DO TRIUNFO DAS ALFURJAS
Hoje é dia de luto. O Costa vai içar, nos Paços do Concelho, a bandeira do partido republicano, arremedo grosseiro da Bandeira de Portugal.
Os assassinos do Senhor Dom Carlos subiram ao poder há 99 anos, supremo prémio do seu hediondo acto. Sobre o cadáver do Rei erigiram a segunda das nossas maiores desgraças políticas: 16 anos de terrorismo “democrático”, 40 de ditadura, 1 de comunismo. Verdadeiro Alcácer Quibir destituído de honra e de virtude, a república destruiu a democracia reinante para instaurar o período mais negativo e mais injusto da História de Portugal.
História de Portugal? Talvez não. É que a Constituição que temos, filha do socialismo totalitário e do republicanismo jacobino, reza, no seu primeiro artigo que “Portugal é uma República”. Não é um País, nem uma Nação, nem uma Pátria. Define-se como república, ou seja, limita-se como república, o que significa (não se trata de semântica!) que, antes da república, Portugal não existia. Têm razão, os tipos: a história de Portugal, para eles, começou em 1910. Se São Mamede terá sido o instante fundador de uma Pátria, o 5 de Outubro foi o seu fim, substituída que foi por uma coisa, a república, a qual, ainda hoje, nada significa no coração dos portugueses, a não ser por inércia, a nossa mais triste “qualidade”.
5.10.09
António Borges de Carvalho