HERÓIS DA REPÚBLICA
“Comemora-se” hoje, perante o silêncio desavergonhado e cúmplice de tanta gente bem pensante, uma das mais significativas e gloriosas jornadas da I República: o 20 de Outubro da 1921. Nesse dia, um grupo de heróis que ficou conhecido pelo carinhoso nome de “leva da morte” andou, de camioneta, à caça de ministros do governo deposto na véspera.
O primeiro-ministro Dr. António Granjo foi levado de casa de um amigo (Cunha Leal) para o arsenal da marinha, onde foi republicanamente assassinado.
Seguiram-se Machado dos Santos e Carlos da Maia, certamente abatidos por, no esclarecido pensamento dos autores do nobre feito, não ser tão republicanos quanto deviam, ou não praticarem à risca os ditames da “moral republicana”.
Assim, mas não só assim (houve pior), se construiu o regime que o actual governo e o Presidente da III República, acompanhados por nobilíssimas figuras da Maçonaria, se preparam para comemorar, em milionárias farras, durante um ano inteiro.
Não haverá quem, dentro dos partidos políticos, entre os homens que ainda pensam neste país, os lideres religiosos, nas universidades, ninguém que erga a voz contra o escândalo?
Com o povo é difícil contar, já que há três Repúblicas anda a ser lavado ao cérebro sobre o que foi o 5 de Outubro.
20.10.09
António Borges de Carvalho