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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

NOTÍCIAS DO MANICÓMIO


O IRRITADO é capaz de já ter contado esta história. Mas, já que volta a vir a propósito, repita-se, pelo menos em parte.

Há uns doze ou treze anos, o IRRITADO foi ver o que se estava a passar em Foz-Coa. Para além de outras manifestações da indignação popular contra a decisão do PM Guterres de abandonar a barragem a favor dos bonecos ditos pré-históricos, num restaurante da vila, a respectiva proprietária, perguntada sobre o assunto, respondeu:

- Olhe, meu amigo, só lhe digo que, se aqui entrar a gorda que é a “chefa” dessa gente, ponho-lhe veneno dos ratos na sopa!

 

Pois a tal senhora, dita gorda para melhor identificação, veio agora lamentar-se no jornal sobre os brilhantes resultados da sua acção. Passo a citar:

(agora) a coisa “talvez não (fosse possível), porque as pessoas estão mais cépticas”;

“aquilo que era a visão de transformar a zona, não (foi um sucesso)”;

“O museu... não atingiu os efeitos esperados”;

“O museu (tem) cada vez mais dificuldades do ponto de vista logístico e as estrututuras ficaram um pouco aquém”;

“Não se conseguiu dinamizar o comércio local”;

“Quinze anos depois, estamos na mesma”;

“Não sei o que se passa, do ponto de vista arqueológico no Coa”;

“faltam relatórios, participação em colóquios, etc.”.

 

Cumprimentos à senhora.

Nunca é tarde para confessar as nossas asneiras. O Guterres, muito mais culpado que ela, devia fazer o mesmo, entregando-se de seguida à GNR com o objectivo de expiar o seu crime.

Facto é que, quinze anos passados, segundo a própria promotora da coisa, às gravuras ninguém liga. Lá estão, como sempre estiveram. Para os colóquios científicos, não há inscrições. O museu foi um “flop”. Está arruinado. A zona não ganhou um cêntimo com a coisa. O comércio local continua como estava.

Em resumo, a senhora diz que “estamos na mesma”. Neste particular, erra, como errou em tudo no passado. É que não estamos na mesma. Gastámos uns quinze milhões só nas obras do museu, pagamos outros milhões em salários, manutenção, etc. Tudo para que ninguém, nem mesmo os arqueólogos, ligue às tais gravuras, para que se tenha erguido um elefante branco com que ninguém se preocupa, para que os habitantes da região, para além de ter perdido centenas de empregos, não vejam um tostão do que lá se enterra todos os dias.


Se o socialismo guterrista tivesse dois dedos de testa, em vez de ter fabricado a desgraça que fabricou à nossa custa, podia perfeitamente ter chegado a um acordo com a promotora da barragem no sentido de custear a obtenção de um acervo de exemplares ditos pré-históricos e de os guardar numa instalação adequada e não luxuosa. Quantos milhões se pouparia? Pelo menos as centenas deles que já estavam gastos na construção da barragem, mais os que o elefante branco consumiu, mais o que ganha a maralha que por lá anda a esfregar o rabo nas cadeiras, isto para além da ausência da electricidade que lá se geraria e que contribuiria muito mais parao bem estar da região, daria emprego aos locais e não aos tipos que vêm da cidade mamar na teta do elefante.

Muito devemos ao socialismo. O Pinto de Sousa, em matéria de doidices paranóicas – para dizer o menos – teve um bom e eficaz mestre.

 

22.3.12

 

António Borges de Carvalho

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