humor e um savoir vivre que nada tem a ver com as sociedades trafulhas, concentracionárias e inumanas de que os saramagos deste mundo são fiéis adeptos.
 
É claro que seria aconselhável que o senhor Berlusconi fosse mais discreto e mais sensato. Mas isso é outra história.
 
9.6.09
 
António Borges de Carvalho

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