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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

Regresso ao passado

Uma das diferenças mais importantes entre o governo actual e os anteriores (leia-se os Governos PSD/CDS) é a que diz respeito à forma como, um e os outros, enfrentam ou enfrentaram os problemas orçamentais legados pelo guterrismo. No tempo de Ferreira Leite/Bagão Félix, procurava-se soluções que fizessem o Estado pagar as facturas da desgraça socialista. Agora, procura-se pagar as mesmas facturas por recurso directo ao bolso dos cidadãos.
Às tão criticadas receitas extraordinárias, às execrandas transferências de fundos, às "manobras contabilísticas", tão violenta, tão virulentamente criticadas, contrapõe o executivo Pinto de Sousa (Sócrates) os aumentos de impostos, por vezes da mais imoral das formas (caso dos combustíveis), os cortes nas pensões (não se diga que é só para o futuro porque há muito boa gente que já os sofre no presente, mais que não seja por subreptícia via fiscal), os congelamentos salariais, ainda por cima ao mesmo tempo que não contem, nem diminui - como fizeram os anteriores - a despeza pública, ou o aumento do número de funcionários.
Nem uma das promessas eleitorais viu, nem se pode presumir que venha a ver, qualquer sombra de cumprimento. Talvez isto não seja verdade. Por exemplo, no que respeita à promessa do "entra um, saem dois", não há dúvida de que o governo se ocupa afanosamente da primeira parte da promessa (entra um) deixando para melhores dias, a segunda (saem dois). Em relação às promessas, para já, é o que temos.
A Drª Ferreira Leite - coitada, relegada pelo situacionista "Expresso" para um cantinho do segundo caderno enquanto o sotryteller Tavares tem a metade de honra da página dois para tecer "isentas" loas ao governo - diz, com alguma razão, que este governo recorre, como o anterior, a receitas extraordinárias, através dos aumentos de impostos, como tal adjectivados pelo homem da pasta das finanças. Como se engana a pobre senhora! Como é possível que ela acredite que os aumentos de impostos são feitos a título extraordinário! Uma receita extraordinária define-se como não repetível, como não fruto da gestão "do exercício", exactamente o contrário do que o governo está a fazer! Não há nada mais ordinário, em todos os sentidos, do que aumentar os impostos. Compreende-se que a senhora queira manter um certo nível no debate, e evite críticas mais acerbas. Mas podia não ir tão longe.
Como é possível acreditar neste governo, em termos de finanças públicas, com a despeza a aumentar como aumenta?
No tempo de Guterres, as contas públicas apresentaram um défice que punha o país fora das normas do Pacto de Estabilidade. Pelo contrário, os governos que lhe sucederam puseram-nas dentro dos limites estabelecidos, e as suas contas foram acreditadas por Bruxelas. Esta tão simples verdade não é reconhecida, nem pelo poder, nem pelo coro de panegiristas que integra a generalidade dos media. Pelo contrário. O governo que temos tratou de arranjar um relatório em que se diz que, se não forem tomadas medidas, o défice será de 6,83% (!). Esta teórica previsão, por mais fiável que seja, não deixa de ser teórica nem deixa de ser previsão. Mas a mentira institucionalizada transforma-a em verdade verificada e vende às pessoas, entre parangonas de feito histórico, que vai reduzir o défice para... 6%! Por outras palavras, o governo propõe-se aumentar o défice para mais do dobro e diz ao povo que o vai reduzir! Como é possível que não haja, neste pobre país, uma revolta de opinião, como é possível que os comentadores, os jornais, as televisões, alinhem neste monumental embuste e colaborem na trafulhice como se de coisa séria se tratasse?
No Sábado, o storyteller protesta energicamente contra aqueles que exigem do governo resultados ao fim de (só) um ano de gestão. Ele, que não deu um segundo, e achou muito bem que outros fizessem o mesmo, a Santana Lopes e a Bagão Félix, acha pouco um ano, no caso do senhor Pinto de Sousa (Sócrates)! Onde vamos parar, com fazedores de opinião deste calibre?
Com mestria circense, o governo atira à cara das pessoas com miríficos projectos. Ele é um impossível aeroporto, ele é um TGV que ninguém sabe bem para onde vai, nem como, nem porquê, ele é investimentos para 2012(!), num nunca acabar de um futuro imaginário que, se se realizasse, jamais teríamos dinheiro para pagar.
Todos os relatórios, de todas as agências da especialidade, apontam no mesmo sentido: descalabro, desgraça, perda de terreno em relação à Europa (seja o que for que "Europa" queira dizer). Só Pinto de Sousa (Sócrates) acha que não, que todas as instâncias internacionais estão erradas. Só Portugal (o governo) sabe o que vai acontecer.
Orgulhosamente sós.
António Borges de Carvalho

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