UM CRIMINOSO À SOLTA
Um homem
- recebe e vende material roubado e
- viola correspondência alheia,
um jornalista
- revela fontes de terceiros e
- utiliza materiais que sabe ter sido subtraídos a colegas seus.
Num país civilizado, um jornalista (homem?) que faz tudo isto já não seria jornalista e, como homem, seria oficial e particularmente acusado de vários crimes públicos, pública e notoriamente cometidos.
Em Portugal, um criminoso à solta como este não ouve uma crítica do seu sindicato, não é objecto de um comunicado das autoridades socialistas que, as mais das vezes abusiva e estupidamente, se ocupam de vigiar a comunicação social, não é sujeito de nota da Procuradoria Geral da República, não é preso pela polícia apesar dos flagrantes delitos cometidos, não é multado pela ASAE, não nada. Pelo contrário, é louvado pelo partido do poder.
Tão escandaloso como os seus crimes, e tão criminoso como ele, é, por exemplo, o elogio que ontem o impossível camarada Costa lhe fez.
Trata-se, como já devem ter reparado, de um tal Marcelino, director do jornal ultra-socialista-disfarçado-de-independente que dá pelo nome de Diário de Notícias, publicação que já foi salazarista e comunista, e que, após uns anitos de relativa honestidade, caiu nas mão da clique do senhor Pinto de Sousa.
Onde iremos parar? Deixaremos que o senhor Pinto de Sousa acabe com o que resta – tão pouco! – do apregoado “Estado de Direito”?
25.9.09
António Borges de Carvalho