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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MÁSCARAS

 

Ontem, uma data de figuras gradas da nossa pobre política dedicaram o dia a inúmeros exercícios de pancadaria verbal contra o discurso do PR. Talvez por engano, o Presidente fez uma prelecção realista, equidistante, democrática. Apelou ao bom senso e ao consenso, isto é, àquilo que toda a gente sabe: seria útil que o PS tivesse uma atitude patriótica e se dispusesse a concertar algumas coisas essenciais em termos de estabilidade, de futuro de médio e longo prazo, de compromisso histórico, de respeito pelas instituições democráticas e de credibilidade e capacidade de negociação com os credores.

Em vão, como era de esperar. Ao PS, o que interessa para contentar o oco e os seus santos de estimação, Soares, Alegre (Melo Duarte, de seu renegado nome) et alia, e dos seus poderosos demónios, Pinto de Sousa, Costa e outros pífios, é voltar ao poder a todo o custo. Deviam ter esperança de poder contar com um Presidente do tipo do sinistro Sampaio, que não hesitou em dar uma golpada totalmente ilegítima (para que serve, afinal, o Tribunal Constitucional?) quando apeou os que não eram da sua cor e atirou para o galarim os camaradas que viriam a dar cabo do país. Que interessa o país se não como trampolim?

O PR foi acusado de tudo: caiu-lhe a máscara, uma crítica que sumariza todas as outras, saída da boca dessa besta redonda que se chama Vasco Lourenço. Ou seja, quando um PR faz um discurso em que apela ao patriotismo dessa gente, em que defende a estabilidade dos mandatos – coisa de pouca estima entre nós -, em que apela à arduamente conquistada credibilidade externa que é o que nos mantém, apesar de tudo, a boiar na borrasca, há que Deus que está a apoiar o governo – como se o Presidente, à imagem de Eanes, Soares e Sampaio, tivesse o dever de ser contra o governo! - que não é independente, que lhe caiu a máscara!

Facto é que a máscara caiu do focinho de uma data de gente, a começar pelo bando de ignorantes e de esquerdistas primários que dá pelo nome de “capitães de Abril”. Caiu a máscara a toda a esquerda dita democrática. Neste 25, ficou mais claro que nunca que, para esta gente, o que se pretendia com o golpe militar era, sim, a democracia, mas desde que a democracia fosse socialista. Ou seja, o que eles queriam e, pobres, obsoletos e vesgos, ainda querem, é voltar aos tempos de antanho, em que a democracia propriamente dita era arrastada pela rua às mãos, armadas ou não, dos exércitos do socialismo. A unânime vozearia desta malta tem o claríssimo significado da defesa da democracia limitada, anquilosada, confundidos os conceitos de direito com os da absurda ideologia constitucional, confundida a Nação e a Pátria com a República, confundida a liberdade política com a obrigatoriedade de se ser socialista.

A liberdade prometida pelos capitães era, afinal, nas suas próprias palavras, uma ficção que encobria o desejo do exercício do poder por uma fracção da sociedade, integrada por socialistas e por enganados pelo socialismo.

Máscaras há muitas. A mais perigosa, a mais sinistra, a mais contraproducente, é a máscara de democrata ostentada pelo socialismo nacional.

 

26.4.13

 

António Borges de Carvalho   

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