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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

Declaração

Aqui há uns anos, um comunicado da Assembleia da República convidava as associações tais e tais (Misericórdias, “parceiros sociais” , universidades, associações de tias…) para, no prazo xis, se pronunciar sobre um qualquer projecto de lei.
Na altura, escrevi a Sua Excelência o dr. Almeida Santos, presidente do Parlamneto, a protestar contra o facto de tal convite não ser dirigido aos cidadãos, ou também aos cidadãos. Quem é, afinal, o “sujeito” da Democracia? A CIP? A CGTP? A Santa Casa? A associação dos moradores da Lapa? Ou os cidadãos?
É claro que a minha humilde cartinha caíu no mais roto dos sacos. O senhor presidente Almeida Santos nem sequer se dignou acusar a recepção.
Os cidadãos são chamados a votar nas alturas próprias. Tudo bem. A seguir, tudo mal. Os cidadãos deixam de existir enquanto sujeitos da democracia. São substituídos, ou por associações privilegiadas, escolhidas a dedo, ou por grupos mais ou menos informais, desde que façam barulho que se ouça. Não sei se é a isto que se chama “democracia” participativa, se quê. Mas sei que são esses grupos quem, por apoio ou oposição, acaba por nos governar. Os cidadãos foram óptimos para pôr os senhores no poder, mas foram esquecidos após as eleições.
Admito, até aceito, que os governos legítimos tomam as decisões que melhor entendam, por muito que delas discorde. O que já não posso aceitar é que, para me representar, o Governo, ou o Parlamento, ou seja que poder democrático fôr, dê a organizações a que não pertenço o direito de me representar, ou de opinar em meu nome. A mim, não perguntam nada. Mas são capazes de ir consultar o sindicato dos calceteiros sobre matérias qie me interessam.
É o que, por exemplo, se está a passar com a reforma da segurança social. Há uns senhores, que não me representam, nunca me representaram, nem jamais me representarão, que se vão sentar à mesa com o governo para discutir o assunto. E eu?
 
Eu aqui deixo a seguinte
 
 
DECLARAÇÃO
 
Eu, abaixo assinado, solenemente declaro que não dou procuração seja a quem for não por mim eleito para me representar seja em que discussão ou decisão for. Mais declaro não aceitar, e considerar orgânica, anti-democrática, piramidal, fascista, bolchevique, atrabiliária e ilegítima qualquer decisão na tomada da qual seja dado poder representativo a organizações de qualquer natureza, não legitimadas por sufrágio universal, directo e secreto, para, em meu nome, tomar decisões que me dizem respeito.
Lisboa, 3 de Maio de 2006
 
António Borges de Carvalho

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