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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PONTOS DE VISTA

 

O camarada Daniel Oliveira, ilustre membro do partido comunista BE, inigualável colunista do “Expresso”, pregador de insofismáveis quão zarolhas verdades e virtudes na “SIC”, compagnon de route do PS na sua versão alegre, veio, com a costumeira verve, perguntar à Nação o que aconteceria se o caso BPN, em vez de correr nas margens do PSD, corresse nas do senhor Pinto de Sousa. Isto para concluir que correriam rios de tinta e de indignação sobre o assunto, e que o senhor Pinto de Sousa, coitadinho, seria atacado por gregos e troianos e teria um trabalhão para convencer as pessoas das suas verdades. Tratando-se de pessoal com origem no PSD e com relações com o Prof. Cavaco (os outros foram cirurgicamente esquecidos pela “informação”), diz o maoista/bolchevista/trotzquista/badalista/miguelportista Oliveira, ninguém está a ser incomodado com o assunto, nem sequer o Prof. Cavaco, o qual, é preciso não esquecer, cometeu o hediondo crime de comprar umas acções a uma entidade à altura bem vista e de as vender uns tempos mais tarde com um bom lucro, isto para além de ter mantido no Conselho de Estado um amigo que não o merecia.

 

Talvez não seja dispiciendo dizer o que de facto aconteceu, assim como o que o IRRITADO acha que aconteceria se as águas sujas andassem no riacho do senhor Pinto de Sousa.

 

O que aconteceu foi que um banco que, além de falido era pasto das mais rebuscadas trafulhices, foi mantido à tona pelo Banco de Portugal, sob a insigne batuta do Dr. Constâncio, ex líder do PS e notório apoiante do senhor Pinto de Sousa - para o qual, recorde-se, até fabricou um orçamento putativo e aldrabado.

O que aconteceu foi que o presidente do dito banco, figura do PSD, foi preso e está a ser julgado em conjunto com mais uns cavalheiros, sendo da exclusiva conta da justiça-que-temos se o julgamento vier a estar acabado no século XXII.

O que aconteceu foi que o governo do senhor Pinto de Sousa, em vez de deixar cair o banco e de indemnizar, nos termos da lei, os seus depositantes, adoptou a solução socialista, isto é, nacionalizou-o, atirando o buraco para as costas dos contribuintes.

O que aconteceu, e continua a acontecer, é que o Estado, tão falido como o tal banco, ou quase, continua a despejar nele oceanos do nosso dinheiro, a fim de tapar os buracos que tudo fez para aprofundar.

O que aconteceu foi que um governo que é capaz de uma coisa destas continua paulatinamente a fingir que governa (diga-se que, se há “crimes” a assacar ao Prof. Cavaco, um deles é ter contribuído, por omissão, para que, dois anos depois da nacionalização, tal governo ainda exista).

 

O que aconteceria se o caso se passasse nas margens do senhor Pinto de Sousa?

Aconteceria pelo menos o que segue:

O presidente do banco, tal Coelho após Alcântara, continuaria gloriosamente à cabeça da instituição.

Todas as responsabilidades eventualmente assacáveis ao senhor Pinto de Sousa teriam sido arquivadas.

Todas as provas de envolvimento do senhor Pinto de Sousa no assunto teriam já sido mandadas destruir.

Os magistrados que envolvessem o senhor Pinto de Sousa e os seus amigos na tramóia já teriam sido desautorizados e as suas opiniões tidas por improcedentes.

O senhor Pinto de Sousa, perante o aplauso da sua gente, já teria demonstrado que:

- O BPN é um banco de solidez inatacável, como o país;

- Os seus dirigentes são cidadãos de primeira água, como ele e a sua gente,

- Ninguém tem nada a temer, sendo as medidas de austeridade necessárias para tapar os buracos do BPN - como as que lançou para tapar os buracos do governo, nada mais que suaves passos a caminho de um futuro promissor e luminoso.

       

Se o senhor Oliveira tem o tão aplaudido direito de fazer suposições, porque não há-de o IRRITADO de fazer o mesmo?

 

28.12.10

 

António Borges de Carvalho

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