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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

BRONCAS DE SÁBADO

 

FAVORES
 
O Saramago apoia o Costa!
É assim. Cá se fazem cá se pagam, diz o povo ignaro. O crime compensa, ninguém diz, mas é verdade. O Costa deu a Casa dos Bicos, que é nossa, ao Saramago, um emigrante comunista, meio espanhol.
Saramago achou que a casita não tinha as comodidades que os seus preciosos bens e a sua altíssima pessoa mereciam.
Vai daí, o Costa pede um empréstimo de 130 milhões, parte do qual se destina às adaptações necessárias à digna instalação do Saramago e da espanhola, mandatária e “presidenta” de uma fundação que, em vez de custar dinheiro ao fundador – como a Gulbenkian ou a Champalimaud – nos custa a nós.
Por outro lado, a fim de financiar um documentário sobre os interessantíssimos amores de Saramago e da espanhola, o município de Lisboa disponibilizou, do dinheiro dos nossos impostos, taxas, licenças, contribuições, multas, coimas, contra-ordenações, etc., uns modestos trinta mil euros. 
 
A fim de acertar as contas, Saramago declara o seu augusto apoio à candidatura do Costa à CML.
É o que se chama tráfico de influências.
 
 
CASTELHANICES
 
Não sei se já deram pela enorme propaganda que, por todos os lados, se propõe convencer os jovens portugueses a aprender “espanhol”, isto é, castelhano, que espanhóis há vários.
Ora, como diz a fábula, o Senhor Dom Afonso Henriques, quando se livrou de Castela, pediu aos académicos do reino que inventassem uma língua tal que os respectivos falantes percebessem o castelhano, sem que os castelhanos os compreendessem a eles. Non e vero ma e bene trovato, uma vez que, em matéria de resultados, corresponde à verdade que a História regista e a prática prova.
No meu tempo, aprendia-se a falar castelhano com as espanholas. Agora, que a imigração espanhola já é mais fina mas, a coisa não será muito diferente. Só não arranha portunhol quem não quer.
Pergunte-se então qual o objectivo de quem anda a empurrar a juventude para perder tempo e dinheiro a aprender uma língua que, de borla, já entende, lê sem dificuldade e, com quinze dias em Badajoz, passa a falar correntemente.
Diz-me cá o mindinho que se trata de politiquice, e de politiquice bem paga. Não foram os castelhanos, durante séculos, eméritos compradores dos portugueses que estavam à venda?
 
 
CONSTÂNCIO AO ATAQUE
 
A primeira vez que vi Constâncio foi no pavilhão dos desportos, no comício contra a “unicidade” sindical que o PC queria impor. Jovem católico progressista, como me disseram na altura, proveniente, como tantos outros, dos think tanks do marcelismo.
Depois, o homem foi tudo, até líder dessa coisa pavorosa que se chama PS. Acabou no Banco de Portugal, principescamente pago, rodeado de fama de competência e honestidade.
Quando o partido dele voltou ao poder, herdou um défice público de 3%.Como queria aumentar os impostos tendo prometido o contrário, Constâncio tratou de satisfazer uma encomenda do senhor Pinto de Sousa, encomenda essa que se consubstanciou na fabricação de um défice de 6,82%, coisa que não existia nem jamais tinha existido nos anos mais próximos (cf. dados no Site do Eurostat). Com base nessa monstruosa aldrabice, o senhor Pinto de Sousa aumentou caninamente os impostos, engordou paulatinamente a despesa pública e gaba-se, hoje, da sua grande obra: ter baixado o défice. Esta mentira, quotidianamente repetida, é já uma verdade, ou seja, o rei vai nu mas pouco há quem dê por isso.
 
