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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

CESARISMOS

 

O IRRITADO tem, por diversas vezes, expressado a sua revoltada indignação em relação à recusa do governo do senhor César em receber o navio construído nos estaleiros de Viana do Castelo, evidente manobra para fazer ajustes directos milionários com empresas gregas de aluguer de navios, não de algo de coisa que pudesse, tecnicamente, justificar-se.

 

O navio foi recusado por uma diferença entre velocidade ínsita no respectivo caderno de encargos e a velocidade efectiva do navio. Ainda que tal diferença não fosse significativa, o governo do senhor César aproveitou a deixa para efectuar negócios cuja legitimidade pode facilmente ser posta em causa.

Mais. O governo do senhor César procedeu de forma a arruinar uma empresa do Estado, contribuindo, sem a mais leve sombra de escrúpulo, para a nacional desgraça económica e financeira, para o risco de desemprego de centenas de trabalhadores qualificados e para o descrédito da nossa indústria de construção naval.

Nada nem ninguém caiu em cima do senhor César por este autêntico crime de lesa Pátria. Os ditames da sacrossanta autonomia foram mais fortes que o sentido crítico dos nossos governos, que o nosso Presidente da República, que as nossas leis, que os nossos procuradores, que os nossos tribunais, que a nossa polícia. Tudo minha gente se calou, se agachou, achando “uma pena” e, implicitamente, acusando os estaleiros de incompetência. Por causa de um nó de velocidade ou coisa que o valha!

Acresce que parece que o tal nó se ficou a dever a alterações ao projecto inicial, motivados pelo senhor César ou aceites por ele.

Acresce ainda que os últimos ensaios, há dias realizados, apontam para a ausência do alegado quão mísero defeito do navio. O navio viajou à velocidade do caderno de encargos entre Viana e Lisboa. Parece que o ensaio, nos preciosismos técnicos dos fiscais, só será válido se o mesmo resultado for conseguido no caminho inverso. No parecer das dormentes autoridades, vale mais tal preciosismo que o interesse de Portugal, seja ele continental ou insular.

Admitindo que, em sentido inverso, se verificasse a falta do nó em causa, que moral, mesmo assim, há na reiterada recusa do navio?

 

É claro que, no tempo do senhor Pinto de Sousa, estava tudo no melhor dos mundos. O senhor César era lá da organização, não podia ser chamado à pedra. A colmatar a maravilha, o camarada Chavez propunha-se comprar o navio. Mais barato, mas comprava.

Como era de calcular, a compra do camarada Chavez não passou de mote para uns dias de propaganda do senhor Pinto de Sousa. O camarada não comprou coisíssima nenhuma, o pessoal esteve à beira do desemprego, e não sabe ainda o que vai acontecer, ao dito e aos estaleiros.

 

Mais estranho ainda é que o actual governo, que parece estar a fazer o que pode para salvar a empresa e vender o navio a outrem, não tenha uma palavra de condenação do “patriotismo” do imperial senhor César, não mande a Judiciária investigar o negócio do aluguer de navios aos gregos - milhões por ajuste directo - e que não tenha havido, que se saiba, fiscalização do Tribunal de Contas, tudo parecendo claro como a água e legítimo como… o caraças!

 

22.11.11

 

António Borges de Carvalho

 

 

ET. Nem de propósito: foi anunciado que nos  comptentes ensaios, o nó em fata foi ultrapassado - mais um nó - na viagem de Viajrm depara Lisboa. Mas, por mais que fique demonstrado. o hierarca do socilalismo ibérico não ceVe. Será porque está feito com os gregos? Conosco,de certeza, nnão está. 

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