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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A HISTÓRIA DA DESGRAÇA

 

Anda para aí uma discussão, estúpida e manipuladora, destinada a convencer o pessoal da “evidente” “culpa” de todos os governos que, de Cavaco até hoje, se ocuparam das nossas finanças.

 

Convém, mais que não seja a título de inventário, dizer o que se passou, a fim de, numas dúzias de espíritos que seja, esta aldrabice não faça tanta mossa como as tantas e tantas e tantas que por aí florescem.

 

Assim:

 

Quando Cavaco virou as costas ao poder e deixou a batata quente nas mãos de um bem-intencionado ineficaz, a dívida, e o défice, tinham subido mas não estavam fora de controlo, não passavam do que era tido por normal em nações financeiramente saudáveis.

Chegou Guterres. A despesa aumentou, a economia nem por isso, o estado “social” engordou, a situação dos dinheiros públicos entrou em perigosa derrapagem. Guterres deu à sola quando percebeu que tinha feito asneira e que não tinha estaleca para a emendar.

Veio o Barroso. Dona Manuela entrou para as finanças. A primeira coisa que fez foi denunciar a situação e tratar de pôr as contas em ordem. O PS entrou em delírio: que não era preciso tratar das finanças, a economia é que era bom, a dona Manuela não percebia nada do assunto. À cabeça do delírio aparecia Pinto de Sousa na televisão a trocar as voltas a Santana Lopes, que se via à rasca para fazer perceber que a dona Manuela é que tinha razão, que a economia não dava para endireitar as coisas e que era preciso cortar na despesa. O ultra socialista Sampaio ajudava à missa com a célebre história da vida para além do défice. Diga-se que este senhor jamais apresentou desculpas à Nação, apesar do muito que a prejudicou com a sua partidarite esquerdista e desonesta.

Barroso deu de frosques à procura de melhor. Sampaio nomeou Santana Lopes. Santana Lopes pôs nas finanças um homem sério e competente, que se propôs continuar na linha de dona Manuela, ou seja a tentar endireitar a desgraça financeira que o guterrismo tinha causado.

Por inveja e malquerença, o Prof. Cavaco Silva e o Rebelo de Sousa, acompanhados por uma chuva de idiotas e de socialistas, trataram de desacreditar um governo que era, pelas pessoas envolvidas, talvez o mais prometedor de todos os governos constitucionais. Sampaio aproveitou a boleia e zás!, governo abaixo. Um golpe de Estado constitucional, rasca e indecente, mas formalmente “legal”. Apesar do que veio a passar-se, Sampaio continua a não pedir desculpa e a armar-se em patriota.

 

A cama assim feita, veio o Pinto de Sousa. A máquina funcionou com o combustível generosamente oferecido por esse outro inacreditável socialista, Constâncio de seu nome, através de um “orçamento” putativo, que jamais existiu, mas que serviu às mil maravilhas o Pinto de Sousa. Como por encanto, Pinto de Sousa aumenta o défice, e diz que o baixou. O pessoal, empurrado pela máquina de desinformação do governo, acreditou. Depois, baixou o défice que tinha conseguido aumentar, mediante umas voltas contabilísticas, umas  desorçamentações e coisas do género. Isto, enquanto entrava como um histérico em parlapatices tais que as SCUT’s de borla, as PPP’s, o “Magalhães” e sei lá que mais trampolinices demonstrativas de irresponsabilidade, incompetência e trafulhice.

O povo começou a deixar de acreditar e tirou-lhe a maioria absoluta, o que, se o homem não fosse um tiranete, teria levado a uma coligação com o CDS ou, até, com o PSD. Coisa que, contra a vontade dos eleitores e contra os interesses da Nação, foi liminarmente recusada.

 

Assim se chegou onde chegámos. É cero que com uma ajuda da crise externa. Mas, no nosso caso, a crise externa serviu para que se começasse a descobrir o véu da desgraça que a dona Manuela e outras pessoas de bem há muitos anos anunciavam.

 

Por tudo isto, quando se fala de culpas devia falar-se de coisa que é exclusivamente pertença do chefe do PS e daquilo em que ele transformou o partido, o bando do “congresso”: aldrabões, carneiros e yes men, para falar suavemente.

 

É esta gente que está a negociar com os credores! É esta gente que vai fazer o programa do governo seguinte.

Na certeza que, se nos acontecesse a desgraça de continuar a ter esta gente no poder, nem esse programa seria cumprido, como não o foi o orçamento, o PEC 1, o PEC 2, o PEC 3, como não o seria o PEC 4 e tudo o mais que esta gente dissesse ou prometesse.

 

O pior, meus amigos, é que temos que fazer orelhas moucas a palavras loucas.

Sendo certo que as palavras loucas são tão sonoras, tão manipuladoras e tão “tecnológicas” que, para muitos, vai ser difícil escapar à sua perniciosíssima influência.     

  

18.4.11

 

António Borges de Carvalho

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    hummming 19.04.2011

    Na minha modesta opinião, nada melhor como refrescar as mentes mais esquecidas com FACTOS históricos e constatar, com ou sem FMI, como este país tem sido palco de frequentes (sobretudo o último do aldrabão mor) Golpes de Estado Financeiros, por parte da plutonomia vigente.
    Faço também minhas as questões do "Impertinente" (*):

    «Que país é este que tem um presidente com a reputação assim manchada e um primeiro-ministro envolvido em mais trapalhadas e mentiras do que a totalidade dos primeiros-ministros, desde pelo menos a queda da 1.ª república?
    E, já agora, um país que tem um Duarte Lima, antigo presidente do grupo parlamentar de um dos dois partidos do poder, que aparece envolvido em trapalhadas que começam nos seus tempos de parlamentar com dezenas de contas bancárias por onde circularam milagrosamente milhões de contos, e continuam agora com estórias de morte no Brasil e, uma vez mais, sabe-se agora, envolvimentos no caso SLN-BPN - les bons esprits se rencontrent?»

    (*) http://impertinencias.blogspot.com/2011/04/pode-o-beneficio-da-duvida-evoluir-para.html

    Já agora e por falar em Golpes de Estado -Financeiros, fica aqui um relato interessante acerca do BPI:
    http://so-me-apetece-cobrir.blogspot.com/2011/04/o-bpi.html
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