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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PORTAS DAS TRASEIRAS

 

Estamos todos de acordo. Esta coisa de dar ainda mais porrada nos pensionistas é, como disse o Portas, extremamente desagradável, inaceitável até.  Problema é sabermos que, se não tirarem nas pensões, tirarão noutra coisa qualquer. Alguém há-de pagar.

O IRRITADO, na sua qualidade de sacrificado pensionista, aplaude. Óptimo! Na pensão, parece que o saque da toica não irá mais além.


Postas as coisas nestes termos, uma pergunta resta para fazer ao arauto da oposição interna, o ilustre Portas: Onde? Como? Quem vai pagar? O homem diz-nos que noutro sítio, mas como não diz qual, nem como, nem quem. Ficamos mais ou menos na mesma.

Depois, o modus faciendi que Portas escolheu. Primeiro, mandou que outrem pusesse a boca no trombone sobre as guerras intestinas a que se terá dedicado no conselho de ministros. Depois, fez mais um teasing, anunciando com quatro dias de antecedência, qual Obama da Cascalheira, que ia aparecer ao povo, com aura de salvador da Pátria. Finalmente, faz a sua proclamação, dizendo que não às pensões mas aceitando o princípio dos cortes, sem dizer com que critério.

Dirão os mais desconfiados que aqui anda gato. Será que Portas não tinha outra maneira de fazer as coisas que não fosse aproveitá-las para uma jornada de propaganda socio-eleitoral? Parece que sim. Por uma questão de lealdade. Por uma questão de dignidade própria.  Por uma questão de compromisso.


Parece que este tipo de atitude se filia na longa história do CDS, primeiro partido a aliar-se ao PS, depois, na AD, ao PSD e o PPM. Deu cabo da coligação com o PS, fez cair o governo. Deu cabo da coligação com PSD/PPM, fez cair o governo. Mais tarde, outra vez se juntou ao PSD, mas durou pouco, deu cabo da coisa antes que o ilustre Marcelo lhe fizesse o ninho atrás da orelha. Ansioso de protagonismo, seja via Freitas do Amaral, seja via Adriano Moreira, e vários outros, o CDS sempre foi uma força amaricada e traiçoeira, atigindo com Portas novos píncaros,

O grande chefe da direita (Freitas) apressou-se a fazer-se com Soares, que o tinha vencido indecentemente nas presidenciais. Fez-se com o Pinto de Sousa, que acabou por trair, como tinha traido Balsemão e como  trairá quem se puser a jeito. Os grandes do CDS, de que é exemplo esse escarro que se chama Basílio, sempre tiveram na cabeça o tropismo do PS. "Se um não (nos) serve, serve o outro, desde que tenhamos hipóteses de poder", deve ser o mais alto dos pensamentos do CDS.

Incapaz de se impor internamente – será que esconde argumentos para lançar na praça pública? – aproveita para deitar a escada ao descontentamento. E, em vez de tratar dos assuntos no lugar próprio - se é que o move alguma intenção generosa ou programática - prefere apanhar o combóio da propaganda.

O IRRITADO acha bem que Portas descubra a solução para não lixar mais os aposentados, ainda que se exima a declarar como. Mas a porta do Portas devia ser a da frente, isto é, a do conselho de ministros. Mais uma vez, escolheu a porta das traseiras, que somos nós, os papalvos que são capazes de pensar que está a lutar por eles.

Ainda por cima, trata-se de evidente estratégia. Inúmeros porta vozes são “nomeadsos” para papaguear bitates de “independência”, preparando com minúcia a angelical aparição do chefe.


No fundo, para o clube, preciso é ir-se deixando estar no poder. Sem prejuízo do futuro, isto é, sem desagradar ao PS, que pode vir a ser o escadote de amanhã.   

 

6.5.13

 

António Borges de Carvalho

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