Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SINAIS DE BOM SENSO

 

Sem medo do “escândalo”, o PM japonês mandou reactivar duas centrais nucleares. As boas almas, os apóstolos da involução e da ruína, devem estar por aí, inchados de indignação e ódio.

E, no entanto, o homem tem carradas de razão. A sua obrigação como governante é dar aos seus cidadãos e à sua economia elementos de desenvolvimento, e deixar para trás os escravos da demagogia e do medo. A sua atitude é tão mais louvável quanto o Japão foi teatro, há bem pouco, de um desastre natural de gigantescas consequências, entre as quais um acidente nuclear altamente perigoso.

À excepção de Chernobyl – vítima da incompetência totalitária do socialismo real(a) – não há memória, em sessenta anos de existência, de qualquer acidente que, proveniente do nuclear e não da Natureza, tivesse tido qualquer importância para a humanidade ou para o Planeta, cuja “salvação” faz correr rios de tinta e mares de dinheiro. Mesmo Fucoxima, com os seus horrores, não consta que tenha custado a vida fosse a quem fosse.

 

Se a estes factos acrescentarmos que:

- A energia nuclear é a mais limpa de todas as energias, de tal maneira que até os chamados ecologistas já não conseguem deixar de o reconhecer;

- A energia nuclear é a mais viável de todas, em termos de custos/benefícios;

- A tecnologia nuclear tem conhecido avanços que tornam a produção nuclear ainda mais fiável e mais barata;

- O problema dos lixos nucleares está razoavelmente resolvido, e novos processos estão em curso de desenvolvimento,

 

então teremos que não é inteligente, nem aceitável, a luta de tanta gente contra esta forma de obtenção de energia. Bem pelo contrário, é quase criminosa. Privar a humanidade de energia barata, fiável, constante, praticamente inesgotável, é o quê?

 

Por cá - num país que até tem matéria-prima com fartura - depois de o “socialismo democrático” ter, solenemente, declarado que o nuclear “não está na agenda do governo”, depois de o mesmo governo se ter recusado a, sequer, discutir uma proposta de construção e exploração de uma central, a custos privados (sem PPP’s!), depois de se ter endividado o país por gerações para encher a paisagem de moinhos de vento e gadgets do estilo, de produção intermitente e a exigir o trabalho de centrais térmicas, continua a haver almas que se regozijam com o “avanço” do país em matéria de “energias renováveis”.

Em matéria energética, perdemos pelo menos cinco décadas. Agora, mergulhados na crise, sem um tostão disponível, preparamo-nos para perder mais umas tantas. Isto enquanto a chamada Europa trabalha na melhoria dos processos tecnológicos e lança projectos de novas centrais. E, se falarmos dos BRICS, veremos do que a casa gasta, a inteligência a preparar o futuro.

É evidente que, dado o estado das coisas, não se pode pensar no assunto. E, se se pensasse, haveria multidões histéricas a protestar, a junta de freguesia de Santa Pulquéria metia duas providências cautelares e a câmara de Castro Querelas acusaria o governo dos mais nefandos crimes. Sem falar, é claro, da chamada “discussão pública”, dos debates, populares e parlamentares, das comissões de inquérito e de mais não sei quantas barbaridades.

O que vale é que, entretanto, há um ministério que manda tirar as gravatas para poupar no ar condicionado, o que nos enche de esperança, não é? Como no Japão, por cá também há bom senso. Hi hi.

 

18.6.12

 

António Borges de Carvalho

 

(a) Cabe aqui lembrar a inesquecível chegada do Cunhal a Lisboa, vindo da Ucrânia, no auge da crise de Chernobyl. Nas doutas palavras do poderoso líder, não havia problema nenhum, só uma ligeira avaria do reactor. O cônsul de Portugal lá no sítio era um alarmista ao serviço do imperialismo, porque tinha aconselhado os estudantes portugueses que por lá andavam a voltar quanto antes para casa!

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub