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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ADEUS GASPAR…

 

Gaspar não resistiu mais. Compreenda-se. Gaspar era demasiado sério para o país. O país, na generalidade das opiniões, odiava-o. Preferia, e prefere, quem lhe venda ilusões. Gaspar era o contrário dos vendedores de banha da cobra. O país gosta de vendedores de banha da cobra. Banha socialista, banha centrista, até banha social-democrata. Cobras por todos os lados.

Cobras europeias, prenhes de garganta e de falta de coragem. Cobras judiciais, agarradas a interpretações maximalistas, a somar a uma constituição errada e decrépita. A sede última do poder político entregue, sem recurso possível, a um corpo judicial noventa por cento político, com um presidente ultra esquerdóide que se atreve a dar ralhetes e a fazer ameaças ao Primeiro-Ministro em pleno Conselho de Estado, com isso faltando abertamente ao respeito devido ao PR, que tinha estabelecido uma ordem de trabalhos onde os dislates politiqueiros do chefe do TC não tinham lugar. Cobras constitucionais que são um dos elementos que mais impedem as soluções, sejam as do Gaspar, sejam quaisquer outras ou de outro qualquer.    

Em suma, uma República ofídea, cheia de veneno, de interesses corporativos, de egoísmos, de invejas.

É claro que Gaspar errou em muitas previsões. Achou que a chamada “Europa” era comandada por gente, ou inteligente, ou bem-intencionada, ou competente. Enganou-se: pouco há disso por lá. Achou que a “Europa” ia sair da crise e puxar por nós. Enganou-se: a “Europa”, toda a “Europa” sem excepção entrou em recessão. Achou que a “economia” ia reagir. Enganou-se: os manda-chuva da economia preocupam-se mais em arranjar desculpas e em produzir “bocas”, que em andar para a frente. Achou que o povo português era “o melhor do mundo”. Enganou-se: o povo português é óptimo, desde que a desgraça não bata à porta de cada um. Acha muito bem que haja sacrifícios, se forem sacrifícios do vizinho.

Gaspar era acusado de não ter feito a reforma do Estado. Imaginem o que seria se a tivesse feito. Onde iam parar as centenas de milhares de parasitas que pululam no Estado e à volta dele? Quantos por cento mais no desemprego?

Gaspar há muito deve percebido que não conseguia, que nada o ajudava a conseguir fosse o que fosse. Não é possível prever que uma sociedade reaja à má sorte entregando-se a ela, que a “Europa” se desfaça em vez de se unir, que o regime constitucional o condene e à Nação em vez de os ajudar, que os partidos políticos, sobretudo o PS, substituam a noção da responsabilidade pela mais feroz e primitiva partidarite, pela mais rasca ganância de poder.

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Alto, pára o baile!

Ia este post a meio, eis que a Vodafone me anuncia que Paulo Portas, em mais uma repugnante traição - coisa que lhe é habitual, ou visceral – se demitiu.

Ainda não se sabe quais as consequências de mais esta parlapatice.

O que se sabe, a estas horas, é que já fomos bombardeados com as mais rebuscadas opiniões sobre a saída deste repenicado trouble maker. O horrendo quão sinistro director da SIC Notícias, o paralapatão do Marques Lopes e tutti quanti da nacional opiniosa tropa de choque, já se desdobraram e desdobram em asneiras, isto é, em dizer o que acham que a malta gosta. Mais uns dinheiritos, não é?

 

Esta coisa de ter governos de legislatura, como acontece nos países civilizados, parece estar vedada aos portugueses.

 

2.7.13

 

António Borges de Carvalho

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