Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

“CO-ADOPÇÃO”

 

Para satisfazer a curiosidade de um estimado leitor, vem o IRRITADO dizer de sua justiça sobre o ingente e importantíssimo problema daquilo a que os prosélitos dos defeitos sexuais decidiram chamar coadopção, ou co-adopção.

Há argumentos favoráveis com um certo peso, reconheça-se.

O problema não é o que a lei proposta pelos missionários dos defeitos quer resolver. Porquê? Porque o problema não é esse. O problema é ter passado a ser obrigatório reconhecer, louvar e privilegiar os humanos defeituosos, alçar os seus defeitos à categoria de virtudes cívicas e, pior que isso, a uma inexistente igualdade que se projecta em termos de direito. A igualdade mal entendida sempre foi uma pecha da civilização e do exercício da Liberdade.


Tudo começou pelas uniões de facto, erigidas à categoria de uniões de direito, isto é, conferindo a quem não assume (não regista) a sua situação perante a sociedade os mesmos direitos, ou a mesma esfera jurídica que se reconhece a quem assume, perante terceiros, a sua situação. A partir desta entorse ao respeito pela segurança jurídica de terceiros, tudo passou a ser possível.

Há direitos que são inerentes à pessoa humana. Outros que o não são. Para gozar de tais direitos há que declarar as alterações da esfera jurídica de cada um perante a sociedade. É de admitir, e proteger, que a vida em comum, com sexo ou sem sexo à mistura, possa ser fonte de direitos pessoais. Desde que, como é evidente, os unidos assumam a sua união (a registem), para que os direitos de terceiros possam ser protegidos. Confundidos os direitos inerentes com os que se podem adquirir, todas as confusões podem ser possíveis.

Daí que as tendências mais regressivas da sociedade venham ao de cima e que se passe a achar igual o que o não é, ao ponto de estraçalhar instituições seculares como o casamento através da sua confusão com outros tipos de união quiçá merecedores de protecção jurídica, mas noutros termos, já que são de diferente natureza e provêm de diferentes origens.

Tomado o caminho de uma “igualdade” tão falsa quanto espúria, abriram-se portas a tudo o que a seguir veio: o “casamento” entre pederastas ou entre lésbicas, os filhos com dois pais ou duas mães como se tal fosse possível ou até aconselhável, como anda a ser, etc., num mar de confusão e de negação das evidências.

Sempre houve quem fosse o que hoje se chama homossexual, como sempre houve quem, como a gillette, cortasse dos dois lados. De um modo geral, tratava-se de gente discreta que, conhecedora dos seus defeitos genéticos, hábitos, perversões ou limites, vivia calmamente em sociedade e pouco ou nada perturbava a vida de cada um. De repente, houve quem começasse a fazer a propaganda da coisa. Acto contínuo, forças ditas progressistas (regressistas, na opinião do IRRITADO) tomaram tal bandeira com o habitual fim de desestabilizar as sociedades e as instituições, valendo-se de arremedos grosseiros de conceitos respeitáveis e de “interpretações” perversas de valores igualmente respeitáveis.


A chamada co-adopção mais não é que um passo mais nesta desgraçada senda de aldrabices cívicas alcandoradas a altos níveis “morais” e jurídicos.

 

6.6.13

 

António Borges de Carvalho

7 comentários

Comentar post

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2007
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2006
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub