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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

O TRABALHO É BOM PÓ PRETO!


Aqui, onde mora o IRRITADO, há 10 apartamentos, todos ocupados por gente da classe média.

Em todos os apartamentos trabalha pessoal de serviço doméstico, a saber: quatro brasileiras, uma angolana, duas santomenses, uma de algures na Ásia central, uma de nacionalidade desconhecida e... uma portuguesa. O homem da limpeza da escada também é português, mas velhote.

Toda esta “força de trabalho” é remunerada muito acima do salário mínimo. Todos os patrões pagam a segurança social sem nada exigir aos assalariados.

Dos grandes agricultores que o IRRITADO conhece, que são poucos mas talvez representativos, não há um só que não tenha ao serviço mais romenos, moldavos, etc., que portugueses. Todos dizem – não se sabe se é verdade – que pagam pelo menos o salário mínimo e a SS e, em muitos casos, alimentação e casa, acrescendo, às vezes, prémios de produção.

Que quer isto dizer? Com tantos sociólogos que por aí andam, não há um que ensaie uma explicação, talvez porque a explicação fosse “inconstitucional”: trata-se de um problema de “direitos” sociais, não é?

Vistas as coisas por um leigo nestas complicadas matérias, a explicação é que os portugueses andam armados em europeus ricos, isto é, deixaram de aceitar trabalhos menos “dignos” – como se houvesse trabalho sério sem dignidade! – e acham que esses trabalhos são “bons para o preto”, como diziam os preguiçosos do antigamente.

Uma portuguesinha de jeans e “faixa de gaja” acha óptimo trabalhar numa loja qualquer por trezentos euros por mês, mas detestaria aspirar a casinha do patrão. Que diabo, trabalhar faz calos! Um licenciado numa porcaria qualquer jamais se sentaria ao volante de um tractor, apanharia nabiças ou se ocuparia de coisas “menores”, óptimas para romenos e ucranianos.


Sei que estas considerações são dignas de causar inúmeros pruridos de indignação. Sei que o desemprego é um flagelo social e um encargo incomportável para uma economia periclitante. Sei que é muito feio e muito incorrecto observar os fenómenos supra, pejando-os de “malévolas” insinuações.

Mas que há, na nossa sociedade, traumas e ilusões sociais tão más como os problemas reais, disso não pode haver dúvida.

 

21.5.13

 

António Borges de Carvalho

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