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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

O JARDIM DA MADEIRA

 

O IRRITADO costuma ser honrado com a presença de um número mais ou menos regular de comentadores. A todos aqui fica o agradecimento que merecem, sejam eles apoiantes, críticos ou as duas coisas, segundo as ocasiões e as opiniões que vão aparecendo no blog.

 

Posto isto, atreve-se o IRRITADO a estranhar que, desde há dias, a propósito de assuntos completamente díspares e sem ter nada a ver com eles, os meus queridos comentadores venham aproveitando as oportunidades para, a despropósito, se envolverem em discussões sobre o Dr. Jardim e a sua excelência ou vilania.

Não se sabe se isto trás implícita uma crítica ao IRRITADO por ainda não se ter pronunciado sobre as últimas notícias da Madeira, coisa que ocupa toneladas de papel e de tempo de antena.

Picado, o IRRITADO reage ou, se quiserem, dá à casca, procurando responder, de uma assentada, ao muito que por aqui sobre o assunto tem aparecido.

 

Dada a violência de tais notícias, e para descanso de quem anseia, o IRRITADO opina que o Dr. Jardim não deveria apresentar-se às próximas eleições regionais. Em seu lugar o número dois ficaria à cabeça da lista e, como manda a Lei, subiria o primeiro suplente lá do fim. Depois, logo se via quem subiria à Quinta da Vigia. Não se faz ideia quem.

Para o cidadão comum do chamado “rectângulo”, o Dr. Jardim “é” a Madeira, o resto é paisagem.

O Dr. Jardim já lá está há tempo demais, por mérito próprio ou por demérito dos seus adversários, que parecem não ser capazes de vender um copo de água no deserto. O Dr. Jardim ia-se embora, ficava livre de se defender daquilo que o acusam, e evitava ter que ser ele a descalçar uma bota que ninguém sabe como se descalça.

Por outro lado, é verdade que, com pena ou sem ela, o pessoal está cansado do “estilo” do homem. Há coisas que podem usar-se, mas com conta e medida, não a torto e a direito, como o são as jardínicas invectivas e descocos.

Alberto João sempre foi polémico. Sempre tratou mal os seus adversários, bem como os que, não o sendo, lhe merecem aleivosias. Chegou o momento de se deixar disso. A única forma de o fazer é reformar-se.

 

Compreenda-se, porém, o que o espera se se for embora. Durante anos e anos, a cada hora, a cada segundo, o estilo PS revelar-se-á. Ganhando ou não as eleições, o Dr. Jardim será objecto da mais radical violência moral, social e política. Nada de mau haverá na Madeira que não seja sua exclusiva obra e desculpa número um para as asneiras de quem vier a seguir.

Compreenda-se o dilema: sair e levar pancadaria de todo o lado, incluindo os seus amigos que deixarão de o ser assim que virar costas, ou ficar, podendo tentar tapar os buracos e continuar a ter tribuna para as suas provocações.

 

É evidente que Dr. Jardim conseguiu, na Madeira, vastíssimas realizações. O arquipélago é hoje totalmente diferente, para melhor, do que era antes dele. Há bolsas de pobreza, diz-se com foros de verdade. O que não invalida a obra realizada, antes será excepção a confirmar a regra.

Simplesmente… simplesmente não havia dinheiro para pagar o que se fez e continuou a fazer-se mesmo depois de já não haver qualquer esperança de socorro.

É esse o “crime” de Jardim. Tirem-lhe as aspas, se quiserem.

A seu favor tem o facto, que parece indesmentível, de não se ter locupletado com dinheiro público. Do seu entourage não sei se se pode dizer o mesmo.

 

A pergunta que se segue é: quem tem moral para atirar a primeira pedra? Os socialistas do continente, que fizeram muito mais e muito pior, deixando em toda a gente as mais evidentes suspeitas sobre a lhaneza e a probidade de tanta gente? Parece que não. Esses deviam estar calados como um rato se se soubessem ver ao espelho.

O Presidente da República, que se deixou humilhar por Jardim sem uma palavra de denúncia? Duvido.

Os portugueses que, depois de quatro anos da mais refinada loucura governamental, puseram o senhor Pinto de Sousa outra vez no poleiro? De maneira nenhuma.

A esquerda radical, quer dizer, comunista? Essa pode dizer cobras e lagartos, mas como diz mal de tudo e do seu contrário, não interessa.

Os partidos do poder? Esses, talvez. O PSD, porém, está entaladíssimo e ser-lhe-á muito difícil ir para a além do que Passos Coelho já disse. E, se o PSD se honra de não dizer mal do PS, porque carga de água há de vituperar os seus? O CDS, menos entalado, não pode deixar que, por causa do Jardim, a coligação abane.

A triste verdade é que o Governo pouco mais pode que arranjar maneira de, fazendo das tripas coração e do nosso bolso um poço sem fundo, tratar de arranjar uma forma qualquer de resolver mais este problema. Aliás, a especialidade do Governo, para já, não é nem pode ser outra.

 

Nos bastidores, o Presidente da República, o Dr. Passos Coelho e não sei mais quem, deviam puxar os cordelinhos necessários a que o Dr. Jardim passasse a bola.

Serão capazes? Prouvera que sim.

 

19.9.11

 

António Borges de Carvalho

 

E.T. - Inaceitável, a todos os títulos, é o que o IRRITADO acaba de ouvir de um rapazola, creio que novo porta-voz do PS. Com fero olhar, o fulano declara que o PS “exige” que o Dr. Passos Coelho declare que o Dr. Jardim personna non grata. Onde pode chegar esta gente, que andou seis anos a enganar-se e a enganar-nos nas contas - para dizer o menos!

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