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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA TRAFULHICE MEDIÁTICA

 

Há uns dez dias, mais coisa menos coisa, que, mercê de alta gritaria jornalística, anda a malta ocupada quase exclusivamente com dois assuntos: a maçonaria e o Jerónimo Martins.

Dois assuntos que não valem um caracol.

 

A Maçonaria, sociedade ridícula e arcaica onde uns caturras se juntam para contradanças “litúrgicas”, patacoadas “filosóficas” e brincadeiras com bonecada diversa, foi importante em tempos, fazia revoluções e golpes de estado, tinha pelotões armados, tudo em nome de altos princípios “constitucionais”. Por cá, mataram o Rei e o Príncipe Real e, mercê de golpada urbana, implantaram a República e passaram a matar-se uns aos outros e a desgraçar a Nação, como não podia deixar de ser. É evidente que, se lhes perguntarem, dirão que não mataram ninguém, que eram uns idealistas “civis” e que má era a Carbonária, coisa com a qual nada tinham a ver. Pois.

O grande ex Grão-Mestre da coisa veio hoje à televisão dizer que a organização nada tem a ver com a política, mesmo integrando membros de todos os partidos, PC incluído. Disse também que, se algum membro da prestimosa organização se portar mal, é convidado a sair. Deve ser por isso que por lá anda um tal Ricardo, ilhéu que foi apanhado em flagrante delito de roubo de telemóveis.

No “Expresso” uma alta figura do dito vem explicar que aquilo é uma sociedade de crentes, onde há tipos de todas as religiões e de falta delas, além de adeptos do espiritismo e doutras martingalas, como as do senhor Kardec e da madame Blavatsaky.

Estes propagandistas dizem que a política fica à porta do “templo” e que jamais a organização puxou cordelinhos, entrou em questões partidárias ou moveu influências. Pois não.    

É claro que pode haver algum “ramo” que cometa irregularidades e pratique actos à revelia dos mandamentos da coisa. Escusado será dizer que se trata de gente que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria. Pois é.

Ou muito me engano ou o filme bufo a que vimos assistindo tem mais a ver com guerrinhas entre “lojas” que com alguma coisa que nos interesse enquanto cidadãos.

Além disso, como é evidente e o próprio director do “Expresso” implicitamente admite, tem a ver com a luta de galos que há longo tempo vem sendo travada entre os senhores Balsemão e Vasconcelos, coisa com que os cidadãos também nada têm a ver: comam-se, matem-se, esgadanhem-se mas não chateiem!

O próprio jornal privado chamado “Público” que, aqui há tempos, se empinou contra o jornal do amigo Oliveira porque este tinha violado correspondência, faz exactamente o mesmo e - ó espanto! - invoca “interesse público”, coisa que seria justa se interesse público fosse o interesse do “Público”. Tudo isto para quê? Para informar a malta que o senhor Montenegro foi convidado para um almoço da Maçonaria!  O que temos nós com isso?

Se, da parte dos órgãos de informação, houvesse alguma sombra de preocupação com o interesse público, então borrifavam na Maçonaria. Ou havia ilícitos no comportamento de alguém, e era isso o que interessava, ou não havia notícia, isto é, o assunto seria os tais ilícitos, não a Maçonaria.

Em resumo, a opinião pública é envenenada à exaustão, servindo de carne para canhão em guerras que lhe não dizem respeito.

O resto é conversa e venda de papel.

 

Eis-nos chegados ao caso Jerónimo Martins, que tem enchido páginas, ocupado tempo às pessoas e sido objecto de desvairadas declarações e opiniões do mais cretino, até da parte de gente tida por responsável, como o Capucho de Cascais ou o Almeida do Belenenses.

Um tipo que paga ordenados a tempo a 26 mil pessoas, num país pasto de desemprego galopante, se não deixa de ter obrigações por causa disso, deveria, pelo menos, ter direito ao benefício da dúvida.

Mas não. O homem é um canalha, um fulano que larga postas de pescada patrióticas e que, assim que lhe convém, dá à sola para a Holanda!

Um pouco mais esclarecida a coisa, conclui-se que o homem paga por cá montes de milhões em impostos e  vai continuara a pagar. Foi pôr a holding num sítio onde os bancos ainda têm dinheiro para emprestar e onde é capaz de haver tribunais com pés e cabeça. Pagará lá alguns impostos, sem dúvida uma pequena parte do que paga por cá. Mas ganhará oportunidades para investir, coisa que deixou de ser uso entre nós.

O IRRITADO, fiel cliente do Pingo Doce, deseja as maiores felicidades ao grupo ora objecto da tanta e tão estúpida perseguição.

 

8.1.2012

 

António Borges de Carvalho

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