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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DAS BALDAS DO ENSINO

 

 

Segundo os jornais, um número considerável de macacões entrou em medicina via “ensino recorrente”, coisa de que o IRRITADO não tinha conhecimento mas que parece ombrear com essoutra maravilha do socracretinismo a que se deu o nome de “novas oportunidades.

 

A bandalhice começa no facto, já muito antigo, de se exigir aos candidatos a medicina médias altíssimas, sem cuidar de saber se os ditos têm um mínimo de aptidões psicológicas para exercer a profissão, se têm alguns sentimentos que os habilitem a ver nos doentes seres humanos iguais a eles e que deles precisam em situações de carência do mais precioso dos bens, a saúde.

Assim, acedem a medicina os melhores em notas, provenham elas de inteligência ou de marranço, fulanos que podem muito bem ser umas bestas, uma vez que a inteligência ou a capacidade de trabalho, embora indispensáveis, não são nem jamais foram aval de “humanidade”, de altruísmo ou de dedicação ao próximo. Para medicina, talvez não seja preciso ter dezanoves ou vintes, mas é, com certeza, preciso que, para além dos conhecimentos, seja examinada a qualidade emocional psicológica e psíquica de cada um.

 

Ao notável sistema de selecção em vigor veio juntar-se, por benesse socialista, uma horda de indivíduos, com médias de 19 ou 20, que fizeram o secundário… num ano!

Compreende-se que o ex-primeiro-ministro tivesse uma queda especial para este tipo de formação, sobretudo quando se via ao espelho. Não se compreende que o ministro Gago, fulano que parecia merecer alguma consideração, tenha criado esta formidável burla.

Burla que é tanto maior quanto qualquer tipo de ensino recorrente serve para entrar em medicina! Um fulano “fez” o 12º ano num ano e em matérias base tais que inglês e castelhano. Obteve (como?) 19 valores… E aí vai ele de rompante para a mais nobre das faculdades!

 

Se virmos bem, a coisa não passa de uma consequência natural da filosofia triunfante, a tal que postula a não necessidade de exames, a consideração do aluno não como um trabalhador a quem compete uma tarefa exigente mas como um privilegiado a quem a sociedade deve o ensino, quer estude quer não, quer mereça quer não.

Teoricamente, o IRRITADO nem sequer é contra o ensino recorrente. Não estará errado que um cidadão excluído do ensino por circunstâncias da sua vida mas que, ao longo dela, foi enriquecendo os seus conhecimentos, tenha a oportunidade de os demonstrar e alargar, de forma a poder, uma vez provadas as suas aptidões, ingressar no ensino superior. Sempre, porém, mediante rigorosíssimos exames, obviamente centrados nas matérias que têm a ver com o curso a que se quer candidatar.

Se assim não for, como não é, estamos perante uma fraude legal, um direito adquirido sem nenhum sentido ou fundamento.

 

No fundo, se virmos bem, a coisa até tem a sua lógica. Não vivemos nós num país onde se vendeu às pessoas, na loja da Constituição, das leis e dos governos, a ideia de que são sujeitos de uma infinidade de direitos, qual deles mais absurdo ou mais impraticável, e de nenhuma obrigação?

 

25.9.11

 

António Borges de Carvalho

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