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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

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O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

POBRES CRIANCINHAS


Apetece-me começar este post por fazer uma perguntinha ao Professor Nuno Crato:

- Ó senhor Professor, para que serve pôr as criancinhas a fazer exame, se o exame vale só 25% da nota final?

Não espero resposta. Mas fico a pensar como segue: que fazer se eu tiver um rebento burro como as casas, um preguiçoso que tem zero no exame? É simples. Vou ter com a professora dele, certamente uma pedagoga de alto gabarito, colega do bigodes dos sindicatos, e explico-lhe que o exame era uma manobra do nosso horrível governo - que temos que apear! – destinada a causar stress aos alunos, que ficam cheios de “ansiedade”, “com problemas de sono”, “dores de barriga”, e “enchem os gabinetes de psicólogos”*, para além, como é óbvio, dos traumas que levarão para a vida adulta e que os prejudicarão até à morte. A pedagoga ouvir-me-á com atenção e inegável concordância. A seguir, dir-lhe-ei que, como ela bem sabe, o meu rebento é de um exemplar comportamento, raramente pede para ir fazer xixi durante as aulas, tem um talento invejável para jogar à bola, é o número dois em matraquilhos e, como se viu na televisão, é um patriota que até foi à manifestação dos indignados. A douta senhora concordará. Aí, fá-la-ei perceber que o zero no exame é um detalhe sem importância: 25%. Ficam 75%, o equivalente a um 15 na escala de 20. Tal 15 é da responsabilidade da senhora. Assim, não exagerando, procurando fazer justiça e não prejudicar o futuro do infante, se a pedagoga lhe der um 13 as coisas ficarão sanadas e eu mando-lhe um ramo de malmequeres.

O Bloco de Esquerda, mui doutamente, já publicou a sua opinião sobre estas importantes matérias. Acha que o exame do 4º ano, mesmo a valer só 25%, é uma palhaçada e uma violência. No caso supra, ficaria eu felicíssimo se a justa opinião do BE fizesse vencimento. Deixava de haver exames, e eu via o meu burrinho progredir na vida! Uma maravilha!


*


Postas as coisas noutro plano, o único defeito propriamente dito dos exames do Prof. Crato é valerem só 25%. De resto, diz a experiência e o bom senso que os exames só fazem bem aos meninos. Dão-lhes sentido de responsabilidade, estimulam-lhes o brio pessoal, fazem com que os bons aprendam com mais vontade e empurram os cábulas para estudar mais um bocadinho. Atrapalham-nos? Ainda bem. Começam a aprender a safar-se de enrascadas através do trabalho. Têm perante si um justo desafio a vencer.

Em suma, o valor educativo da iniciativa do Prof. Crato é inestimável.

Não é evidente que a desresponsabilização dos meninos levada a efeito por pedagogos tarados e/ou esquerdistas tem tido efeitos devastadores na nossa sociedade? Quem não o vê - para além do BE, é claro? Quantos “sistemas” já houve desde 74? Quantos programas? Quantos critérios? Quantas “reformas”? Quantos “ensaios”? Quanta instabilidade? Quantos livros para o mesmo efeito? E os custos deste desvario?

Será que tudo isto não prejudica muito mais os alunos, os pais e o país que um exame da 4ª classe? Será que não gera mais stress, mais “dores de barriga”, mais “ansiedade”, mais custos e, sobretudo, menos educação?


Pobres criancinhas. Não por fazer exame, mas por ter nascido onde nasceram, pasto de “experiências” e, no caso vertente, da cobardia e do oportunismo “intelectual” instalados entre nós.


8.5.13


António Borges de Carvalho

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