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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

Protocolos

Andei de férias, por sítios onde não há carrilhos, nem sócrates, nem rangéis. Um alívio.

Mal chego, dou de caras com a importantíssima polémica do protocolo de Estado.

Em mais uma notável erupção da inteligência que o caracteriza, decidiu o PS dar honras de Lei do Parlamento ao protocolo de Estado. Com certeza cansados de não fazer nada, frustrados por passar a vida em São Bento a cohonestar as asneiras do governo, os ilustres deputados socialistas resolveram... legislar. Sobre quê? A coisa não foi fácil. Pensaram, pensaram e, brilhantemente, resolveram dar ao protocolo honras de Lei.

Desde há imemoriais tempos que o protocolo era mister de sabedores, dedicados e delicados funcionários, ao que julgo do MNE, os quais, segundo as conveniências do momento e a disposição de quem manda, lá iam ajeitando as coisas. A senhora B à esquerda do senhor A, o secretário C na fila 2, o autarca D no corredor, enfim, questões da maior importância para o futuro da Pátria iam-se resolvendo a contento.

É natural que a reacção dos portugueses ao relevantíssimo projecto de Lei do PS tenha sido nenhuma. Mandaram a coisa às urtigas. Que lhes interessa a senhora B, o senhor A, e mais todos os que se acotovelam para a parecer na fotografia? Nada.

Minto. A polémica surgiu, mas só no que respeita ao saneamento dos dignitários da Igreja Católica. Não se percebe por que carga de água os génios do socialismo à portuguesa se haviam de lembrar de tal coisa. Há quase mil anos que se procedia, com as variantes do tempo, de certa maneira. Porquê mudar?

Porquê esta manifestação de jacobinismo serôdio? Porquê não compreender que há tradições que não fazem mal a ninguém, antes pelo contrário? Porquê querer pôr no mesmo prato da sociedade portuguesa a Igreja Católica e a IURD ou o professor Karamba?

O sono da razão engendra monstros.

De positivo, nisto tudo, só a reacção dos bispos:

- Ai é? Vão chatear o Camões!

Calculo, como se compreende, a frustração dos promotores da ideia. Queriam fazer uma provocaçãozinha. Para tal, deram-se ao trabalho (ao trabalhão!) de fazer um projecto de Lei. No fim, a montanha pariu um rato. Em vez de polémica, levaram com os pés. Coitadinhos.

 

António Borges de Carvalho

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