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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MISTERIOSAS MODERNICES

 

No passado Domingo, o jornal privado chamado “Público” trazia, ocupando 4/6 da primeira página, uma bonecada estilo retro em que, sobre duas criancinhas a estudar, se inclinavam docemente os respectivos pais.
Só que o pai era um homem e a mãe outro homem, ou vice-versa, como queiram.
O que é isto? - pensou o Irritado.
A coisa tinha a ver com propaganda a uma “reportagem” que o dito jornal inseria na sua revista dominical sobre a pederastia nos tempos da ditadura, defendendo a anunciada tese sobre a existência de pederastas em tais tempos. É claro que o Irritado deitou fora a revista sem a ler, numa demonstração, da mais repugnante intolerância.
Já havia pederastas na idade da pedra, julgo. Há até quem diga que o Caim matou o Abel por causa de uma discussão de alcova. Havia pederastas nos tempos da ditadura? Pois havia. Só que eram discretos, não chateavam ninguém, não andavam a vender os seus hábitos ou defeitos na praça pública, não incentivavam, nos jornais, nas paredes, nos filmes, a juventude a meter-se em tais práticas, isto é, tinham pelos outros o respeito que os outros por eles tinham, não se metiam na vida de quem não fosse da filarmónica como era suposto estes não se meter na vida deles. Muitos tinham graça, eram boas companhias, não se impunham a ninguém, nem andavam na rua a vender o seu peixe. Isto nada tinha a ver com a ditadura, que não os perseguia nem deixava de os perseguir. Ignorava-os. Tinha a ver com uma civilização que, cá como lá fora, parece ter a morte anunciada, via cruel assassínio num mar de falsos direitos e invenções bacocas. Não havia homofobia, nem tal palavra sequer existia, nem era precisa para nada.
Hoje, assim não é. Há homofóbicos e homófilos. Odeiam-se. Nem os pederastas vivem sossegados, nem os que o não são têm o direito de passar ao lado. É a diferença entre o respeito mútuo e o abuso da circunstância de cada um em relação à dos demais.
Voltando ao jornal privado chamado “Público”, passemos de Domingo para Segunda. Na primeira página, um enorme destaque a anunciar uma entrevista com um senhor, pelos vistos muito conhecido. Fui ler o que a chamada dizia. Tratava-se nem mais nem menos de um dos maiores pederastas do mundo, um fulano com larga influência nas camadas mais jovens e na global bem-pensância. A entrevista ocupava duas ou três páginas do jornal, de alto a baixo, a cinco colunas. Notável.
O Irritado é um liberal. Tem tendência para aceitar tudo, desde que não o macem nem o impeçam de passar ao lado do que não lhe interessa. Mesmo assim é para ele um mistério que um jornal que se pretende de “referência” ande, tão evidente e propositadamente, a fazer propaganda da pederastia e afins. Quem fez a encomenda? Quem pagou? Quem está por trás da coisa? Com que interesse? Será o senhor Pinto de Sousa quem está a puxar os cordelinhos, na preparação do ambiente para as brilhantes iniciativas legislativas que anunciou?
Todas as perguntas são possíveis, sem que nenhuma possa ter a ver com o interesse público, com a “informação”, com o jornalismo ou com um mínimo de decência.
 
15.7.09    
 
António Borges de Carvalho

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