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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SOCIAL-FILOSOFIA PORTUGUESA

 

Os empregados dessa coisa abominável que dá pelo nome de RTP fizeram, através de um porta-voz cujo nome não escreverei, uma declaração verdadeiramente paradigmática.

Ficámos a saber que os tais empregados, por unanimidade dos respectivos sindicatos, deliberaram entrar em peso na greve dita geral, convocada pela central comunista CGTP.

Isto, a não ser que, como segue:

Dentro de 48 horas, lhes seja garantido que:

a)   Nunca jamais em tempo algum seja quem for será despedido;

b)   Nunca jamais em tempo algum seja quem for será mandado mudar de local de trabalho, a não ser que lhe apeteça;

c)   Nunca jamais em tempo algum seja quem for perderá o seu glorioso vínculo à empresa;

d)   Nunca jamais em tempo algum seja quem for será objecto de quaisquer toques no respectivo salário, designadamente os que foram aplicados aos empregados públicos e pensionistas.

 

O tal porta-voz, em meia dúzia de frases, sumarizou o virtuoso pensamento que anima a generalidade das classes privilegiadas. A sociedade deve-lhes emprego, inamovibilidade, irreversibilidade e pagamento garantido seja em que circunstância for. Uma receita infalível para a ruína, a paralisia do país e da economia e a glória dos “trabalhadores”.

 

Uns fulanos que vivem à custa dos impostos dos outros, que custam aos outros enormes fortunas em “compensações” por um serviço público que não prestam ou prestam mal aos outros, que têm salários muito superiores aos dos outros, acham-se no “direito” de ser mais que eles! Senão… greve geral. Pois.

 

É claro que se trata de política, e da mais reles.

Mas também é claro que o governo tem culpas no cartório. Ao isentar da crise uma série de nababos, directa ou indirectamente seus assalariados, meteu a pata numa poça bem suja e abriu uma caixinha de surpresas do caneco.

Ou há moralidade ou comem todos. Já que não comem todos, os tipos da RTP chegaram à conclusão que fazem parte dos que não comem. A coisa, como se compreende, tem a sua lógica. E a culpa é do governo.

Não se passa o mesmo com uma série de ilustres corporações, juízes, militares e quejandos, cuja “solidariedade” para com os outros e o país se expressa na obrigação do Estado de os isentar de sacrifícios?    

  

Aqui temos a Nação e a gente que trinta e tal anos de socialismo constitucional construíram. “Direitos” e mais “direitos”. Obrigações, nem uma. Solidariedade obrigatória, sim, mas desde que não toque na fímbria das vestes de cada um. Pertença cívica, claro, mas sem chatices. Uma sociedade “estável”, isto é, que não se mova, isto é, paralítica.

 

Mais difícil que sair do imbróglio financeiro em que nos meteram e que, a cada cavadela, dá mais minhoca, é alterar a filosofia social que foi instilada nas pessoas e que impede a saída da verdadeira crise, que é a crise da “moral” com que fomos educados.

Deve tratar-se da moral republicana, na douta opinião dos sampaios desta vida.

 

18.3.12

 

António Borges de Carvalho

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