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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

JORNALISMO DE REFERÊNCIA

 

A Directora & Associados que, numa hora em que a razão dormia*, o ilustre Belmiro escolheu e contratou para o “Público”, andam numa sanha oposicionista sem precedentes. Vá lá saber-se porquê, ou seja, porquê transformar um jornal que, nos últimos anos, teve o mérito de informar com isenção, numa coisa meramente política e, dentro da política, num instrumento do PS para dar cabo do que existe.

Faz o dito jornal mais oposição, com duvidosos critérios, que o próprio partido ao serviço do qual parece estar. É certo que o PS que mais “mexe”, e da pior maneira, é o que está às ordens de Paris/16eme não o que diz obedecer às do Largo do Rato. Lado a lado com aquele, o “Público” vai exagerando na persecutória missão, mesmo que pondo de lado a chamada deontologia profissional, coisa que não se sabe ao certo o que seja mas, se pode imaginar.

Desta vez, o recado, se é que é recado de alguém e não pura invenção, consiste em propagandear que os “cavaquistas” estão ansiosos por correr com o ministro das finanças, “um ultraliberal” – coitado do homem! -, que faz imensa confusão a tal gente, já que, segundo ela, quer “destruir o modelo social e económico construído após o 25 de Abril”. É nesta linguagem, própria do PC e do BE, que se exprimem os “proeminentes cavaquistas” que o “Público” terá arregimentado.

Quem são eles?
Não se sabe. O “Público” cita-os nada menos que 14 vezes, ao longo do arrazoado oposicionista. Ora são “cavaquistas”, ora “eminentes cavaquistas”, “personalidades do cavaquismo”, "personalidades que apoiam Cavaco Silva”, “ personalidades”... nem um só nome, nem uma só dica sobre a sua origem – parlamentar, partidária, académica... – nada. Único nome, Cavaco Silva! Cavaco Silva e os seus discursos, transformados numa espécie de “bíblia” das “eminentes personalidades”.

 

Que pensar? Que não há “personalidades” nenhumas e que tudo não passa de um recado de Belém, a preparar algum salto ou assalto político do Presidente?
Parece não haver outra hipótese. Tanta insistência nas anónimas “personalidades” deve querer inculcar que se trata de um largo magote de sábios, todos apostados em promover Cavaco Silva e denegrir Passos Coelho. Mas, para quem tiver alguma experiência e saiba ler entrelinhas, faz pensar o contrário: é Cavaco quem, servindo-se do “Público”, vem dar uma de esquerda, coisa que, com montes de cinismo, sempre lhe agradou muito.  

Afinal, onde está o “ultraliberalismo”, seja lá isso o que for? O IRRITADO até gostava que uma boa dose de liberalismo viesse equilibrar um sistema cheio de vícios socialistas.

Mas não há nada disso. Nem disso nem doutra coisa. O que o governo faz é tentar cumprir as metas que lhe foram exigidas pelos credores e impostas pelas asneiras o senhor Pinto de Sousa, sejam tais metas liberais ou outra coisa qualquer. Conceda-se que poderia, ou deveria, ir mais longe em certas políticas fiscais, designadamente na taxação de operações financeiras. Podia ir mais longe no corte de despesas? Podia, mas imagine-se o exército de protestantes e indignados – os que ficariam sem emprego ou com o ordenado reduzido a um terço. Podia desmantelar o Estado socrélfio? Pode, mas é demorado e difícil.

De resto, manter o Estado “social” tal como está? Não brinquem conosco. Relançar a economia? Como? Com que meios? Não depende de nós. Para já, o que mais cresce é a economia paralela, e não pouco,

Ou nos credibilizamos com o fim de, justificando, ir buscar mais tempo e mais dinheiro mais barato, ao mesmo tempo que a UE arranja juízo e alguma receita nova directamente dirigida à economia, ou todos os pessimismos serão realistas.

O caminho é tanto mais estreito quanto mais as “personalidades cavaquistas”, ou outras, ou Cavaco sózinho, andarem para aí a fazer intrigas nos jornais e os jornais a fazer fretes a jogos de poder.  

 

31.1.12

 

António Borges de Carvalho

 

*O sono da razão engendra monstros

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