Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ONDE ESTÁ A DIREITA?

 

Os partidos comunistas passam a vida a clamar contra as chamadas “políticas de direita”. Fazem o que, no seu caso, tem alguma lógica, embora careça de fundamento. Para eles, o mundo divide-se entre maus e bons, sendo os bons de esquerda e os maus de direita. O PS, sendo de esquerda, se se “porta mal”, passa a ser de direita.

Trata-se de uma espécie de fundamentalismo sem a oportunidade de se tornar terrorista, pelo menos terrorista propriamente dito. Tudo o que é mau, ou corre mal, é de direita. Tudo o que acham que corre bem é de esquerda, mesmo quando corre mal.

 

Acontece que, em Portugal, não há políticas de direita. Nem as que o CDS defende o são. Portugal ainda não saiu da piscina de esquerda em que se afoga há trinta e tal anos. O chamado complexo de esquerda é o que mais manda entre nós.

O Estado é o que foi herdado do Estado Novo (anti-liberal e omnipotente), terreno de cultura ideal para a esquerda, que brutalmente o engordou - os anos Pinto de Sousa, a este respeito, são de um exagero que ultrapassa a imaginação - e é hoje obeso, omnipresente, balofo. E falido, como não podia deixar de ser.

 

O Estado aumenta todos os dias a despesa. Todos os dias aumenta os impostos.

O Estado acredita nas virtudes salvíficas do investimento público, mesmo que o investimento público se faça em áreas absurdas, improdutivas, inviáveis e ruinosas.

O Estado ataca os ricos, entendidos como ricos os membros de uma anémica classe média.

O Estado vai buscar aos privados os “grandes dinheiros”, engordando privados com investimento público sem, sequer, se preocupar em saber como e quando vai pagar os “grandes dinheiros”.

O Estado, campeão mundial das chamadas energias renováveis, enche a paisagem de moinhos de vento pagos a peso de ouro com subsídios e parcerias, sem perceber que as tais energias são renováveis, mas o que custam não é.

O Estado entra em todas as demagogias da moda, tipo “aquecimento global”, “luta contra o CO2” (um gás que não polui), coisas que, sem utilidade de nenhuma ordem, custam milhões de milhões à humanidade e a nós também.

O Estado, ao contrário do que se passa em todos os países com problemas financeiros, insiste num modelo social inviável e caduco.

 

Tudo isto - o Estado obeso, o Estado omnipresente, o Estado gastador, o Estado falsamente protector, isto é, criador de sistemas de protecção inviáveis, o Estado estúpido e fanfarrão - é de esquerda. Poderia, outrossim, ser de extrema-direita, como já foi, ainda que nada comparável aos nossos tempos.

 

Onde está a direita? Onde está seja o que for para além do comunismo, do socialismo, da social-democracia, da democracia cristã, tudo ideologias anti-liberais e auto proclamadas “solidárias”, tudo ideologias que implicam a desresponsabilização individual e a noção da utilidade do trabalho, fazendo do homem um sugador de benefícios e um utilizador de direitos, não um cidadão que use direitos tendo a noção clara das suas responsabilidades e dos seus deveres.

 

O socialismo nórdico é mais liberal que o odiado “neoliberalismo”, por cá tão ferozmente anatemizado.

No auge do poder do partido socialista sueco, a economia estatal resumia-se a cinco por cento do total. O Estado cobrava impostos e servia a sociedade em conformidade. Os sindicatos colaboravam com o patronato, nunca pondo em causa a sua essência de indispensabilidade. Ainda hoje assim é.

Nunca houve progresso social, nem liberdade, sem liberalismo económico, isto é, sem um capitalismo saudável. Os males do capitalismo curam-se com os remédios do capitalismo, não com injecções socialistas de capital em empresas falidas ou bandidas.

 

Onde está a direita em Portugal? Não a direita do nacionalismo fascista - hoje também comunista - mas a direita dos direitos propriamente ditos, os que geram e viabilizam os chamados direitos sociais. Ou seja, a direita da Liberdade, da responsabilidade e, para usar um chavão moderno, do “desenvolvimento sustentável”.

 

21.9.10

 

António Borges de Carvalho

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D