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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

CONTRA O NEO-LIBERALISMO, MARCHAR, MARCHAR!

 

Os bodes expiatórios são uma das melhores armas de defesa de quem não tem razão.

O Staline arranjou os “brancos”, os aristocratas, os culaques e mais quem lhe deu na realíssima gana.

O Hitler serviu-se dos judeus.

O Mussolini dos plutocratas.

O Franco dos vermelhos.

O Chávez dos americanos.

O Cunhal dos “reaccionários”.

O Louça dos mexias e quejandos.

E assim por diante.

 

Nos tempos da ditadura quem não fosse da cor era comunista, ou para lá caminhava. Assim se reforçou o PC, único contraponto “legítimo” à PIDE.

 

Os tempos mudaram. A alma dos homens nem tanto.

O que os “brancos”, os aristocratas, os culaques, os judeus, os plutocratas, os vermelhos, os americanos, os “reaccionários”, os mexias eram, ou são, para as insignes personalidades acima invocadas, são hoje os “neo-liberais” para o Dr. Mário Soares, o senhor Pinto de Sousa, o camarada Alegre e outros actores menores mas não menos barulhentos.

Para esta gente, os males do nosso mundo são, sem excepção, devidos à nova classe social dos “neo-liberais”, coisa inventada pela estupidez crónica da esquerda como classe mãe de todos os dissabores e de todas as malfeitorias, da "economia de casino" ao "capitalismo selvagem" e a outros chavões da moda, que nos levaram onde estamos.

 

No fundo, o problema está em que não há quem diga a verdade a esta gente: o “rei” deles vai nu. Ou em que esta gente ande a esconder a verdade.

Quando gritam que o que é preciso salvar o “estado social”, esquecem-se que jamais houve estado social sem capitalismo, sem mercado, coisas sobre as quais, estupidamente, lançam o seu inquisitorial anátema.

Ignoram que a tal liberdade de que se dizem arautos jamais existiu sem capitalismo e sem mercado.

Acham (ó estupidez!), ou dizem achar (ó cinismo!) que, se os mexias e quejandos ganhassem menos todos os outros viveriam muito melhor.

Metem, ou querem meter, na cabeça das pessoas, que o “estado social” é uma coisa adquirida, que não é preciso pagar, ou que “quem tem”, se deixasse de ter, garantiria. Uma coisa que, já que ínsita na Constituição, é um “direito” que se confere (quem?, o quê? como?) a cada um sem condições, surgida como por encanto de alguma árvore das patacas inventada pelo socialismo.

 

O que esta gente devia dizer é que, para haver “estado social” é preciso haver quem o pague. E que ninguém o pagará por nós.

Não percebem, ou não querem perceber – porque o importante não é resolver o problema mas arranjar bodes expiatórios - que a grande crise, o grande falhanço que o abanar das instituições financeiras pôs a descoberto, é a crise e o falhanço do “estado social”, que ninguém sabe como vai poder ser pago amanhã, mas toda a gente sabe como não se vai poder pagar o que se gastou ontem.

No entanto, enquanto isto não for entendido, não haverá solução.

 

Do capitalismo esta gente tira o pior, isto é, infirmam as suas regras de ouro “salvando” bancos decrépitos ou bandidos à custa dos outros, metendo somas astronómicas em coisas absurdas, recusando, patriotismo bacoco!, uma injecção de sete mil milhões de euros na economia, adoptando ferozes políticas de anti-natalidade como se se tratasse de um ”valor moral”, fechando os olhos à rebaldaria estatal em que estamos garrotados, ou seja, pondo em causa o o próprio “estado social” que dizem defender.

Que lhes interessa? Nada. Interessa-lhes, sim, afirmar a inventona do “neo-liberalismo”, a fim de encontrar os “culpados”, em vez de perseguir os que seriamente o são, que não são poucos e estão, em esmagadora maioria, nas suas próprias fileiras.

 

Pena é que, pela direita, a resposta à demagogia acéfala ou interesseira da esquerda não seja denunciada e que os resquícios do PREC, que não são tão poucos como isso na cabecinha dos políticos, ainda façam o seu paralisante caminho na política portuguesa.

 

10.7.10

 

António Borges de Carvalho

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