Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

COMO SE FAZ “HISTÓRIA”

 

Ouvi ontem, com o maior dos espantos, um fulano do PSD, conhecido pelos palavrões que diz no parlamento e pelas suas simpatias “homo”, declarar que se impunha rever a lei quadro do ambiente, iniciativa do Eng.º Pimenta (conhecido, dadas as suas dimensões, por Pimentinha) há mais de vinte anos, ficando a Pátria a dever a este notabilíssimo e tão prendado senhor um diploma de inigualável valia e grande influência no nosso colectivo devir.
Vejamos como foi.
Havia três projectos de diploma (do PS, do PSD e do deputado independente Borges de Carvalho, a que o CDS aderiu). Não me compete, por razões óbvias, defender este último. Fizeram-no por mim insuspeitas entidades, tais como o WWF e a UICN. Basta. Os três projectos foram aprovados na generalidade e baixaram à comissão.
O presidente da comissão de ambiente era o já falecido Eng.º Rosado Correia, notório maçon do PS, ex-ministro das Obras Públicas, que de ambiente pouco sabia, como aliás confessou.
À altura, o Eng.º Pimenta fez um acordo com o PS para esmagar o terceiro projecto, aprovando uma mistura dos outros dois. A coisa correu de tal e tão totalitária forma que o autor do terceiro projecto requereu a gravação das sessões, a fim de poder vir a denunciar o que se tinha passado, e como se tinha passado. Como é evidente, quando, tempos mais tarde, foi à procura das gravações… tinham-se “perdido”.
O presidente da comissão e o Eng.º Pimenta cozinharam uma caldeirada de normas, coisa dificilmente compaginável com o conceito de lei quadro e rigorosamente irregulamentável e inaplicável, como o futuro veio a demonstrar à saciedade.
Esta a grande obra do Eng.º Pimenta. O facto de, vinte e dois anos depois, o tal Eng.º ainda se gabar deste feito através de terceiros que “educou”, é marcante da personalidade em causa, hoje riquíssimo tycoon das chamadas energias renováveis.
 
Não resisto a contar, dos feitos do Eng.º Pimenta, outra história exemplar.
Desde o 25 de Abril que todos os subsecretários de Estado do ambiente, todos os secretários de Estado do ambiente, todos os ministros do ambiente, se esforçaram por acabar com o cancro das barracas, casotas e casinhas que povoavam os areais do Portinho da Arrábida. Foram feitas dezenas de reuniões com as inúmeras entidades envolvidas na questão, em todas se chegando à mesma conclusão: é preciso demolir aquela porcaria.
Até ao consulado do Eng.º Pimenta, porém, ninguém o fez. Pimentinha, o herói, levou a cabo a difícil tarefa e dela guardou todos os louros. De tal forma que ninguém pôs em causa a heroicidade do nosso homem. Nem ninguém se lembrou de perguntar se havia alguma coisa por trás do feito, para além da formidável personalidade do homem.
Havia. A entidade encarregada da demolição era a Câmara de Setúbal, com os seus bulldozers e caterpillars. Desde as primeiras eleições autárquicas, tinha tal câmara sido tomada pelo PC, partido próximo de boa parte dos “moradores” da praia do Portinho. Sendo Pimentinha secretário de estado, o PS (Mata Cáceres) ganhou pela primeira vez as eleições em Setúbal.
Foi Mata Cáceres quem mandou demolir as barracas, na base de decisões tomadas ainda o Pimentinha era ninguém!
O antecessores de Mata Cáceres diziam “pois, com certeza, têm os ilustres membros do governo e demais entidades toda a razão”. Depois, ficava tudo na mesma.
Devida embora a vários governantes de vários governos e ao senhor Mata Cáceres, a demolição foi, em exclusivo, creditada na conta do Eng.º Pimenta, pessoa que, para tal, nada, mas nada, fez, a não ser apresentar-se para colher os louros.
 
Assim se faz “história”.    
 
16.1.10
 
António Borges de Carvalho

Comentar:

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D