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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A MATILHA

 

A partir de Domingo passado, um clamor de indignação se levantou por ermos e povoados, vales e montanhas, rios e marés: Santana Lopes tinha proposto, e o Congresso aprovado, a chamada “lei da rolha”!
Ribombaram indignações de toda ordem. Do grande democrata Jerónimo ao camarada Louça, do impossível e repenicadamente odioso Assis ao extraordinário Lacão, dos jornais mais à direita aos mais à esquerda, não houve quem não vituperasse a miserável proposta, o desvio fascizante, o regresso o passado, a nova censura, a evidente ofensa aos mais sagrados princípios da Constituição e das Leis, da democracia, dos direitos do homem, do diabo a quatro.
Até, imagine-se, os três ilustres candidatos (o abominável Coelho, o sossegadíssimo Branco e o rangente Rangel) elevaram as suas doutas vozes para lançar tonitruante anátema sobre a pavorosa iniciativa.
Imagine-se a gravidade do escândalo.
 
O pior, ou o melhor, é trocar a coisa por miúdos.
a)    Todos os partidos têm, nos seus estatutos, normas disciplinares preconizando a punição dos seus membros que contrariem as orientações ou os princípios do partido, o que, aliás, acontece com a generalidade das organizações da sociedade civil, do Benfica à Academia das Ciências, do PS à filarmónica de Alcagonces;
b)    No PSD, tais normas não constavam dos estatutos, mas de um regulamento disciplinar qualquer;
c)    Em tal documento eram estabelecidas várias sanções, que podiam levar à expulsão dos prevaricadores, prevaricassem quando prevaricassem;
d)    A seu tempo, o Dr. Santana Lopes apresentou as propostas de alterações estatutárias que teve por bem;
e)    Ente elas uma que passava a norma do regulamento referida em a) para os estatutos, ao mesmo tempo que passava a ofensa a tal norma a ser “grave” apenas a dois meses de eleições, e não a poder sê-lo em qualquer altura, como dizia, até agora, o tal regulamento;
f)      É evidente a intenção do proponente, primeiro de morigerar a aplicação de sanções, segundo de chamar a atenção, para a triste experiência do PSD nesta matéria, sobretudo nos últimos anos.
g)    Acontece que os três ilustres candidatos à liderança do partido, que não discutiram tal alteração estatutária quando ela foi posta à discussão, que não se opuseram a que fosse aprovada, que não votaram contra ela, que, se calhar, olímpica e propositadamente, a desconheceram, se apressaram, como uns leões, a embarcar na tempestade mediática que a estupidez congénita e o oportunismo idiota da nacional bem-pensância desencadearam em retumbante berraria.
 
É normal que a coisa rasca e ordinária em que o senhor Pinto de Sousa transformou o outrora respeitável PS trate de aproveitar a onda para tecer, contra o PSD, as alarvidades que entende, sem cuidar, sequer, de olhar para os seus próprios estatutos, onde matéria da mesma natureza é contemplada, e de forma mais punitiva.
 
O que não é normal nem se pode aceitar é que os três mosqueteiros da treta, em confronto eleitoral no PSD, decidam ocupar-se a desacreditar terceiros que com eles não concorrem - ao ponto, segundo o Branco, de achar a coisa “inconstitucional” - entrando na uivante matilha não se sabe com que fim que não seja dar largas à estupidez própria e desacreditar o partido que pretendem chefiar.
 
Pobre PSD!
 
16.3.10
 
António Borges de Carvalho

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