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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

Ninguém percebe?

Quando falamos do Líbano, país em cuja “reconstrução” Portugal coopera com uma companhia de engenharia, não nos damos conta das particularidades do regime político que o governa. Estamos habituados a alguns standards que, nossa ingenuidade, julgamos aplicáveis onde houver eleições, parlamentos, etc.
 
Aceitamos, por exemplo (é o meu caso), a legitimidade de um homem como Pinto de Sousa (Sócrates), mau grado tratar-se de um mentiroso compulsivo, de não cumprir uma única das suas promessas, de fazer o que criticava que os outros fizessem, de se entreter a endireitar o défice e a destruir o que resta da economia, de aumentar brutalmente os impostos sem qualquer contrapartida, de estar a levar o país para o mais grave beco que a III República já conheceu. Aceitamos que deve governar, pela simples e cristalina razão de que dispõe de uma maioria parlamentar. Sabemos que o dr. Sampaio não pensava assim, restando-nos esperar que o actual PR não faça parte da categoria dos golpistas.
 
No Líbano, as coisas passam-se de outra maneira. Um partido minoritário, cuja força se deve, não aos votos dos libaneses mas ao facto de integrar e comandar milícias armadas que aterrorizam as populações e que em nada dependem da autoridade do Estado, acompanhado por pequenas formações que são o seu alter ego, participa do governo(!), exige – e pode consegui-lo(!) - que a sua minoria tenha poderes de bloqueio político, e opõe-se, sob ameaça, ao julgamento de criminosos que lhe são afectos. O dito agrupamento terrorista acusa a maioria de não querer partilhar o poder(!) e os seus ministros demitem-se, sob o extraordinário pretexto de que a maioria “insiste em querer exercê-lo sozinha”. Entretanto vão assassinando mais uns fulanos, acusados de lhes não ser afectos, o que, para muita gente, não passa de descartável fait divers .
Tudo isto é dificilmente entendível para nós. Mas, havendo na região os problemas que há, poderá dizer-se, como é típico de quem não tem grande apreço pelos valores democráticos ou os torce segundo alegadas conveniências, que os nossos standards políticos não são aplicáveis na região e que é um erro crasso tentar “vendê-los” sem cuidar das “nobres tradições”, ou da “cultura”, de certos povos.
Quem assim pensa comanda a chamada comunidade internacional, à revelia dos seus próprios valores e, muitas vezes, dos sistemas de legitimidade em que acredita.
É por isso que essa comunidade, e Portugal com ela, gasta triliões de Euros a reconstruir as bases terroristas do Ezebolá, na estulta ilusão de que está a contribuir para a Paz na região. Dir-se-á que o que se reconstrói são aldeias e infraestruturas. Mas o que são tais aldeias e tais infraestruturas senão as bases militares do Ezebolá e os seus sistemas de comunicações estratégicas, de mobilidade táctica e de suporte logístico? Julgará a chamada comunidade internacional que “conquista” a boa vontade e leva à pacificação do Ezebolá com esta atitude? Que está a fomentar a Paz? Que está a fazer humanitarismo? Tudo isto enquanto o Ezebolá continua, olimpicamente, a assassinar os que não são da sua cor, e se prepara, sem que "ninguém dê por isso" para voltar às hostilidades logo que lhe tenham reconstruído as "infraestruturas civis"?
 
Foi este tipo de atitude contemporizadora e estupidamente pacifista que levou a Europa à mais violenta hecatombe da sua história.
 
Não aprendemos nada? Não haverá outra maneira de lidar com o problema?
 
António Borges de Carvalho

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