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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

O IMPÉRIO DA ALDRABOLOGIA

 

De repente, as acusações, ao PSD, de liberal, neo-liberal, etc., aumentaram de tom: agora, passaram a “ultraliberal”. Hão-de chegar a hiperliberal (é a mesma coisa mas ribomba mais) e a não sei que mais adjectivos, todos apostados em criminalizar o liberalismo, e o PSD com ele, como se o liberalismo não fosse pai da Liberdade, como se alguma vez tivesse havido Liberdade sem liberalismo político, social e económico.

 

Os defensores daquilo a que chamam liberdade sendo ao mesmo tempo os inquisidores do liberalismo, entendem liberdade como a possibilidade de ir dizendo umas coisas sem problemas de maior e votando de vez em quando, desde que se aceite a omnipresença do Estado nos mais insignificantes pormenores da vida de cada um, nas decisões das empresas, passando pela fiscalização da receita do pastel de bacalhau ou pela porca de 3/8 de polegada no contador da água.

Haverá liberais em Portugal? Talvez alguns intelectuais, um ou outro jornalista, um raro professor… O Dr. Passos Coelho, hélas!, nada tem de liberal. É um pragmático que já percebeu que, a continuar o poder político que temos, a outra parte não vamos senão àquela que nos vem sendo oferecida pelo poder: a morte lenta e certa, mais certa do que lenta.

 

Para além de uma anedota com o nome de “socialismo liberal”, contada por uns cómicos que reuniam no Grémio Literário aqui há uns anos, e de uma falhada tentativa de meia dúzia de CDS’s defensores do aborto que queriam lançar uma espécie de liberalização dos costumes, ninguém mais teve a “coragem” de tentar pôr a liberdade da sociedade, ou dos cidadãos, acima da ingerência absolutista do Estado patrão, educador, enfermeiro, cientista, condicionador, controleiro, olheiro, paralisador… Ninguém!

 

Quando leio no jornal um “politólogo”, serventuário encartado do senhor Pinto de Sousa, acusar o PSD de “ultraliberal”, não posso deixar de pensar que o ilustre intelectual (os “politólogos” são intelectuais, não é?), ou não tem a mais remota ideia sobre aquilo que está a dizer, passando assim à categoria de “ignorantólogo”, ou sabe o que está a dizer, integrando-se então no sindicato dos “aldrabólogos”, cujo presidente é o senhor Pinto de Sousa.

 

O PSD passou a ultraliberal, por exemplo, por se propor, timidamente, “estudar o plafonamento” das reformas… coisa que o camarada Zapatero já fez há uns tempos, não constando que seja liberal, ainda menos ultraliberal.

Quando o PSD propõe, cheio de cautelas, o desagravamento da taxa social única (um disparate a taxa ser única, não o ser desagravada), progressivamente, até quatro por cento, lá vem a acusação: o PS e os demais servos do senhor Pinto de Sousa, a começar pelo nosso “politólogo”, um tal Freire, aqui d’el Rei!, mais uma intolerável ultraliberalice. Isto, todos sabendo, a começar pelos aldrabólogos da nossa praça, que a descida da taxa é uma das imposições do acordo gloriosamente negociado e celebrado pelo senhor Pinto de Sousa com a trempe. Crime de ultraliberalismo é limitar tal descida, como propõe o PSD… Vêem a lógica disto? Não vêem. Ninguém pode ver. Mas a camarilha vê o que o senhor Pinto de Sousa quer meter pelos olhos dentro de cada um. E repete. Ecoa. Nada tem para dizer que não seja ribombar o “pensamento” do chefe, como na União nacional, como no partido nacional-socialista alemão, como no PC da União Soviética, como no fascismo italiano, como em Cuba, na Venezuela ou na Coreia do Norte. O “espírito” é o mesmo. O ambiente é que é outro.

 

Há dez minutos, o camarada Louça, o tal que disse (escreveu!) que o nosso problema é “a burguesia” - uma ideia troglodita, para dizer o menos - descobriu a careca do senhor Pinto de Sousa. O senhor Pinto de Sousa propôs a Bruxelas, escrito e assinado, uma “violenta” redução da taxa social única a pagar pelas empresas. O senhor Pinto de Sousa embatucou e, sem responder nem reconhecer o que tinha proposto, desatou à porrada ao PSD, por este ter tido a coragem de propor que se fosse até 4%, ao longo de vários anos…

 

Os membros da clique, o tipo do beicinho, o patarata Lelo (que não se chama Lelo - lelo, não se esqueçam, quer dizer vaidoso, presunçoso, leviano, maluco, palerma), o palavroso his master’s voice Assis e quejandos, acompanhados por doses industriais de aldrabólogos, funcionam como repetidores e intensificadores do “sinal” do chefe.

 

Ontem, interpelado por quem sabe, o Assis disse que o inexistente programa do PS - inexistente não porque não exista mas porque não tem uma só ideia, nova ou velha - não existe, é verdade, porque se trata de um “programa de continuidade”.

Sábias palavras, a demonstrar à saciedade que, se o PS ganhasse, garantíamos a continuidade da aldrabologia e da desgraça que há seis anos tomaram de assalto a Pátria, sob o comando do senhor Pinto de Sousa e da sua camarilha! Isto, confirmado pelo his master’s voice em pessoa.

 

Enfim, a lista de dislates, falcatruas e aldrabices é interminável e indigerível. Se Passos Coelho disser que vai chover, tratar-se-á do anúncio de um dilúvio universal comandado pelas forças ocultas do ultraliberalismo. Se Passos Coelho for fazer xixi, trata-se de uma actividade poluidora, própria de ultraliberais que não respeitam o ambiente. Se Passos Coelho defender que as pessoas vivam melhor, tal não passará de uma manobra ultraliberal destinada a pôr as pessoas a tratar de si e a destruir o sacrossanto Estado “social”.

E por aí fora.

 

Se eu fosse ao Passos Coelho fazia como o célebre Almirante: vão à merda!           

      

11.5.11

 

António Borges de Carvalho

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