Apanhado na mais monumental história de incompetência, de alheamento das suas responsabilidades, de propositada cegueira em relação a coisas que não havia quem não visse nem soubesse, o Constâncio vem agora rever-se no relatório aldrabado da Sanfona do PS, que obedeceu servilmente à sanfona do PS, dizendo que andam a persegui-lo em vez de perseguir os culpados de diversos crimes. Então, se há criminosos e se os actos por eles praticados estavam sob sua alçada e vigilância, ou o Constâncio falhou, ou é tão criminoso quanto eles. Mas, a coberto da Sanfona e da sanfona, Constâncio quer passar entre os pingos de chuva. E acaba por passar mesmo, uma vez que a mentira e a lata são hoje os mais brilhantes frutos e eficazes instrumentos da moral republicana. Ninguém do PS pode ser acusado de faltar aos preceitos de tal moral.
Amor com amor se paga, diz o povo. O relatório da Sanfona, aprovado pela sanfona, foi a paga dessoutro relatório com que, a pedido do PS, Constâncio aldrabou a Nação e deu a Pinto de Sousa a oportunidade de se pôr, calmo e orgulhoso, a aumentar os impostos e a gastar dinheiro.
 
 
CHORA CHORA, Ó CHORA
 
O Chora é um ilustre membro do comité central do partido comunista conhecido por BE. Muito bem. Mas o Chora parece que é um tipo inteligente e civilizado. Ainda não percebeu que, tendo sido suficientemente livre para deixar o PC, acabou por se meter noutra organização, a qual, sendo cosmeticamente diferente, lê pela mesma cartilha e cultiva os mesmos sentimentos”.
Depois daquelas cenas da Auto-Europa em que o PC tudo fez para o lixar (e, se calhar, lixou mesmo), o Chora achou que o tipo dos cornos se tinha portado bem com ele ou o tinha ajudado. Ou então que, simplesmente, simpatizava com o fulano. Por isso, normal e inocentemente, o Chora foi almoçar com o homem.
Mal sonhava o que toda a gente devia saber: o BE caiu-lhe em cima, com todo o arsenal condenatório da paradoxalmente eclesiástica figura do Louça. O homem ficou fulo e desatou aos pontapés ao pobre do Chora. A moderna Inquisição no seu melhor.
 
Em resumo: o Chora, como é um bem-intencionado, acha que a esquerda em geral e o BE em particular estão muito preocupados com o destino da Auto Europa e dos que lá trabalham. Não estão. A sua preocupação mede-se em poder, um poder que se conquista sobre a terra que queimaram e a rua que dominaram, não nas eleições gerais, coisa que a burguesia inventou para perpetuar a dominação, o capitalismo e o imperialismo.
 
Meu caro Chora
Quando perceberes estas tão simples verdades e te livrares da gente ignóbil com quem andas metido, gente que explora em proveito próprio os teus sucessos e te deitará ao lixo logo que lhe convenha, passarás a ser um sindicalista muito mais útil aos teus colegas, à economia e à sociedade.
 
 
 
 
 
PLURALISMO
 
Para fechar estas notas com chave de ouro, olhemos, embevecidos, o “Expresso” deste radioso sábado:
Pág. 1 – A cores, o ministro do trabalho, o barbuchas da saúde e dois patrões;
Contra-capa – A cores, Costa e Carlos do Carmo, novos sócios. Como por acaso, atrás deles, pode ler-se na parede, garrafal: Santana acabou-se a mama;
Pág. 3 – a cores, Pinto de Sousa, com artigo “jornalístico”;
Pág. 4 – a cores, enormes, Manuel Alegre e Pinto de Sousa, mai-lo mentecapto artigo daquele;
Pág. 8 – A cores, a Sanfona e o maestro da sanfona + outra vez Sanfona + Constâncio + Teixeira dos Santos;
Pág. 14 – A cores, Pinto de Sousa + Alegre:
Pág. 20 – A cores, em grande, ministra da saúde.
Noutra página qualquer - Um artigo, com fotografia e tudo, do senhor Perestrelo, do PS, pois então!
 
Ah! Já me esquecia: página dos “altos e baixos”, nos “baixos”, foto de passe da Dona Manuela.
 
11.7.09
 
António Borges de Carvalho
 
 

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