DA CORRECÇÃO DO BLOQUISMO
O extraordinário filósofo e historiador, deputado europeu eleito pelo BE, um dos mais indefectíveis compagnons de route do camarada Louça, confessou aos jornais que, em Bruxelas, anda de bicicleta, coisa compreensível e politicamente muito correcta.
Até aqui, tudo bem. Só que o distinto comuno-socialisto-bloquista diz que o faz porque… “Bruxelas é uma cidade plana”.
O IRRITADO jura que adorava ver o rapaz a pedalar pelas planícies do Boulevard Botanique, ir de bicicleta da Rue Neuve à Place Louise, da Gare du Midi ao Parlamento, da ópera ao Petit Sablon. Teria pernas para tanto?
Tem desculpa. Antigamente também se julgava que a terra era plana.
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Entretanto, o camarada Portas Miguel, possuído do mesmo prosélito fervor, e de furor progressista, declarou que a diferença entre a esquerda e a direita é que esta usa gravata e aquela não.
Veja-se a profundidade do pensamento deste homem. Atente-se no brilho da mente deste comunista fino, que terá feito a sua opção de classe no meio da maior angústia existencial! De tal maneira que até já deixou de saber que a gravata se usa consoante as ocasiões e não depende do esquerdismo nem do direitismo de cada um.
O IRRITADO recomenda ao senhor Presidente da República que não deixe esta gente entrar no palácio sem gravata, já que o Dr. Gama parece já ter perdido o respeito pelo Parlamento.
17.11.09
António Borges de Carvalho