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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ESTE PAÍS NÃO É PARA QUEM TEM JUÍZO

 

Respiguemos os destaques da monumental entrevista com que Sua Excelência o Procurador Geral da República nos presenteou:

 

1 - Lamento que os políticos continuem a tentar resolver problemas políticos através de processos judiciais;

 

2 - Fiz um comunicado em que disse: não há nada até este momento contra o primeiro-ministro. A partir daí a imprensa inverteu e desatou a atacar o procurador;

 

3 - As escutas (Vara e Sócrates) que passaram por aqui foram destruídas. O resto não sei;

 

4 - O segredo de justiça, em Portugal, é uma fraude, não há segredo de justiça nenhum!;

 

5 - A República tem que arranjar leis que a defendam (das escutas ilegais) ao nível do aparelho de Estado.

 

Aqui temos uma amostra do “pensamento” desta altíssima figura do nosso sistema judicial.

 

Numa análise rápida:

 

1 - A asserção verdadeira devia resultar da inversão da frase: é de lamentar que o PGR utilize as suas funções para proteger políticos aflitos ou suspeitos, resolvendo problemas judiciais com critérios políticos;

 

2 - Ao safar, como confessa, o primeiro-ministro, o PGR põe em causa e desmente, com critérios políticos, os seus subordinados que tinham seguido critérios judiciais;

 

3 - O PGR confessa que não faz a menor ideia se há ou não há, por aí (nos seus próprios serviços!) cópias das escutas;

 

4 - Se o segredo de justiça não existe é porque ele, os seus serviços ou os seus subordinados não o respeitam;

 

5 - A República deve proteger os cidadãos de escutas ilegais, e não só o aparelho de Estado!

 

O PGR há muito devia ter sido substituído por alguém que, pelo menos, tivesse uma dose razoável de bom senso.

Depois desta entrevista, que está o senhor a fazer no palácio? A resposta é: está a demonstrar que o país, no que à justiça diz respeito, há muito que não existe, e a proclamar aos sete ventos que os problemas da justiça começam ao mais alto nível. Ao nível dele e ao nível de quem lá o segura.

 

21.2.11

 

António Borges de Carvalho

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