Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DO SOCIALISMO DEMOCRÁTICO

 

É universalmente aceite o papel que o chamado socialismo democrático, sob a alta direcção de Mário Soares, teve na erradicação da ameaça comunista em Portugal.

Posto isto, perguntar-se-á: o socialismo democrático é mais democrático ou mais socialista, ou mais uma coisa ou outra consoante as conveniências?

 

Nos idos de 82, quando a AD tomou a dianteira na revisão constitucional, foi possível acabar com o Conselho da Revolução, que muito incomodava Mário Soares, e, entre outras ligeiras alterações, dar algumas aberturas à iniciativa privada e “civilizar” o sistema. Tocar nas sacrossantas nacionalizações ou noutras estúpido-social-comunistas disposições, nem pensar! Dizia Mário Soares à altura que não tinha “abertura” para tal por parte da ala esquerda do PS (Sampaio & Cª). Sabe-se lá se assim era.

 

Passaram sete anos (sete anos!) para que a estúpido-social-comunista norma da irreversibilidade das nacionalizações fosse abolida. Os resultados estão à vista. Alguns grupos reconstruíram-se, mas os seus reconstrutores tomaram algumas legítimas cautelas. O BES, por exemplo, é detido por uma companhia… luxemburguesa. Isto de patriotismo, ou funciona em dois sentidos, ou torna-se mais suave. Nunca mais houve dinheiro “a sério” em Portugal. O investimento deixou de ser fruto da aplicação de resultados com apoio bancário, para se tornar em aplicação de apoio bancário, com meios próprios… às vezes.

Assim se malbaratou a “pesada herança”, à conta moral e política do socialismo democrático que, neste aspecto, se diferencia nitidamente da social-democracia europeia em geral e nórdica em particular.

Agora que os sucessores da AD propõem, com extrema timidez, algumas alterações constitucionais indispensáveis à retoma de alguma confiança no regime, eis que o PS regressa aos seus fantasmas de estimação.

O socretinismo, acusado de virar à direita, engrossou o Estado como só um socialista ferrenho o pode fazer. A segurança social passou a ser, ou continuou, privilégio do Estado. Tudo o que contribua para a viabilizar é considerado, pelo menos, “capitalismo de casino”, ou essa coisa que se erigiu em mal de todos os males e a que o socialismo resolveu atribuir o epíteto de “neo-liberalismo”, mesmo que ninguém, a começar pelos socialistas, saiba o que isso é ou como se exprime. O emprego passou a ser pasto dos slogans da extrema-esquerda, vigorosamente apoiados pelo “socialismo democrático” e alimentados por um sindicalismo mentecapto, grosseiro e troglodita.

O “pai” Soares não se cansa de glorificar a Constituição e o seu socialismo obrigatório, como se não soubesse ou não lhe conviesse saber o que é a democracia.

 

Por outras palavras, o socialismo democrático, na sua versão nacional, continua a ser o primeiro sustentáculo do insustentável, o defensor de eleição do imobilismo, o paladino do Estado monstruoso que o senhor Pinto de Sousa nos deixou, o entrave número um a uma mudança que ofereça uma vida melhor aos portugueses.

Nem o mais leve sinal de o ter compreendido é o discurso vazio dos candidatos à chefia do PS. Um sempre foi, e continua a ser, o mais caninamente fiel socretinista do partido. Outro, que de outra maneira parece pensar (ainda que, com laivos de verdade, se possa dizer que não pensa nem sabe o que isso é), é coisa pior ainda que o socretinismo.

 

A extrema-esquerda e o sindicalismo fundamentalista (que é o que temos) podem estar descansados.

Enquanto o PS for o que sempre tem sido, as “conquistas de Abril” continuarão a dar os seus repugnantes frutos.

 

16.7.11

 

António Borges de Carvalho

10 comentários

Comentar post

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D