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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

CLASSE SEM CLASSE

 

Como o IRRITADO só vê televisão depois do jantar, a estas horas (3 da tarde) não faz ideia do que se passa com os exames dos desgraçados estudantes, joguetes das manigâncias do bigodes e de outros díscolos da nossa praça. É de calcular que os ditos já tenham declarado que a greve aos exames teve uma adesão de 244 por cento e que o governo ainda esteja a fazer contas, a ver se tem número de exames que se veja para informar das suas contas.


Já tendo falado no assunto, o IRRITADO vem acrescentar três pequenas observações sobre as reivindicações da classe com menos classe e mais falta de dignidade, de vergonha e de sentido de responsabilidade das muitas que por aí andam a proclamar a austeridade para os outros.

Uma diz respeito às famosas 40 horas por semana. Passamos a vida a ouvir os “professores”, coitadinhos, dizer que trabalham mais que os outros, até em casa, que horror!, isto é, têm que preparar as aulas, têm que classificar os alunos, e outras tarefas absolutamente calistas. Ora se eles acham que já trabalham mais que as 40 horas, que diferença faz que tal esteja ou não esteja no horário de trabalho? Parece que, neste caso, ao contrário dos restantes funcionários públicos, os “professores” não são penalizados, uma vez que ficam a trabalhar eventualmente menos do que costumavam proclamar. Uma explicação seria que deixavam de receber horas extraordinárias, mas como o IRRITADO não sabe se as ganhavam, a explicação carece de fundamento. Ou seja, não há explicação que explique. Li por aí que a classe sem classe tem só 22 horas “lectivas” por semana e que uma turma de 30 é considerada um abuso (mais de 20 parece que também já é demais), não há por isso dúvida que a demagogia e a preguiça são, para esta gente, mais importantes que o seu trabalho e a sua “missão”. Em relação aos restantes funcionários, que passarão a trabalhar mais meia hora por dia, é de presumir que trabalhem mesmo mais meia hora por dia. Já os “professores”, tendo só 22 horas em que se pode fiscalizar se trabalham ou não, é de pensar que outra coisa não os mova, a este respeito, que política, e da baixa.

Outra questão é a da “mobilidade especial”, talvez eufemismo para “preparação para o desemprego”, mas que o governo já garantiu que evitaria sempre que possível no que aos “professores” diz respeito. Ora se tal triste história se aplica a toda a função pública, sendo de temer que venha a incidir sobre pessoas que até podiam ser úteis, por que carga de água hão-de os “professores” ficar isentos, ainda por cima tratando-se de mister em que, para bem ou para mal, cada vez são precisos menos profissionais?

A ideia de “responsabilidade” deste bando, que marcou a greve para o dia dos exames, fica demonstrada: são tão responsáveis que até “admitem” aparecer nalguns exames, desde que o governo mude a data dos ditos! Porque não mudam eles a data da greve? Não mudam porque são completamente irresponsáveis em relação às suas mais elementares obrigações. Queixam-se da irredutibildade do governo, culpado por não mudar ele a tal data. Brada aos céus! Ainda por cima dizem que, se o governo quiser mudar a data, serão eles a escolhê-la. Se for no dia 20, trabalharão. Se for noutro dia qualquer logo se vê. A culpa será, é, sempre dos outros.


Ou o governo se mantém irredutível, mesmo irredutível, e trata esta gente como merece (mandando-a “negociar” com o raio que a parta) ou fica em causa o nosso conceito de democracia –conceito que, até certo ponto, a própria constituição socialista consagra, a nossa liberdade e o direito dos nossos filhos a uma educação minimamente decente, coisa impossível com esta indecente gentalha.

 

17.6.13

 

António Borges de Carvalho

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