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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

“JUSTIÇA” SOCIAL

 

Conheci um economista americano que, como a empresa onde trabalhava faliu, andava a distribuir jornais porta a porta. Perguntei-lhe se não se sentia diminuído com a situação. Disse-me que sim, mas que se sentiria muito pior se andasse a viver à custa da caridade dos outros ou de um subsídio a que até tinha direito, mas que preferia “capitalizar”. Mais tarde ou mais cedo, dizia, há de aparecer um job em que possa aplicar os meus conhecimentos e ganhar em conformidade. Entretanto, não me penduro seja em quem for, nem no Estado, nem nas companhias de seguros, nem noutro esquema qualquer.
Compaginemos este exemplo com um dado que apareceu cá no burgo, aqui e ali, em letra miudinha: só em Janeiro deste ano, em Portugal, houve 19.000 (dezanove mil!) ofertas de emprego que ficaram por preencher. Números oficiais. Quer dizer: houve 19.000 portugueses - só num mês - que preferiram continuar a receber o subsídio de desemprego a ocupar-se de um trabalho desagradável. Na certeza, pensarão, que, quando o subsídio de desemprego chegar ao fim, entrará em acção o subsídio de inserção ou outra marosca qualquer que lhes permita continuar a não fazer nenhum ou prosseguir em biscates paralelos.
 
Quando se diz, aos gritos, que há não sei quantos mil jovens licenciados à procura de emprego, lembro-me de, já lá vão muitos anos, ter andado, às tantas da manhã, em Munique, num táxi conduzido por um jovem advogado que me explicou que, enquanto procurava uma situação melhor, tinha aceite ser taxista das sete da noite às sete da manhã, já que os horários de dia eram para os “profissionais”. Não se sentia menos digno por causa disto.
Vá-se lá dar este exemplo aos nossos ilustres “doutores”, quantas vezes “licenciados” em coisas que nem eles sabem o que são nem para que servem.
 
Se o camarada Louça lesse estas linhas chamar-me-ia os piores nomes. Para ele, há que dar tudo a quem nada faz, porque a “sociedade” deve a todos a satisfação do direito a uma sobrevivência digna e próspera.
O problema não é o do camarada Louça ou o do camarada Jerónimo, ou do aldrabão Pinto de Sousa - este só quando dá para a propaganda - terem opiniões tão miríficas, para não dizer estúpidas. É, outrossim, o de se ter instalado em Portugal, via um socialismo já endémico, a ideia de que há um semideus, o Estado, que deve tudo, incluindo o que não pode pagar. Como tal semideus lá está, poderoso e inamovível, alguém há-de pagar. O que implica, como é evidente, a ruína do Estado e a miserabilização da sociedade.
 
Os que precisam “mesmo” da solidariedade dos demais, vão, como não podia deixar de ser, morrendo de fome e de tristeza e de abandono.
Isto, por exemplo, para que os pilotos da TAP, mais o Picanço, mais a Avoila, mais o xarroco dos bigodes, mais o Carvalho da Silva & Cª Lda possam continuar a fazer as suas greves, as suas manifestações e outras sofisticadas formas de fazer troça de quem precisa.      
 
18.3.10
 
António Borges de Carvalho

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